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terça-feira, 25 de julho de 2017

AMEAÇAS DE MILITANTES DO LGBTS CONTRA PASTOR



Pastor é forçado a deixar sua casa após ser ameaçado de morte por militantes LGBTs

Rich Penkoski teve que se mudar para proteger sua esposa e filhos das constantes ameaças que os militantes LGBTs faziam pela internet e também pessoalmente.

                     O pastor disse que isso não irá impedir ele de continuar dizendo a verdade. (Foto: Reprodução).
Um pastor de Virgínia (EUA) foi forçado a se mudar com sua família. O motivo? Ele estava recebendo ameaças de militantes LGBTs, além de sofrer várias outras formas de assédio, por expressar oposição à bandeira do arco-íris do Facebook. Ele foi “aconselhado” pela polícia local a ir embora de sua casa para que sua segurança não fosse comprometida.
O pastor Rich Penkoski, que lidera o ministério online "Warriors for Christ" (Guerreiros de Cristo, em tradução livre), recebeu uma imensa quantidade de repressão dos defensores LGBTs depois que ele publicou uma mensagem na página do ministério. No comunicado, ele alerta que qualquer um que publicar a bandeira do arco-íris como emoji na fanpage seria banido por seus administradores.
O pastor disse ao site The Christian Post que ele não queria a bandeira do arco-íris na página dos "Warriors for Christ", porque "é um símbolo de orgulho homossexual e somos um ministério cristão".
Foi então que Hemant Mehta, um ativista ateu, informou sobre como a “Warriors for Christ” proibiria qualquer pessoa de publicar o emoji da bandeira gay. A partir disso, a página foi inundada rapidamente com mais de 900 mil emojis do arco-íris. A linha do tempo ficou repleta de comentários que se opunham à visão do ministério sobre a sexualidade.
Ameaça de morte
Como a página dos “Warriors for Christ” informava o endereço residencial do pastor Penkoski, ele e sua família receberam ameaças de morte, tiveram fezes enviadas para sua residência e tiveram o carro danificado. Além disso, ele disse que houve ocasiões em que via pessoas rondando sua casa, andando de um lado para o outro. Na terça-feira passada (18), o pastor recebeu a ameaça mais baixa por meio de uma mensagem no Facebook, de um homem chamado Michael Grant.
"Eu conheço alguém que está esperando você para meter uma bala na sua cabeça", diz a mensagem de Grant, que foi compartilhada com The Christian Post. O alerta de Grant continuou avisando que alguém iria matá-lo. Penkoski disse que a mensagem veio um dia depois que ele e sua esposa decidiram sair da casa de aluguel, na qual haviam passado apenas oito meses depois que a família se mudou para a Virgínia.
Tendo estabelecido uma nova casa em uma outra cidade, Penkoski disse que seu endereço não será compartilhado no site do ministério ou na página do Facebook. "Eu não vou recuar, mas eu tenho seis filhos e também tenho que ser sábio sobre isso. Para mim, honestamente, é apenas uma questão de tempo até que uma dessas pessoas faça algo estúpido", explicou.
"Também foi recomendado pela polícia e pelo meu advogado que teríamos de nos mudar, pois as pessoas sabem onde vivemos. É uma coisa para o bem da minha família", disse. Penkoski ainda assegurou: "Nada disso vai me fazer recuar. Não vamos parar de dizer a verdade", finalizou.

FONTE: https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/pastor-e-forcado-deixar-sua-casa-apos-ser-ameacado-de-morte-por-militantes-lgbts.html

domingo, 23 de julho de 2017

KLEBER LUCAS PARALAMAS E CAIO FÁBIO


Kleber Lucas canta Paralamas do Sucesso durante culto com pregação de Caio Fábio

Kleber Lucas voltou a “quebrar protocolos” e cantou a música Lanterna dos Afogados durante um encontro com o pastor Caio Fábio, no Rio de Janeiro.


A música, de autoria de Herbert Vianna, ficou famosa nos anos 1990 com a banda Paralamas do Sucesso, conhecida do público evangélico por conta do testemunho do veterano cantor pentecostal Mattos Nascimento.
O vídeo que mostra a interpretação de Kleber Lucas para a música foi publicado nas redes sociais por Caio Fábio, com a explicação do contexto da letra: “A letra fala sobre as mulheres dos pescadores que saem para pescar e nem sempre voltam para casa. O risco é frequente e as mulheres ficam aflitas, torcendo para que possam ver seus maridos de novo”, diz o texto.

Caio Fábio ainda salienta no post que “o nome Lanterna dos Afogados vem de um capítulo do livro ‘Jubiabá’, de Jorge Amado” em que o bar Cais do Porto é retratado como local de espera das esposas dos pescadores por seus maridos, com lanternas, como forma de ajudá-los a achar o caminho certo.


Durante o culto, a letra da canção foi usada como alegoria representativa de momentos da jornada de fé, e ao final, Kleber Lucas – enquanto a interpretava – perguntou aos presentes, em tom bem humorado: “Vocês também conhecem essa música ‘do mundo’?”.

Assista:



Epitáfio

Há alguns meses, Kleber Lucas esteve no “olho do furacão” por cantar a música da banda Titãs. As críticas nas redes sociais foram intensas, principalmente porque a letra fala sobre “o acaso” fornecer proteção em momentos de distração.


Alheio às críticas, o cantor e pastor afirmou que se manteria fora dos padrões: “Preparado pra bloquear todos os chatos… me cansei deles. Decidi que não vou desistir de vocês por causa deles ”, escreveu.

FONTTE: https://noticias.gospelmais.com.br/kleber-lucas-paralamas-do-sucesso-culto-91559.html

terça-feira, 18 de julho de 2017



Aula 04 – O SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO


3º Trimestre/2017

Texto Base: João 1:1-14

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6).

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo da “Razão de nossa fé – assim cremos, assim vivemos”, trataremos nesta Aula a respeito da verdadeira identidade do Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus. Seu nascimento foi e é um marco na história da humanidade, pois dividiu a história em antes e depois de Cristo. Ele veio a este mundo, sendo gerado pelo Espírito Santo, para salvar a humanidade perdida. Ele abriu mão de toda a sua glória para vir ao mundo salvar todos os perdidos e revelar-se aos piedosos. O anjo Gabriel foi enviado à pequena cidade de Nazaré, na Galileia, para anunciar à jovem Maria que ela seria mãe do Salvador do mundo, e que Ele seria gerado pelo Espírito Santo (Lc.1:30,31;34,35). Ao ser concebido, Jesus se fez Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus. Cremos que Jesus é o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus e plenamente homem.

I. O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

1. O Filho de Deus. Sem ter deixado jamais de ser Deus, Jesus foi apresentado ao mundo, publicamente, como Filho de Deus. Veja o que Paulo diz: “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos - Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.1:4). De fato, se Jesus tivesse feito milagres, mas não houvesse ressuscitado, ninguém poderia crer que fosse o divino Filho de Deus; seria como Buda, Maomé, Krishna, etc.

Ao se apresentar como o Filho, Jesus mostra que é amado do Pai (Mt.3:17;17:5; João 5:20; 10:17;15:9) e que o Pai ama o homem, tanto que enviou o Filho (João 3:16) e, por meio dEle, ama a todos quantos O recebem (João 8:42; 14:21,23; 16:27). Por ser Filho de Deus, Jesus nos mostra seu grande amor, ao dar a sua vida por nós (João 10:17; 13:1; Rm.5:8).

O Filho de Deus é eterno, é desde a eternidade. Ele já era chamado Filho mesmo antes da sua encarnação, como vemos em 1João 4:9: “Deus enviou seu Filho Unigênito ao mundo, para que por ele vivamos”. Diz também o escritor aos Hebreus: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hb.1:1,2). Portanto, o ensino de que o Verbo tornou-se Filho a partir da sua encarnação não tem apoio entre os teólogos realmente bíblicos, piedosos e conservadores. Segundo o apóstolo João, o Filho foi gerado desde a eternidade – “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse; Pai [...] tu me hás amado antes da criação do mundo” (João 17:5,24). O Filho transcende a criação, conforme afirma Paulo em Cl.1:17 – “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”.

2. O significado do título “Filho de Deus”. A expressão “Filho de Deus” nem de longe indica que Jesus tenha sido criado por Deus, como defendem alguns ensinos inautênticos. Muito pelo contrário, a expressão se apresenta nas Escrituras como mais uma declaração de que Jesus é Deus, portador da mesma natureza do Pai.

As Escrituras mostram que Jesus é o Filho de Deus e que ser “Filho de Deus” é dizer que Jesus é Deus e, mais do que isto, que é uma das Pessoas divinas, pois vemos claramente que há uma distinção entre Pai e Filho. Embora ambos sejam um (João 10:30), as Escrituras esclarecem que se tratam de Pessoas distintas, visto que nos diz que o Pai ama o Filho (João 3:35), envia o Filho (João 5:23,37), tem uma vontade (João 5:30), não deixava o Filho sozinho (João 8:29), agrada-se do que faz o Filho (João 8:29), glorifica o Filho (João 8:54; 12:28), entre outras passagens. Há uma perfeita sintonia entre Pai e Filho, porque ambos são Deus, têm a mesma natureza (João 5:17-21,26; 8:18; 12:50; 14:9,10; 16:15), são o único e verdadeiro Deus.

Como Filho, Jesus é o Enviado, a Pessoa que se humanizou para que Deus se revelasse à humanidade, o Emanuel, o Deus conosco (Mt.1:23). O Filho, que estava no seio do Pai, teve a missão de fazer o Pai conhecido dos homens (João 1:18; 8:19,26,27,38; 10:32; 12:49; 14:7-10; 16:15). Isto nos mostra que Deus é um ser relacional, ou seja, um ser que quer se relacionar com o homem. Enquanto Verbo, Logos, Deus quer se comunicar com o homem. Quando aprendemos que Jesus é o Filho, entendemos que Deus é um ser que se relaciona, um ser único que, porém, é uma pluralidade de Pessoas que se relacionam, sendo esse relacionamento efetivado pelo Filho ao homem, a indicar que há um Pai e que tal relacionamento é um relacionamento de amor.

3. Todas as criaturas reconheceram que Jesus é o Filho de Deus. Diz-nos a lei de Moisés que o testemunho de dois ou três é verdadeiro (Dt.17:6; 19:15; Mt.18:16; 2Co.13:1; 1Tm.5:19; Hb.10:28). Pois bem, há muito mais que duas ou três testemunhas a mostrar, na Bíblia Sagrada, que Jesus é o Filho de Deus. Senão vejamos:

a) No anúncio da concepção de Jesus - ”Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus”(Lc.1:35). Aqui Jesus é apresentado pelo anjo Gabriel como Filho de Deus.

b) O Testemunho do próprio Jesus - “Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa de meu Pai?”(Lc.2:49). Ainda adolescente, Jesus se apresentou aos seus “pais social-biológicos” como o Filho de Deus. Ao longo do seu ministério terreno, Jesus sempre se declarou Filho de Deus, tendo sido este, aliás, o motivo de toda a oposição que enfrentou (e até hoje enfrenta) por parte dos judeus (Mt.27:43; João 5:18; Lc.22:70; João 9:35-37; 10:36; 11:4; 19:7).

c) O próprio Pai. Para que o testemunho de Jesus não ficasse sem a devida confirmação (João 8:16,18), o Pai declarou, também, mais de uma vez, que Jesus é o Filho de Deus:

Ø No momento do Batismo - “Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”(Mt.3:17).

Ø No momento da transfiguração - “Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi”(Mt.17:5).

Ø Em algum momento em que explicava por que veio morrer - “Pai, glorifica o teu nome. Veio, então, do céu esta voz: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei”(João 12:28).

d) Pessoas que conviveram com o Senhor Jesus. Muitos, ao longo de seu ministério, O declaram ser Ele o Filho de Deus: “Então os que estavam no barco adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente tu és Filho de Deus”(Mt.14:33); ”Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”(Mt.16:16); ”Respondeu-lhe Natanael: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel”(João 1:49); “Respondeu-lhe Marta: Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”(João 11:27).

e) O Espírito Santo. Vemos, em primeiro lugar, que João Batista, cheio que era do Espírito, testificou que Jesus é o Filho de Deus (João 1:32-34). Posteriormente, observamos que os apóstolos, possuidores e revestidos do Espírito Santo (João 14:17; 20:22; At.2:4), ousadamente pregavam que Jesus é o Filho de Deus (At.9:20; 2Co.1:19; 1Jo.4:15), o que não é surpreendente, visto que o trabalho do Espírito de Deus é, precisamente, lembrar aquilo que o Senhor Jesus disse e ensinou (João 14:26; 15:26).

f) O próprio Diabo. Ainda que querendo lançar Jesus na dúvida, o diabo admitiu que Jesus é o Filho de Deus – “Chegando, então, o tentador, disse-lhe: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães”(Mt.4:3,6; Lc.4:3,9)

g) Os anjos do diabo: “E eis que gritaram, dizendo: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?”(Mt.8:29); “E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus”(Mc.3:11); “Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus. Ele, porém, os repreendia, e não os deixava falar; pois sabiam que ele era o Cristo”(Lc.4:41).

h) A própria natureza. Quando Jesus foi crucificado a própria natureza declarou a todos os presentes que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o que fez com que o centurião romano O reconhecesse assim, ante tamanha alteração da natureza – “ora, o centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus”(Mt.27:45,51,54). Pode-se ver, também, essa declaração do centurião em Mc.15:38,39 e Lc.23:44-47.

Ante tantas testemunhas e tantos testemunhos, como podemos rejeitar esta verdade bíblica? Eis o motivo pelo qual todos quantos a rejeitarem, ante a extrema dureza de seus corações, acabarão por sofrerem a morte eterna, já que não receberam o Filho e, por não terem o Filho, não têm a vida (1João 5:12). Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo, tem o testemunho e quem a Deus não crê mentiroso O fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu (1João 5:10). Portanto, não haverá como alegar ignorância naquele Dia, que para quem não tem a vida, será fatídico e trágico (Ap.20:14,15). Que creiamos que Jesus é o Filho de Deus e tenhamos, assim, a vida eterna (1João 5:20).

4. Significado de "Unigênito" (João 1:14b) – “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. 

O termo “Unigênito” aparece cinco vezes nos escritos joaninos, a saber: “Unigênito do Pai” (João 1:14) ou “Filho Unigênito”(João 1:18; 3:16; 1João 4:9) ou, ainda, “Unigênito Filho de Deus” (João 3:18). São todas expressões cunhadas pelo apóstolo João para se referir ao Senhor Jesus.

“Unigênito” quer dizer “único” e, neste sentido, vemos que Jesus é Único, o Filho Único: Aquele que é Filho por natureza, porque é Deus, que é tão eterno quanto o Pai, que é igual ao Pai, que é Um por natureza com o Pai; Aquele que é antes de todas as coisas (Cl.1:17); Aquele que estava com Deus e é Deus (João 1:1). Não é por outro motivo que o próprio Jesus, já ressurreto, se distingue dos demais “filhos de Deus”, ao falar em “Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus” (João 20:17).

Quando se vê que Jesus é o “Filho Unigênito”, cai por terra toda e qualquer argumentação de que seja Ele uma “primeira criatura”, “o mais excelente ou o maior de todos os homens”. Ele é único e, deste modo, não há ninguém igual a Ele. Não pode, pois, ser confundido com os anjos, pois eles são muitos, milhares de milhares, milhões de milhões (Sl.68:17; Hb.12:22; Ap.5:11), nem tampouco ser confundido com os seres humanos, embora se tenha feito carne (Lc.12:1; Jd.14). Assim, não se pode dizer que Jesus seja algum dos anjos (como Miguel, Gabriel ou qualquer outro), nem que seja tão somente um ser humano como qualquer outro.

Mas, é interessante observar que o fato de ser “Unigênito” não significa que se é exclusivo. O texto de Hb.11:17 esclarece isso, onde é dito que Isaque era “unigênito”, quando sabemos, pela Bíblia, que ele tinha vários irmãos por parte de Pai, como Ismael de Agar (Gn.16:15) e vários com a segunda mulher de Abrão chamada Cetura (Gn.25:2,5). Apesar de tantos irmãos, Isaque não deixou de ser chamado de “único filho” (Gn.22:2), uma vez que só ele era o “herdeiro da promessa” (Gn.17:15-21; Rm.9:8; Gl.4:22). Assim, também, embora haja outros filhos de Deus, Jesus é chamado de “Unigênito”, de “Único”, pois só Ele é o “herdeiro da promessa”, a promessa feita no Éden para a humanidade, a “semente da mulher” (Gn.3:15) ou, como preferiu traduzir a Versão Almeida Revista e Atualizada e a Nova Versão Internacional, o “descendente da mulher” bem como a “posteridade de Abraão” (Gl.3:16). Neste passo, vemos quão maravilhoso é o amor de Deus para conosco (1João 3:1). Enquanto Isaque era o “unigênito” e, deste modo, Ismael e os filhos de Cetura não herdaram a promessa, Jesus, embora se mantenha Unigênito, fez-nos herdeiros da promessa (Rm.9:8; Gl.4:28,31). Por isso, somos herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo (Rm.8:16,17).

Jesus é Unigênito porque é o Filho de Deus (Mt.8:29; 27:35; Lc.1:35; 22:70; João 1:34; 2Co.1:19; Gl.2:20; Hb.4:14; 1João 4:15; Ap.2:18), enquanto que os que nEle creem foram feitos filhos de Deus (João 1:12; Gl.3:26), foram chamados para ser filhos de Deus (Mt.5:9; 1João 3:1), filhos de Deus que ainda não assumiram, em toda a sua plenitude, tal condição (Rm.8:19,21; 1João 3:2). Assim, só Jesus é Filho de Deus desde sempre; é o Único, o Unigênito.

II. A DEIDADE DO FILHO DE DEUS

No Evangelho segundo escreveu Lucas, Jesus aparece como o “Filho de Deus” (Lc.1:35) e “Filho do Homem” (Lc.5:24). Estas são expressões messiânicas que revelam a deidade de Jesus. A primeira expressão mostra Jesus como verdadeiro Deus, enquanto a segunda expressão mostra-o como verdadeiro homem. Ele é o Filho do Homem, o Homem Perfeito. Ao usar o título “Filho do Homem” para si mesmo, Jesus evita ser confundido com o Messias político esperado pelos judeus. Ele era consciente de Sua natureza divina (cf. Lc.2:48,49).

1. O Verbo de Deus (João 1:1) – “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. João inicia seu evangelho com esta solene verdade. Diz mais: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14). João deixa claro que o Filho de Deus, que se encontrava no seio do Pai, foi concebido pelo Espírito Santo para habitar entre nós (Sl.2:7; Is.7:14; João 1:18;3:16).

Por que João denomina-o “Verbo de Deus”? Sendo Cristo o executivo do Pai, todas as coisas vieram à existência por intermédio dEle; sem Ele, nada do que é existiria. A expressão “no princípio” transporta-nos a Gêneses 1:1. Na criação, Jesus já atuava: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3).

O evangelista João aponta o “Verbo”, como alguém que já existia desde a eternidade; não foi criado, mas gerado. Jesus “é imagem do Deus invisível o primogênito de toda a criação” (Cl.1:15). Notai que ele diz Ele é; não eraou será, nem muito menos que Ele tornou-se aimagem de Deus; é o presente eterno - "Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Hb.13:8). Jesus assumiu sua humanidade para revelar-nos Deus e sermos conduzidos ao Pai.

- “O Verbo estava com Deus”. Isto declara que Ele, o Verbo, desde o início era Deus, indicando a deidade de Jesus. Essa deidade é descrita “porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse” (Cl.1:19). Era do desejo do Pai que Jesus tivesse toda a plenitude da divindade; Ele não é um deus menor. Jesus é a expressão da vontade divina; é o agente na Criação: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3); “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” (Cl.1:16). Todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Isto quer dizer que nada do que se fez, se fez sem Jesus Cristo. Ele tem o controle sobre tudo e até mesmo Satanás que antes era Lúcifer, o querubim ungido para adoração de Deus, também foi criado por Deus, através de sua Palavra viva que é Jesus.

- “E o Verbo era Deus". Isto aponta para o Filho de Deus. Segundo o pr. Esequias Soares, não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade, embora seja Ele distinto do Pai (João 8:17,18; 2João 3). Da mesma forma, o apóstolo Paulo transmitiu essa verdade, ao dizer que "para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele" (1Co.8:6). Trata-se do monoteísmo cristão.

2. Reações à divindade de Jesus – “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl.2:9). A Igreja do primeiro século não hesitou em declarar, com ousadia e abertamente, a deidade absoluta de Jesus (cf. João 20:28; Rm.9:5; Cl.2:9; Tt.2:13; 1João 5:20), porém, os judeus, de forma explicita, a rejeitava, conforme vemos em João 5:18; 8:58,59; 10:30-33.

Não há como negar a divindade de Jesus. Ela está exposta em toda a Bíblia, que afirma textualmente e com todas as letras que Jesus é o verdadeiro Deus, o mesmo Deus Javé de Israel. Senão vejamos:

O Filho é chamado "Deus Forte" (Is.9:6); Javé, "Justiça Nossa" ou "O SENHOR. Justiça Nossa” (Jr.23:6); "e o Verbo era Deus" (João 1:1); "Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!" (João 20:28); "e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos. Deus bendito eternamente Amém" (Rm.9:5); "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser Igual a Deus" (Fp.2:6); "enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus Cristo” (Cl.2:2); "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl.2:9); "Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt.2:13); "Mas, do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro de teu reino" (Hb.1:8); “Simão Pedro, servo e apostolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (2Pd.1:1); "E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1João 5:20); "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso (Ap.1:7,8).

Assim como os apóstolos, cremos na deidade do Filho de Deus, Jesus Cristo, o Senhor.

3. O relacionamento entre o Pai e o Filho. Jesus destaca, de forma profunda, sua relação com o Pai, deixando claro, aos olhos dos incrédulos judeus, sua inegável divindade. Ele é o Filho de Deus, e isso pode ser provado pela sua natureza, em João 10:30, que diz: ”Eu e o Pai somos um”. Ao afirmar isso, Jesus não quis dizer que Ele e o Pai são a mesma Pessoa, mas que são da mesma essência. Jesus é o Verbo eterno, pessoal e divino que se fez carne. Jesus é luz de luz, Deus de Deus, coigual, coeterno e consubstancial com o Pai. William Hendriksen está correto ao afirmar: “Essas duas Pessoas nunca se tornaram uma Pessoa. Daí Jesus não dizer: “Nós somos uma Pessoa”, porém diz: “Nós somos uma substância”. Embora duas Pessoas, as duas são uma substancia ou essência”.

Observe a expressão de 2Timóteo 4:1: “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino”. A construção bipartida - “Deus”; “Senhor Jesus Cristo” - identifica a mesma deidade no Pai e no Filho. O Pai e o Filho aparecem no mesmo nível de divindade. Mostra que o Pai e o Filho são o mesmo Deus, possuindo a mesma substância, mas são diferentes na forma e na função, não em poder e majestade.

Os primeiros cristãos compreendiam facilmente a divindade de Jesus em declarações como as de Paulo no início de suas Epístolas, tais como esta: “Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (Rm.1:7); também como esta de Pedro: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2Pd.1:1).

Não há como ver o Pai sem que veja ao Filho, pois Ele é a expressa imagem da pessoa do Pai (Hb.1:3), é a extensão do ser divino que, por ser o Verbo, põe-nos em contato com Deus. Ninguém pode ter acesso a Deus a não ser por Cristo, pois Ele é o Verbo, o canal de comunicação entre Deus e os homens, o acesso do ser humano à Trindade. O mundo foi feito pelo Verbo e pelo Verbo se mantém, de maneira que não há como conceber que se tenha acesso, em sendo criatura, ao Criador a não ser por este meio pelo qual a criação se fez, pela Palavra, pelo Verbo Divino.

III. A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS

1. "E o Verbo se fez carne" (João 1:14a). O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. Quando o Verbo se fez carne, as duas naturezas - divina e humana - se uniram inconfundivelmente, imutável, indivisível e inseparavelmente. Vemos, portanto, a presença de Deus entre os seres humanos. O Verbo eterno, pessoal, divino, autoexistente e criador esvaziou-se de sua glória, desceu até nós e vestiu pele humana. A carne de Jesus Cristo tornou-se a nova localização da presença de Deus na terra. Jesus substituiu o antigo tabernáculo. Fez-se um de nós, em tudo semelhante a nós, exceto no pecado (cf. Hb.4:15). Isto é o grande mistério da encarnação (1Tm.3:16). O Verbo, portanto, se fez carne, mas permaneceu sendo o Verbo de Deus (João 1:1,18). A segunda Pessoa da Trindade assume a natureza humana sem deixar de lado a natureza divina. Nele as duas naturezas, divina e humana, estão presentes.

2. Características humanas. Há indicações claras na Bíblia que Jesus era uma Pessoa plenamente humana, sujeito a todas as limitações comuns à raça humana, mas sem pecado. Ele nasceu como todo ser humano nasce. Embora sua concepção tenha sido diferente, uma vez que não houve a participação de um pai biológico, todos os outros estágios de crescimento foram idênticos ao de qualquer ser humano normal, tanto física como intelectual e emocional. Também no sentido psicológico era genuinamente humano, pois pensava, raciocinava, se emocionava, como todo ser humano normal. Há abundantes e incontestáveis provas de sua humanidade, ou seja, de que Ele nasceu, cresceu e viveu entre nós. Cito algumas:

Ø Seu nascimento (Lc.2:6,7). Jesus nasceu de uma mulher humana, passando por todas as fases que uma criança normal passa. Seu nascimento é contado com detalhes nos dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas.

Ø Seu crescimento (Lc.2:52). Cresceu como toda criança normal cresce, sendo alimentada por comida e água. Seu corpo não era sobre-humano e não tinha características especiais, diferentes de qualquer ser humano normal.

Ø Suas limitações físicas. Foram idênticas as de um ser humano:

  • Sentia fome (Mt.4:2; Mc.11:12).
  • Sentia sede (João 19:28).
  • Ficava cansado (João 4:6).
  • Sofria dor (João 18:22; 19:2,3).

Ø Era uma Pessoa real, não um espírito (1João 1:1; Mt.9:20-22; 26:12; João 20:25,27). Jesus de fato foi visto e tocado pelas pessoas à sua volta. Não era um espírito com a forma humana, nem um fantasma, mas um Homem real, a ponto de Tomé só acreditar em sua ressurreição após tocá-lo. O testemunho do Espírito de Deus afirma que Jesus tomou plenamente a forma humana (1João 4:2,3a).

Ø Sua morte (Lc.23:46; João 19:33,34). Sua morte não foi aparente, mas verdadeira – “Mas, vindo a Jesus e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas” (João 19:33). Seu corpo sucumbiu aos sofrimentos infligidos e de fato expirou à semelhança de todos os homens. Esta é talvez a suprema identificação de Jesus com a humanidade, pois sendo Deus não deveria morrer, mas ao assumir plenamente a humanidade torna-se sujeito a possibilidade da morte. Eis uma verdade tremenda e profunda!

Portanto, Jesus Cristo não somente era pleno Deus, como pleno ser humano. Ele exibia um conjunto pleno tanto de qualidades divinas quanto de qualidades humanas, numa mesma Pessoa, de tal modo que essas qualidades não interferiram uma na outra.

3. Necessidade da encarnação do Verbo. A encarnação de Cristo é o maior evento da história humana, o dia em que o divino se uniu ao humano com o propósito de salvar o ser humano. Com o ato da encarnação Deus mostrou que os sistemas humanos estavam e estão falidos, filosofia ou religião não podem fazer nada pelo ser humano. Deus mostrou que todo tipo de obra ou ritual religioso que o homem cumpra é inoperante para salvá-lo, e só Ele poderia mudar a situação. Observe alguns porquês da encarnação de Cristo e entenda esta necessidade.

a) Porque o ser humano nasce morto em pecado. Todos nascem em pecado, e assim em débito com Deus (Rm.3:23; 5:12; Ef.2:1-3), merecendo com isso o castigo pelo pecado, a morte eterna, que é o pagamento desta dívida (Rm.6:23a).

b) Porque não se pode ser salvo cumprindo rituais religiosos. Os esforços pessoais do ser humano de nada valem. Paulo passou boa parte de sua vida ensinando que a salvação não poderia ser alcançada cumprindo-se regras religiosas como a Lei de Moisés, por exemplo (Gl.cap.3 e 4). Por ter uma natureza pecaminosa (carnal) o ser humano não atinge as exigências de Deus (Rm.7:12-24;8:7,8).

c)  Porque não se pode ser salvo praticando boas obras. Obras de pessoas pecadoras, mortas espiritualmente, são mortas também (Is.64:6). Só a graça de Deus proporciona a salvação (Ef.2:8-10), e esta graça veio com a encarnação de Cristo (João 1:17,18).

d) Porque há necessidade de justiça. A encarnação foi o meio de Deus proporcionar ao ser humano a justiça que ele não tinha. Paulo em Rm.3:21-26 explica que no tempo da graça (de Cristo) se manifestou a justiça de Deus. Esta justiça os profetas do Antigo Testamento já anunciavam, e agora ela havia chegado não para os que cumpriam a Lei, ou praticavam boas obras, mas para os que tinham fé em Jesus Cristo. Ele se encarnou para ser a propiciação pelos pecados. Pagou a pena de morte que o homem devia à Lei por não tê-la cumprido, mas ressuscitou porque era sem pecado. A justiça que Ele ganhou sendo justo não serve para Ele, porque Ele já é santo, mas é depositada (imputada) para todo aquele que tem fé nEle, que aceita o Seu sacrifício como substituto na cruz.

e) Porque Deus é amor. A encarnação de Cristo para morrer como inocente no lugar de criaturas pecadoras demonstra o grande amor de Deus. Este foi o motivo maior pelo qual Ele enviou Cristo ao mundo (João 3:16; Rm.8:39; 1Joao 4:19). Foi apenas por amor que Deus veio a terra, em Cristo se fez Emanuel (Deus conosco) (Mt.1:23). Na cruz foi concretizado esse amor.

Diante de tudo isso podemos afirmar e acreditar quão importante foi a encarnação do Verbo de Deus. A salvação só foi realizada porque Cristo veio em carne (Ef.2:15: Cl.1:22; 1Pd.3:18;4:1). O caminho à presença de Deus foi aberto pela Sua carne (Hb.10:22). Foi por se encarnar que Ele pôde ser o Mediador entre Deus e os homens (1Tm.2:5).

No início da Igreja, à época da João, muitos falsos mestres enganavam os cristãos verdadeiros que Jesus não veio em carne. Naqueles dias surgiram na grande cidade de Éfeso e em toda a região da Ásia, onde estavam instaladas as sete igrejas, muitos enganadores que, através de falas doutrinas, intentavam induzir os crentes ao erro fatal. Surgiram “anticristos” (1João 2:18), mentirosos (1João 2:22) e falsos profetas (1João 4:1). João escreveu acerca dos falsos mestres para advertir os cristãos novos na fé - “Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar”(1João 2:26).

A situação da igreja inspirava cuidados. Notamos isso pelo que se lê nas cartas às sete igrejas da Ásia (Ap.cap.2 e 3). As heresias grassavam em muitas comunidades. O gnosticismo, sistema que mistura ideias filosóficas, crenças judaicas e cristãs, era uma das principais fontes de heresias da época. Assim, muitos cristãos se tornaram gnósticos. Criam em Jesus, mas negavam a realidade de sua encarnação e morte. Os hereges (os gnósticos) enganadores ensinavam que Jesus era apenas um homem, filho natural de José e Maria. Em outras palavras, eles não criam em Cristo como o Deus encarnado. Afirmavam que o mal residia na matéria; portanto, negavam que Deus pudesse se encarnar. Todavia, em relação a Cristo, João escreveu: "nós ouvimos, vimos, contemplamos, nossas mãos tocaram..." (1João 1:1-3). Ou seja, o apóstolo estava afirmando firmemente que o corpo de Cristo era matéria, pois poderia ser tocado, como de fato o foi. Não se tratava de um espírito, uma aparição, como os gnósticos afirmavam (1João 4:2; 5.6).

João foi contundente contra esses hereges, quando diz: “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo”(1João 4:1-3).

Portanto, não conhecer a encarnação de Cristo é negar as profecias do Antigo Testamento e a mensagem do seu cumprimento em o Novo Testamento (ver Is.7:14;9:6; João 1:1,14). “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

CONCLUSÃO

Quando tomamos consciência de que Jesus é o Verbo Divino, vemos que não há outro meio para nos reconciliarmos com Deus; que não há outro caminho; que só em Cristo está a verdade; só nEle temos vida; que não há como ir ao Pai a não ser por Ele (Jo.14:6). Temos tido esta consciência?

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 71. CPAD.
Pr. Esequias Soares. A Razão de nossa Fé. CPAD.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. Jesus, o Verbo de Deus.PortalEBD_2008.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. Jesus, o Filho de Deus. PORTALEBD_2008.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/

sábado, 15 de julho de 2017

GOLEIRO CASSIO SE BATIZA NA IGREJA VOZ DA VERDADE



Goleiro Cássio é batizado nas águas e publica fotos nas redes sociais: “Me sinto muito feliz”

O goleiro Cássio, do Corinthians, publicou na última terça-feira, 11 de julho, que foi batizado nas águas, consolidando assim sua decisão de se converter ao Evangelho.


O atleta vem vivendo uma nova fase dentro de campo, com boas atuações, a conquista do título do Campeonato Paulista e a liderança isolada no Campeonato Brasileiro. Esse sucesso, segundo o jogador, é resultado de sua mudança de vida, que inclui ter decidido seguir a Jesus Cristo.
Em 2016, o jogador atravessou uma fase ruim, perdeu a posição de titular no time e ficou acima do peso. Cássio havia perdido a avó e isso o desestabilizou na época, mas agora, mais maduro, apoiado pela família e cuidando da alimentação, o goleiro perdeu seis quilos e vem sendo observado para uma possível convocação para a Seleção Brasilera.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim nunca morrerá. (João 11, 21:26)”, escreveu Cássio na legenda das fotos feitas no dia de seu batismo. Sua noiva também se batizou.


Cássio passou a frequentar a igreja Voz da Verdade, em Alphaville, próximo de sua casa, a convite do colega de clube, o zagueiro Vilson, e a experiência contribuiu para que largasse as bebidas alcoolicas, além de uma série de mudanças pessoais, de acordo com declarações do goleiro ao portal GloboEsporte.
“Hoje já não bebo mais nada de álcool, tem um tempinho que abri mão disso. Comecei a frequentar a igreja, tem um pastor que me aconselha. Acho que comecei faz uns dois meses a ir e a ter novos hábitos, isso está me fazendo muito bem. Independentemente da religião, tem de fazer o que faz feliz. E eu me sinto muito feliz”, afirmou Cássio.


Ele admite que a mensagem do Evangelho impactou de forma positiva outras áreas de sua vida: “Desde que comecei a frequentar, comecei a me arrepender muito de coisas que tinha feito e demorei a perceber. Isso faz parte do amadurecimento. Para mim, está sendo um momento novo, mas estou muito feliz por tudo que está acontecendo”, contou.

FONTE: 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

TREINADOR DO SANTOS PROIBE JOGADORES DE EXPRESSAR SEU CREDO RELIGIOSO



Técnico do Santos proíbe jogadores de falarem sobre religião e põe fim a cultos no clube

O Santos Futebol Clube tem no elenco diversos jogadores evangélicos, que costumam apontar aos céus em suas comemorações de gols e títulos, e também fazerem declarações sobre gratidão a Deus. Mas, se depender do novo técnico, Levir Culpi, isso deverá mudar.


Em uma entrevista recente, Levir – que assumiu o time há pouco mais de um mês – afirmou que é contra a manifestação religiosa nos locais de trabalho. “Quando entramos pelo portão do Santos vamos falar de trabalho e de futebol. Agora, quando saímos, cada um vai para onde quiser. Pode ser umbandista ou ateu, mas religião dentro do trabalho, não”, disse.
Na entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Levir revelou ter tido uma longa conversa com os jogadores sobre o assunto. O portal GloboEsporte destacou que um dos líderes do grupo, o atacante Ricardo Oliveira é pastor da Assembleia de Deus “e costuma convidar colegas para cultos”.

“O atacante e pastor evangélico Ricardo Oliveira é a principal liderança religiosa no elenco. Os cultos eram realizados com frequência sob o comando do ex-técnico Dorival Júnior”, enfatizou o portal da Globo, mencionando o ex-técnico da equipe.


Em um certo momento, 18 atletas do Santos chegaram a frequentar os cultos que o atacante promove em sua casa, em um dos condomínios de alto padrão da cidade de Santana de Parnaíba (SP). “Ele já dá cultos há pelo menos oito anos e é isso que lhe faz se sentir bem, além de jogar futebol. Por isso, definiu que a vida de pastor será seu projeto de vida depois de parar. Hoje, 18 jogadores do elenco do Santos participam das reuniões que o Ricardo organiza”, afirmou Augusto Castro, empresário de Oliveira.
Victor Ferraz, outro jogador do time, sempre foi evangélico. Filho de missionários, ele revelou durante uma entrevista que ao longo da vida, nunca falou palavrões, e foi enfático na declaração sobre o quanto a fé influencia sua vida.

“Desde pequeno tenho esse temor ao Senhor, procurando aliar o profissional com o espiritual. Não sei se vou trabalhar com o futebol [após a aposentadoria], se vou partir para a obra, trabalhar na Igreja, abrir um negócio. Pode ser [como missionário]. Alguma coisa na Igreja eu vou fazer”, disse.


Se a decisão de Levir Culpi será bem recebida pelos jogadores, não se sabe, mas a equipe vem conquistando bons resultados no Campeonato Brasileiro, ocupando a quarta posição. No último domingo, 09 de julho, venceu o São Paulo por 3 x 2 na Vila Belmiro.


FONTE: https://noticias.gospelmais.com.br/tecnico-santos-proibe-jogadores-cultos-clube-91318.html

domingo, 9 de julho de 2017

TERCEIRA AULA DO TERCEIRO TRIMESTRE EBD CPAD



Aula 03 – A SANTÍSSIMA TRINDADE: UM SÓ DEUS EM TRÊS PESSOAS

3º Trimestre/2017

Texto Base: 1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13

"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt.28:19).

INTRODUÇÃO

A doutrina da Trindade é uma das mais difíceis doutrinas bíblicas, pois mostra, na sua exposição, a grande limitação da razão humana para compreender a essência e a estrutura de Deus, cujos pensamentos são muito mais elevados do que os nossos (Is.55:8,9). Esta doutrina bíblica somente pôde ser exposta claramente aos homens após a primeira vinda de Cristo, o Deus Filho, a este mundo e o envio do Espírito Santo para ficar com a Igreja até a volta de Jesus. Por isso, antes destes eventos, não havia tanta clareza quanto a triunidade do nosso Deus. Não espanta, pois, que os judeus não a compreendam, assim como todos quantos não têm o Espírito de Deus. Todavia é válido enfatizar que, embora não conste na Bíblia a palavra trindade, vamos encontrar, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, evidências desta relevante doutrina. Portanto, como nas outras doutrinas das Escrituras, necessitamos exercitar nossa fé e não a nossa razão, aceitando esta verdade bíblica, sem querer entendê-la plenamente.

I. CONSTRUÇÕES BÍBLICAS TRINITÁRIAS
O Pai, o Filho e o Espírito Santo, existem eternamente como três Pessoas distintas, mas as Escrituras também revelam a unidade dos três membros da Deidade. Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três Pessoas.

1. A unidade na Trindade (1Co.12:4-6). “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos”. Observe que as três Pessoas da Trindade são mencionadas nestes versículos. Paulo mostra que apesar de haver vários dons do Espirito Santo na igreja, existe uma unidade básica, constituída de três partes, que abrange as três Pessoas do Ser divino. Neste texto, Paulo mostra a unidade da Trindade em diversidade de manifestações de cada Pessoa distinta. Ele declara que o Espirito é o mesmo, o Senhor é o mesmo e o Deus Pai é o mesmo. É a unidade na diversidade.

2. A bênção apostólica (2Co.13:3) - “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!”. Esta é uma saudação trinitária. É a única benção do Novo Testamento que abrange todos os membros da Trindade. É chamada de benção apostólica, e é a base da bênção que, comumente, encerra todos os cultos cristãos há séculos. É a referência mais explícita à Triunidade Divina do Novo Testamento depois da fórmula do batismo nas águas dada pelo próprio Jesus e registrada por Mateus. Este texto da bênção apostólica é uma inegável demonstração de que a igreja, desde os seus primórdios, ao contrário do que dizem os adversários da doutrina da Trindade, cria e ensinava a doutrina da Trindade, ainda que não com este nome. Os cristãos já estavam conscientes dessa realidade divina desde muito cedo na vida da Igreja

Neste texto, o apóstolo Paulo põe em nítida posição de igualdade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, distinguindo-os claramente, mas, também, dizendo serem Eles um, já que mantém uma unidade entre a graça do Filho, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo. Nesta bênção apostólica, aliás, temos reproduzida a triplicidade da bênção arônica (cf. Nm.6:24-26) e até mesmo as características de cada Pessoa naquela antiga bênção sacerdotal. Trata-se de um texto sucinto, mas muito rico, que nos mostra, com uma propriedade que só se explica em virtude da inspiração do Espírito Santo para a redação das Escrituras, como se dá a Triunidade Divina, uma perfeita unidade, um único Deus, mas que é, ao mesmo tempo, Pessoas distintas umas das outras.

3. O Deus Trino e Uno revelado (Ef.4:4-6) - “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos”.

A doutrina da Trindade ou Triunidade de Deus fala-nos que Deus é único, que só há um Deus, mas que, ao mesmo tempo, este único Deus - o Pai, o Filho e o Espírito Santo -  são três Pessoas, cada qual dotada de sensibilidade, de vontade e de intelecto. São três Pessoas, cada qual divina e distinta em seu ser, ofício e ministrações salvíficas, sem, contudo, constituírem-se em três deuses. Cada uma das Pessoas é Deus, mas também cada uma é o mesmo Deus, sendo, porém, Pessoas distintas.

Para tentar expressar em palavras esta verdade bíblica que, nitidamente, foge ao alcance de nossa mente, Tertuliano se valeu de conceitos da filosofia de seu tempo e afirmou que “havia uma substância, três pessoas”, ou seja, apenas um ser (é isto que significa a expressão “substância” na filosofia do tempo de Tertuliano), mas três núcleos de vontade, sentimento e entendimento. Esta expressão de Tertuliano, que somente iria despertar a atenção da igreja cristã em meio às discussões relacionadas com a doutrina de Ário, que negava a divindade de Jesus, logo após o término da perseguição romana, acabou sendo acolhida e sintetizada na célebre declaração de fé atribuída a Atanásio, que seria uma explicação da declaração aprovada no Concílio de Nicéia e que passou a fazer parte dos “credos”, a saber:

 “…adoramos um Deus em trindade, e a trindade em unidade: nem confundindo as pessoas e nem dividindo a substância. Pois há uma pessoa do Pai,  outra do Filho e outra do Espírito Santo. Mas a deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é apenas uma; a glória é igual, a majestade é coeterna. Tal como é o Pai, assim é o Filho, e assim o Espírito Santo; a saber, não criado, incompreensível, eterno. O Pai não foi feito de ninguém, nem criado e nem gerado. O Filho é apenas do Pai; nem feito e nem criado, mas gerado. O Espírito Santo é do Pai e do Filho: nem feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.… E, contudo, não são três deuses, mas um só...De modo que em tudo, como acima se disse, deve-se adorar a Unidade na Trindade, e a Trindade na Unidade” (apud CHAMPLIN, R.N. Credo atanasiano. In: Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.1, p.949).

As últimas palavras do credo de Atanásio revelam que Deus ao mesmo tempo é Uno e Trino. Uno no que diz respeito à divindade, pois só há um Deus; Trino, no que concerne à personalidade, pois são três santíssimas Pessoas distintas; nenhuma das três Pessoas é a outra.

Portanto, Trindade é o modo triúno em que Deus existe.

II. O DEUS TRINO E UNO

1. O Deus Trino e Uno. A Bíblia mostra-nos, com clareza, que o único Deus é, ao mesmo tempo, três Pessoas, denominadas de Pai, Filho e Espírito Santo. Não se trata do mesmo ser que, uma vez se apresenta como Pai, outra vez como Filho e outra, como Espírito Santo. Não, não e não! Se Deus fosse uma única Pessoa que Se apresentasse ora como Pai, ora como Filho e ora como Espírito Santo, como defendem os chamados “modalistas” (muito atuantes na atualidade em segmentos ditos “evangélicos”, como, por exemplo, o grupo formado em torno do conjunto “Voz da Verdade”), não se teria como entender passagens bíblicas como, por exemplo, o batismo de Jesus no rio Jordão ou, mesmo, a promessa de Jesus da vinda do Espírito Santo, já que, em tais textos bíblicos, há a simultaneidade de ações do Pai, do Filho e do Espírito Santo, o que destrói, por completo, a ideia do “modalismo”. Portanto, a Triunidade de Deus fala-nos que Deus é único, que só há um Deus, mas que, ao mesmo tempo, este único Deus são três Pessoas, cada qual dotada de sensibilidade, de vontade e de intelecto.


Não devemos confundir as Pessoas - Jesus não é o Pai, o Pai não é o Espírito Santo e o Espírito Santo não é Jesus -, mas não se pode dividir as substâncias. Pode parecer um pouco confuso, mas não é.

Deste modo, falarmos na “doutrina da Trindade”, não é, em absoluto, negar que só exista um Deus. Todo cristão sabe que só há um Deus, um único Deus (Dt.6:4; João 17:3; Rm.16:27; 1Tm.1:17; Jd.25), não só porque o Antigo Testamento já o dizia, mas, também, porque este foi o ensino de Jesus e dos apóstolos a respeito.

Não tem qualquer respaldo bíblico, portanto, o chamado “triteísmo”, que é a crença de que há “três Deuses”, a saber, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Não são três Deuses que concordam entre si e que estão sempre de acordo, mas se trata de apenas um Deus, de um único Deus. Sabemos que isto é complicado, pois equivale a dizer que 1=3, o que, para a mente humana, é um absurdo inconcebível. Todavia, se usarmos da razão como critério para entendermos esta doutrina, que diz respeito à própria essência e natureza de Deus, não chegaremos a lugar algum, pois nossa razão é deveras limitada para podermos compreender, na sua totalidade, quem é Deus e qual é a Sua estrutura.

A fim de compreender melhor, tomemos como exemplo o Sol, uma esfera formada de matéria, cheia de calor e cheia de luz. É evidente que em essência temos uma única esfera, o sol, que em realidade pode ser visto como constituído de três esferas distintas quanto aos seus atributos: quanto à substância, uma esfera de matéria; quanto à temperatura, uma esfera de calor e; quanto à luminosidade, uma esfera de luz. As três esferas são distintas, nas “relações” entre seus atributos, mas não são esferas diferentes. Atuam inseparavelmente e formam uma única esfera substancial que é o sol, o qual, conforme o modo como seja “interpretado”, apresenta-se como uma esfera de matéria, uma esfera de calor e uma esfera de luz, mas cada esfera se apresenta como uma função distinta. O calor que aquece e a luz que ilumina, embora propagando-se a uma grande distância do sol-matéria, mostram-se presentes na terra, atuam inseparavelmente; mesmo distantes, constituem uma unidade. E assim, podemos ver na unidade do sol, um vestígio da unidade que existe na Trindade de Deus. Conforme lemos no Salmos 84:11: “Porquanto o Senhor Deus é o Sol....”.

2. A Trindade está em toda a Bíblia. A doutrina da Santíssima Trindade não é exclusiva do Novo Testamento, é uma ampliação de uma verdade que se acha desde o Gênesis ao profeta Malaquias. Então, por que a rejeitam os judeus? Pelas mesmas razões que os levaram a repudiar a messianidade de Jesus Cristo: cegueira espiritual e dureza de coração (2Co.3:14-16).

a) A Trindade no Antigo Testamento. Algumas passagens do Antigo Testamento sugerem, ou implicam, a existência de Deus em mais de uma Pessoa. Quando não necessariamente em uma Trindade, pelo menos em duas pessoas. Vejamos alguns exemplos:

- No relato da criação (Gn.1:1) – “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. Aqui, o termo “Deus” está no plural, enquanto o verbo “criou” se encontra no singular, a mostrar que, já na sua apresentação ao homem, Deus mostra-se como um Ser que é, ao mesmo templo, singular e plural. Não bastasse isso, vemos, no relato da Criação, que todas as criaturas foram criadas pelo “dizer de Deus”, ou seja, por Sua Palavra, que sabemos nós que é o Verbo, ou seja, o Filho (João 1:1; Cl.1:16,17; Hb.1:2,3), e pela sustentação do Espírito de Deus (Gn.1:2). Em Gênesis 1:26, lemos: “Também disse Deus [singular]: Façamos [plural] o homem à nossa [plural] imagem, conforme a nossa [plural] semelhança...”. O que é significativo aqui é a mudança do singular para o plural. Deus está usando um verbo e um pronome no plural, em referência a si mesmo. Alguns intérpretes acreditam que Deus está falando aqui de anjos, mas, de acordo com as Escrituras, os anjos não participaram da criação. A melhor explicação é que, já no primeiro capítulo de Gênesis, há uma indicação de pluralidade de Pessoas em Deus.

- No Juízo de Babel. Outra demonstração desta unidade plural ou desta pluralidade una que é o nosso Deus se encontra no instante do juízo de Babel, momento em que os gentios são rejeitados pelo Senhor por causa de sua rebeldia e de seu desafio contra a divindade. A Bíblia diz que o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam (Gn.11:5) e, ao descer, decide confundir a sua língua e dispersá-los por toda a terra - “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro” (Gn.11:7). Quem desceu para ver a cidade? Deus, o único Deus. Entretanto, este único Deus se expressa como uma pluralidade: “desçamos e confundamos ali a sua língua”. Mais uma vez, mostra-nos a Bíblia de que o único Deus é um Ser plural.

- Na visão de Isaías, correspondente à sua chamada (Isaias 6:8). Em sua visão do trono de Deus, Isaías ouviu o Senhor perguntando: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”. Aqui encontramos Deus usando o singular e o plural na mesma sentença. Muitos eruditos modernos tomam isso como uma referência ao Concílio Celestial. Mas, pediria Deus algum conselho às suas criaturas? Em Isaías 40:13,14, Ele parece refutar essa noção. Deus não necessita aconselhar-se nem mesmo com criaturas celestiais. Portanto, o uso do plural em Isaías 6:8, embora não especifique a Trindade, sugere que há uma pluralidade de seres no Pregador.

- Na promessa a respeito do nascimento do Messias (Isaias 7:14) - “Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”. Aqui, o profeta Isaías chama o Messias de “Deus conosco” (Emanuel), ainda que a Ele se refira como um menino, sendo este menino, ao mesmo tempo, sinal do Senhor e concebido no ventre de uma virgem. Tal afirmativa era a antecipação da realidade que seria descrita pormenorizadamente pelo anjo Gabriel a Maria no anúncio do nascimento de Jesus (cf. Lc.1:30-35). Aqui, o anjo esclarece a Maria que por ela ter achado graça diante de Deus, ou seja, o Pai, viria sobre Maria a virtude do Altíssimo, isto é, o Espírito Santo, e ela conceberia, por obra e graça do Espírito, em seu ventre o Filho. Enviado pelo Pai, concebido pelo Espírito Santo, o Filho viria realizar a obra de redenção da humanidade. Poderíamos ter maior demonstração da Trindade Divina do que esta?

b) A Trindade no Novo Testamento. É no Novo Testamento que encontramos as mais claras e explícitas manifestações da Santíssima Trindade.

- No batismo de Jesus (Mt.3:16,17) – “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Nesta passagem percebemos que enquanto o Filho era batizado, o Pai proclamava dos céus seu agrado para com o Filho, e o Espírito Santo descia sobre o Filho na forma de uma pomba, ungindo-O para a obra que Ele exerceria no mundo (Mt.3:16,17; Mc.1:10,11; Lc.3:21,22).

Estas passagens são provas irrefutáveis a respeito da Triunidade Divina. Sua clarividência em mostrar como as Pessoas divinas são distintas, embora Deus seja único, são a sempre presente pedra de tropeço para os “unitaristas” ou “modalistas”, que insistem em negar a realidade da Triunidade Divina e que se encontram na atualidade em segmentos ditos falsamente de “evangélicos” ou “cristãos”. Não há como negar que, no batismo de Jesus, as três Pessoas atuaram distintamente, sem qualquer confusão, embora sejam Elas o único e verdadeiro Deus. O Filho não é o “Espírito Santo”; o “Espírito Santo” não é a voz que vem do céu, que tampouco é o homem que está sendo batizado por João Batista.

- Nas últimas instruções de Jesus – “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14:16). Este texto mostra claramente a Trindade Divina, senão vejamos: “Eu” - é Jesus quem está falando; “Rogarei ao Pai” – o ”Pai” é a quem Jesus ia pedir; “Ele vos dará Outro Consolador” - este “Outro” é uma Terceira Pessoa. Quanto a esse “Outro Consolador”, poderia haver dúvida se Jesus não mencionasse o seu nome. Poderia ser Miguel, Gabriel ou um Querubim. Mas, para que dúvidas não houvesse, o Senhor Jesus disse quem seria esse “Outro”, deu o seu nome: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14:26). Para nós, que pela misericórdia de Deus, podemos crer, aqui estão as Três Pessoas da Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sem dúvida nenhuma.

- Na morte de Jesus (Mc.15:34) – “E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lemá sabactâni? Isso, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Aqui, há uma demonstração da Triunidade Divina. E o Espírito Santo? Também ali estava, pois, se não fosse por Ele, como o centurião teria reconhecido que Jesus era o Filho de Deus? (cf. Mc.15:39; João 16:8-11; 1João 4:2).

- Na Ressurreição de Jesus Cristo. Na ressurreição de Cristo, então, temos mais uma manifestação da Triunidade Divina. Jesus, o Filho, é ressuscitado. Quem O ressuscitou? Diz-nos a Bíblia Sagrada: o Espírito Santo (Rm.8:11). E por que o Espírito ressuscitou a Jesus? Porque o Pai se agradou do sacrifício do Filho (At.13:32; 17:31; Ef.1:20), entregando a Ele todo o poder nos céus e na terra (Mt.28:18).

- Na Ascensão de Jesus. O Filho sobe aos céus, para se assentar à destra de Deus, enquanto o Espírito Santo é enviado pelo Pai e pelo Filho para ficar com a Igreja até o dia do arrebatamento. Aliás, antes de subir aos céus, Jesus fez questão de demonstrar aos seus discípulos de que todo aquele que confessasse publicamente a fé em Jesus deveria ser batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt.28:19). Foi esta a fórmula empregada pelos discípulos desde o início dos batismos nas águas, o que se deu a partir do dia de Pentecostes (At.2:41), ou seja, no princípio da Igreja, bem antes, muito antes do Concílio de Nicéia ou de qualquer credo que tenha sido elaborado durante a história da Igreja.

Diante de tantas provas bíblicas, inequívocas, como querer negar a Trindade? Como, então, se dizer cristão sem aceitá-la? Diante de tão irrefutável prova, pode ainda restar mais alguma dúvida acerca da Triunidade Divina?

III. RESPOSTA ÀS OBJEÇÕES ACERCA DA TRINDADE

Nossa mente jamais conseguirá explicar adequadamente o que é a Santíssima Trindade. Aliás, foi o que certa vez disse Agostinho, um dos maiores teólogos do Ocidente. Disse Agostinho a respeito da Trindade:

“O Pai, o Filho e o Espirito Santo perfazem uma unidade divina pela inseparável igualdade de uma única e mesma substância. Não são, portanto, três deuses, mas um só Deus, embora o Pai tenha gerado o Filho e, assim, o Filho não é o que é o Pai. E o Espírito Santo não é o Pai nem o Filho, mas somente o Espirito do Pai e do Filho, igual ao Pai e o Filho e pertencente à unidade da Trindade. Creiamos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus, criador e governador de todas as coisas. Tenhamos fé que o Pai não é o Filho, nem o Espírito Santo é o Pai ou Filho, mas que eles são uma Trindade de pessoas em relações mútuas. Entretanto, não são eles três poderes, ou três sabedorias, mas um só poder e uma só sabedoria, assim como constituem um só Deus e uma só essência. Como são inseparáveis em si, são também inseparáveis em suas operações. A Trindade atua inseparavelmente em tudo o que Deus faz. Quer ouçamos: ‘mostra-nos o Filho’; quer ouçamos: ‘mostra-nos o Pai’ o pedido encerra o mesmo significado, pois um não pode ser mostrado sem o outro. São, portanto, um, como Ele disse: ‘Eu e o Pai somos um’ (João 10:30). Procuremos entender essa verdade, implorando a ajuda daquele que queremos compreender. E, se a inteligência não for capaz de compreender, apegue-se à fé, até que brilhe nos corações aquele que disse pelo profeta: ‘Se não crerdes, não entendereis’ (Is.7:9)”.

Embora a palavra “trindade” não apareça no texto da Sagrada Escritura, por ser um termo teológico que representa um conceito bíblico, não significa que a doutrina não exista e nem quer dizer que não seja bíblico. Muitas outras palavras usadas pelos teólogos e cristãos não se encontram no texto bíblico, e nem por isso deixam de ser aceitas como expressão de uma verdade bíblica. A palavra “onisciência”, por exemplo, não está registrada nas Escrituras, contudo a Bíblia afirma que Deus é Onisciente.

A palavra “trindade” foi cunhada pelos primeiros estudiosos da Bíblia depois dos apóstolos, os chamados “pais da Igreja”, com especial destaque para Tertuliano, que viveu entre os anos de 155 e 222, um dos principais defensores da fé cristã em meio às perseguições tanto do Império Romano quanto dos intelectuais pagãos do seu tempo. Tertuliano, como, aliás, todos os chamados “pais da Igreja”, viram-se forçados a ter de enfrentar a questão da essência e da natureza de Deus, uma vez que os cristãos, assim como os judeus, proclamavam que havia um único Deus, mas também diziam que Jesus era Deus, assim como o Espírito Santo. Deste modo, tinham, a um só tempo, de enfrentar tanto as indagações dos judeus, que acusavam os cristãos de politeístas, ou seja, de crerem, ao exemplo dos gentios, em mais de um Deus, como também de mostrar aos gentios de que havia um único Deus, apesar de crerem no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

Foi esta necessidade de defender os ensinos das Escrituras diante das objeções levantadas por judeus e gentios que fez com que os estudiosos e defensores da fé cristã se debruçassem sobre a Bíblia Sagrada e verificassem o que ela ensinava a respeito de Deus e das Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este estudo levou à formulação da “doutrina da Trindade”, que nada mais é do que uma sistematização, uma organização do que as Escrituras ensinam a respeito. Por isso, não é verdade que a “doutrina da Trindade” tenha sido criada pelos “pais da Igreja”, nem que tenha sido uma “inovação”, seja de Tertuliano, seja dos demais “pais da Igreja”, mas é o resultado de um estudo profundo da Bíblia para que se pudesse responder às críticas e às objeções tanto de judeus quanto de gentios.

Os seguidores da Teologia Unicista pregam que a doutrina da Trindade é uma invenção do Concílio de Niceia, por ordem de um imperador romano pagão. Isso, porém, não é verdade, pois, mais de cem anos antes desse Concílio, Tertuliano já havia formulado a doutrina da Trindade. Além disso, o referido Concílio reafirma a deidade de Jesus e a sua consubstancialidade com o Pai. A Teologia Unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar dessa teologia. Vejamos se este ensino unicista está em harmonia com as Escrituras.

- É Jesus o Pai? Veja o que diz Isaias 9:6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Este versículo não ensina que Jesus é o Pai; refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (João 1:1). Jesus não foi criado, não teve princípio (João 17:5). Aliás, o termo "Pai" não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”; em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai (cf. 1Pd.1:3). João 10:30 diz: "Eu e o Pai somos um".  Se Jesus tivesse querido dizer que ele é o Pai, teria dito: "Eu e o Pai sou um" ou "Eu sou o Pai", que seria a expressão gramatical correta. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.

- É Jesus o Espírito Santo? Os Unicistas gostam de usar o texto de 2Corintios 3:17 para provar que Jesus é o Espírito Santo. O texto diz o seguinte: "Ora, o Senhor é Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade". Só que o texto não diz que "Jesus é o Espírito". Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra "Senhor" se refere a Jesus Cristo. O "Espírito", aqui, é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Javé (Nome que se refere à Trindade) ou Deus, e não com Jesus, já que 2Corintios 3:16 diz: "Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado". Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: "Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Javé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado". O contexto é sempre que determina a quem se está referindo quando a palavra "Senhor" é usada. Em 2Corintios 3:17 a palavra "Senhor" está referindo-se a Javé e não a Jesus, já que 2Corintios 3:16 e todo o contexto assim demonstra. Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar "Senhor" como "Jesus", como ficaria Filipenses 2:11? O texto diz: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai". Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Jesus...". Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é Deus”. Porém, não Deus Pai, porque no mesmo versículo diz: “...para a glória de Deus Pai".

Diante do que foi exposto podemos afirmar que Jesus não é o Pai nem tampouco o Espírito Santo; assim sendo, podemos concluir que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de Deus. Se Jesus não é o Pai, mas é Deus, e o Pai não é Jesus e é Deus, e o Espírito Santo não é Jesus e é Deus, e a Bíblia diz que somente há um Deus, então isto significa que dentro da unidade do único Deus existem três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estas três Pessoas compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três Pessoas são o único Deus.

Portanto, uma coisa é dizer "eu não entendo a doutrina da Trindade" e outra coisa é dizer que "a doutrina da Trindade é falsa", "pagã" e "antibíblica". A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando diz: "...é o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho"(1João 2:22); "... e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1João 1:3). Aleluia!

CONCLUSÃO

Diante de tanta demonstração clara da presença da Trindade nas Escrituras Sagradas, não temos senão que reconhecer que esta é uma verdade bíblica incontestável. A Divindade existe em uma pluralidade, que Jesus é Deus, coexistente com o Pai desde a eternidade, e que o Espírito Santo é a terceira Pessoa da Divindade. Isto é notório de Gênesis até o Apocalipse. Cremos piamente nesta Doutrina Bíblica!

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 71. CPAD.
Pr. Esequias Soares. A Razão de nossa Fé. CPAD.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. A Santíssima Trindade, uma Verdade incontestável. PortalEBD_2006.
Pr. Claudionor Correa de Andrade. As verdades centrais da fé cristã. CPAD.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/