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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

SUBSÍDIO ESCOLA DOMINICAL



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PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2013
ELIAS E ELISEU - Um ministério de poder para toda a Igreja
COMENTARISTA: JOSÉ GONÇALVES
COMENTÁRIOS - SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM RECIFE/PE

LIÇÃO 02 – ELIAS, O TISBITA - 1º TRIMESTRE 2013
INTRODUÇÃO
Deus levanta homens simples para fazer coisas extraordinárias, e Elias foi um deles. Nesta lição, obteremos informações detalhadas a cerca deste homem de Deus e qual a situação de Israel no período em que ele profetizou.
Veremos ainda como ele desempenhou seu ministério junto a monarquia, e por fim destacaremos que a missão de Elias de confrontar o pecado e convocar o povo ao arrependimento é uma figura da missão da Igreja de Cristo.

I – INFORMAÇÕES SOBRE O PROFETA ELIAS
De repente, Elias é apresentado aos leitores da Bíblia (I Rs 17.1). Como podemos ver, o texto não faz referência de seus ascendentes, contrariando os costumes dos hebreus. Em virtude disso alguns críticos pensam que tais personagens (sem nenhum registro genealógico) eram fictícias. No entanto, os apóstolos e o próprio Jesus Cristo fizeram referência a Elias, dando provas de que ele realmente existiu (Rm 11.2; Tg 5.17; Lc 4.26). Vejamos algumas informações a cerca deste profeta:
1.1 Nome. O nome desse profeta é composto por dois nomes divinos: El Yah. O primeiro significa “Deus”, e o segundo é uma abreviação do nome de Yahweh. Portanto o nome de Elias no hebraico é “Elyahu” que significa: “Jeová é Deus”.
Como podemos ver, o próprio nome de Elias era uma espécie de proclamação de sua mensagem “...Vive o SENHOR Deus de Israel...” (I Rs 17.1). Foi denominado pela maioria dos estudiosos como o “profeta do fogo” (I Rs 18.24,38).
1.2 Lugar de origem. Quanto ao lugar de onde o profeta Elias advém, a Escritura nos diz:“Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade” (I Rs 17.1-a). O adjetivo “tisbita” indica que ele era natural de Tisbe, que segundo alguns historiadores ficava em Gileade, entre os rios Jarmuque e Jaboque na Transjordânia (MOODY, sd, p. 58).
1.3 Características pessoais. Embora pelos registros bíblicos poucas coisas se saibam sobre a história pessoal e da família de Elias, várias características pessoais podem ser destacadas: vestia-se de uma maneira diferenciada (II Rs 1.8);
era um homem dotado de grande autoridade espiritual, pois do contrário, não teria tido acesso ao rei (I Rs 17.1; 18.15,16); era fisicamente forte, visto que correu adiante do carro de Acabe, desde o monte Carmelo até a entrada de Jezreel (I Rs 18.42-46); vivia na prática da oração (I Rs 17.20; 18.36-38; 18.42-46); no entanto, seu lado humano ficou evidente por seu desencorajamento diante das ameaças de morte por Jezabel (I Rs 19.1-4).
1.4 Vocação e tarefa. Elias é considerado como homem de Deus e profeta (I Rs 17.24; 19.10,14; II Rs 1.9). Seu ministério foi marcado por operações miraculosas, tais como: cessação da chuva por três anos e meio (I Re 17.1); multiplicação da farinha e azeite para seu sustento, da viúva e do seu filho (I Rs 17.14-16); ressurreição do filho da viúva
(I Rs 17.20-23); retorno da chuva (I Rs 18.1; 41-45); fez cair fogo do céu (II Rs 1.10); e subiu ao céu num redemoinho (I Rs 2.11). Elias foi o instrumento de Deus para tentar fazer com que o Reino do Norte (Israel-Samaria) voltasse para o Senhor a fim de que evitasse o cativeiro Assírio.
1.5 Período que profetizou. Como Elias profetiza durante o reinado de Acabe e parte da administração de Acazias, podemos concluir que ele exerceu seu ministério em (874 a 852 a.C.).
II – A SITUAÇÃO DO REINO DO NORTE NO PERÍODO DE ELIAS
2.1 Situação política. O Reino do Norte (Israel-Samaria) estava passando por um horrível momento de crise política, pois uma sequência de reis perversos haviam assumido o trono: Baasa (I Rs 15.33,34); depois Elá seu filho reinou também (I Rs 16.8,13); em seguida Zinri (I Rs 16.15,18,19); ainda veio Onri que foi constituído pelo povo como rei sobre Israel (I Rs 16.16,22,25); e, por fim, reinou Acabe que, segundo o relato bíblico, ultrapassou a maldade dos reis que lhe antecedera (I Rs 16.28-30).
2.2 Situação social. Acabe reinou no período de (874 a 853 a.C.), foi o mais destacado monarca da dinastia de Onri. Herdeiro de um reino que tinha favoráveis relações políticas com as nações circunvizinhas, Acabe expandiu com êxito os interesses políticos e comerciais de Israel, durante os vinte e dois anos de seu reinado. Por toda a nação de Israel, Acabe construiu e fortificou muitas cidades, incluindo Jericó (I Rs 16.34; 22.39). Além disso, ele impôs tributo a Moabe, na forma de gado (II Rs 3.4), o que lhe conferiu favorável balança comercial com a Síria e a Fenícia. Assegurou uma política de amizade com Judá, por meio do casamento de sua filha, Atalia, com Jeorão, filho de Josafá. Mantendo a paz e desenvolvendo um comércio lucrativo, Acabe pôde dar prosseguimento ao programa de construção de Samaria (SCHULTZ, 2009, pp. 208,209).
2.3 Situação espiritual. Embora Onri, rei que antecedera a Acabe, tenha introduzido em Israel a adoração a Baal (I Rs 16.25,26), foi Acabe quem promoveu a adoração a esse ídolo. A Bíblia diz que na grande capital de Samaria ele erigiu um templo dedicado a Baal (I Rs 16.30-33). Centenas de profetas falsos foram levados a Israel, para que o baalismo se tornasse religião do povo governado por Acabe. Diante disso Acabe adquiriu uma má reputação de ser o mais pecaminoso de todos os monarcas que governaram em Israel, pois irritara ao Senhor com a propagação da idolatria (I Rs 16.33).
III – A ATUAÇÃO DE ELIAS NO REINO DO NORTE
A Bíblia nos mostra que a monarquia foi instituída depois de alguns séculos da morte de Moisés (I Sm 8.5-7). No entanto, ele havia profetizado o surgimento do rei entre os hebreus (Dt 17.14) e direcionado por Deus traçou o perfil do monarca quando estivesse no governo: (1) ser escolhido pelo Senhor e não ser estrangeiro (Dt 17.15); (2) não acumular riquezas e mulheres (Dt 17.16,17); e (3) ter uma cópia da Lei sempre ao seu lado para lembrar-se das normas do Senhor ali contidas (Dt 17.18,19). Apesar destas recomendações, muitos reis principalmente do Reino do Norte, procederam impiamente, tanto na área política, quanto social e principalmente religiosa.
3.1 Os profetas e a questão política. A relação entre os profetas e reis foi sempre tensa. Às vezes, os profetas serviam como conselheiros do rei, tais como: Natã, Gade e Isaías (II Sm 7.2,3; 24.18,19; Is 37.21-35). Por outro lado, o Antigo Testamento também apresenta uma longa lista de profetas censurando pecados dos reis entre eles Elias (I Rs 18.17,18).
Por não ser entendido pelo ímpio rei Acabe, o profeta Elias fora acusado de ser um perturbador (I Rs 18.17), simplesmente porque o profeta como porta-voz divino, colocava-se contra as práticas idolátricas deste monarca. Na verdade, Elias responde ao rei quem realmente era que estava causando perturbação a Israel: “Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai...” (I Rs 18.18).
3.2 Os profetas e a questão social. Quanto a justiça social, o assunto recebe um grande destaque na Lei. Ela legisla sobre a necessidade de ser bondoso com o necessitado (Dt 24.14); estabeleceu que o patrão deve cumprir suas obrigações com os assalariados (Dt 24.15); ordenou a respeitar o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva (Dt 24.17) entre outras coisas (Êx 22.22; Dt 23.24,25; Dt 15.1-18). No entanto, o capítulo 21 de I Reis mostra-nos que Acabe junto com sua esposa Jezabel, planejou de maneira criminosa possuir a vinha de Nabote. Visto que Nabote possuía uma vinha junto ao palácio real, e que mesmo sob a proposta de Acabe de adquiri-la por dinheiro ou troca, não a vendeu (I Rs 21.2). O casal então tramou possuir a vinha de Acabe, acusando-o de blasfemar a Deus e ao rei, por testemunhas falsas, o que o levou a morte como punição (I Rs 21.10-14), e em seguida Acabe apoderou-se da vinha (I Rs 21.14-16). Essa injustiça cometida pelo ímpio casal não ficou impune, pois Deus ordenou que o profeta Elias lhes dirigisse uma árdua mensagem (I Rs 21.17-23).
3.3 Os profetas e a questão religiosa. O rei Acabe tomara como esposa a Jezabel, uma mulher pagã (I Rs 16.31). Ao rei faltavam convicções religiosas, pelo que ela estabelecera a adoração típica dos fenícios em larga escala, em território israelita. E Israel ficou repleto de sacerdotes e profetas de Baal (I Rs 18.22). Os profetas de Jeová eram perseguidos e muitos deles morreram por causa disso e outros ocultaram-se em cavernas, a fim de escaparem da morte (I Rs 18.4). As ações de Acabe e sua mulher Jezabel influenciaram o povo de Israel negativamente, de modo que o profeta ora a Deus dizendo: “...deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem” (I Rs 19.10). Elias, na qualidade de profeta principal da época, tinha a árdua missão de restaurar o altar do Senhor que estava em ruínas (I Rs 18.30).
IV – A MISSÃO DE ELIAS UMA FIGURA DA MISSÃO DA IGREJA
A missão profética da igreja é definida pela palavra grega Kerigmaque é traduzida por “pregação” (Rm 16.25; 1 Co 1.21; 2 Tm 2.17; Tt 1.3), e“proclamação” (Lc 4.18; 1 Ts 2.9 – Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada). É a tarefa exercida pela Igreja de Cristo após sua ascensão, que tem como objetivo dar continuidade ao ministério de Cristo Jesus (Mt 28.19-20; Mc 16.15; At 1.3-5) da seguinte forma: proclamando o reino de Deus (Mt 28.19-20; Mt 4.17; Mc 1.15; 16.15); denunciando o pecado e chamando os homens ao arrependimento (At 2.38; 3.19), através da mensagem profética de Deus que foi prefigurada nos profetas do A.T (Hb 11.13; Rm 16.25) que vislumbravam a revelação de uma verdade mais plena (pois segundo Hb 10.1, viviam apenas na Sombra), mas agora, revelada na presente dispensação à Igreja de Jesus (Rm 16.26; 1 Co 2.7; Ef 1.9; 3.3,4,9; 5.32; 6.19).
CONCLUSÃO
Como pudermos ver, Deus prepara maravilhosamente os homens para a obra a que os chama. Os tempos de extrema apostasia durante o reinado de Acabe eram adequados para um homem como Elias, ou seja, ele era apto para esses tempos, pois o Espírito do Senhor sabe equipar pessoas para cada ocasião. Como tem capacitado sua Igreja para a
sua principal tarefa: a evangelização.
REFERÊNCIAS
• SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia. CPAD.
• CHAMPLIN, R.N. Enciclopedia de Bíblia Teologia e Filosofia. HAGNOS.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
FONTE:http://www.portalebd.org.br

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