ASSEMBLEIA DE DEUS BRASIL

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domingo, 21 de agosto de 2016

ESCOLA BIBLICA DOMINICAL EVANGELIZAÇÃO



Aula 09 - A EVANGELIZAÇÃO DE CRIANÇAS

3º Trimestre/2016

 Texto Base: Mateus 18:2-6; Marcos 10:13-16

"Assim também não é vontade de vosso Pai que estás nos céus, que um destes pequeninos se perca" (Mt 18.14).

INTRDOUÇÃO

Quando Jesus ordenou para ir e fazer discípulos de todas as nações e ensiná-los a obedecer a tudo quanto Ele ordenou, certamente Ele quis incluir as crianças. As crianças precisam ser evangelizadas e discipuladas para que tenham um encontro pessoal com Jesus Cristo. Elas devem ser evangelizadas desde a mais tenra idade. Neste sentido, a criança precisa aprender sobre Deus desde cedo por intermédio dos seus pais. No capítulo seis de Deuteronômio, as Escrituras declaram que é tarefa dos pais conduzirem seus filhos no conhecimento de Deus. Quando você está segurando pela primeira vez em seus braços o filho dado por Deus é a hora de começar os seus esforços para ganhar esta criança para o Senhor Jesus Cristo. Quanto mais cedo a criança for evangelizada, maior será a sua chance de escapar dos perigos físicos, morais e espirituais que a rodeiam.

No Novo Testamento nós encontramos duas nobres senhoras, cuja fé influenciou uma criança que se tornou um dos valorosos homens do início da fé cristã. Seu nome: Timóteo. Ele foi um homem em que residia uma fé viva em Deus. Que passado e instruções ele teve para ser aquele tipo de cristão? A resposta a esta pergunta está em 2Tm 1:5: "trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti". Aqui mostra uma senhora que cria em Deus. Ela passou essa fé confidente à sua filha Eunice, e esta passou a sua fé a Timóteo.

Timóteo foi criado em Listra, região localizada na parte central da nação que hoje é conhecida por Turquia, bem longe do templo de Deus em Jerusalém. Não há nenhuma referência sobre a fé do pai de Timóteo, mas há uma enfática recomendação à fé de sua mãe. Portanto, podemos concluir que o pai de Timóteo não era crente. O que faltara na instrução espiritual de seu filho foi suprido pelos ensinamentos maternos. Está registrado em 1Tm 3:15: "e que desde a tua meninice sabe as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus". Naquela casa havia um pai que não mostrava interesse nos assuntos bíblicos, mas ali estava uma mulher que tinha uma fé pura e preciosa no Deus da Bíblia. Desta maneira, enquanto o pai se preocupava com outras coisas, a fidelidade materna ensinava a seu filho os ensinos registrados nas Sagradas Escrituras. Ele aprendeu a história da criação, do dilúvio nos dias de Noé, dos detalhes sobre o Êxodo de Israel do Egito, dos ministérios e das mensagens dos profetas, do livramento de Daniel da jaula dos leões e de muitas outras coisas que ensinamos aos nossos filhos hoje. E ele nunca se desviou daqueles ensinos. Timóteo tornou-se um evangelista e foi um ardoroso companheiro do apóstolo Paulo em seu trabalho de evangelização. Ele foi fiel ao seu ministério. E o crédito disso estava depositado na criação dada por sua mãe e sua avó. A evangelização das crianças é mais do que prioritário, é urgentíssima.

I. A CRIANÇA É PECADORA E PODE PERDER-SE

Se a criança não entrar pela porta da salvação, a sua condição diante de Deus em nada difere da posição de um pecador adulto, elas estarão perdidas se não aceita­rem a Cristo. Nosso Senhor deu-nos o dever, como cristãos, de trazê-las a Cris­to para a salvação.

1. A criança é nascida em pecado. Todos os seres humanos vêm ao mundo na condição de pecadores. Isto é consequência do pecado de Adão, conforme disse o apóstolo Paulo em Romanos 5:12 – “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. Davi era cônscio desta situação, por isso argumentou: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (Sl 51:5). E no Salmos 58:3, ele corrobora a ideia de que o coração do homem é desviado desde o ventre - “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras”. Portanto, a criança nasce em pecado e herda uma natureza pecaminosa.

Jesus não nos diz em que idade uma criança estará perdida (pois todos acre­ditam que a salvação de bebês está garantida pela obra de Cristo na cruz), mas que cada uma delas passa aquela linha invisível é um fato evidente. Ao passar a linha divisória entre a inocência e a consciência, toda criança está perdida ou logo estará, se não for trazida a Cristo como uma pecadora que precisa ser salva por Ele. Assim sendo, a única coisa razoável e segura a se fazer é levar cada criança a crer em Cristo como único Senhor e Salvador, o mais cedo possível. Assim que uma criança sabe a diferença entre o certo e o errado, assim que ela mostra evidên­cias de uma consciência de culpa quando faz coisas erradas, ela tem idade suficiente para que expliquemos como Deus a ama e como Jesus morreu por seus pecados. Ela é adulta o suficiente para que expliquemos como Deus em Sua palavra promete que perdoará nossos pecados, e que Jesus virá morar dentro de nosso coração se nós O aceitarmos como nosso Salvador (Mt 18:11,14).

2. A alma da criança está em perigo. Mateus 18:10-14 mostra com clareza que uma criança pode se perder, se não for levada a Cristo. No versículo 10 Jesus está falando das crianças – “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos...”. No verso 11 Ele diz: “Porque o Filho do Homem veio salvar o que se tinha perdido”. E no versículo 14 Ele conclui: “Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca". Por que Jesus diria isto se não houvesse a possibilidade das crianças se perderem? Sua declaração leva-nos a crer que a alma infantil corre perigo, caso ela não seja levada a crer em Jesus Cristo, como único Senhor e suficiente Salvador.

Em Mateus 18:12-14, Jesus nos fala da parábola da ovelha perdida, que vem logo após o verso que declara que as crianças podem se perderem. Nestes versos Ele diz que é dever dos discípulos ir atrás e encontrar as crianças perdidas, trazendo-as para o aprisco, como faria um bom pastor se somente uma de suas ovelhas se perdesse.

Muitos que creem na conversão de crianças insistem que não devemos fazer nenhum esforço para trazê-las a Cristo, e que o Espírito Santo deve cuidar delas até que elas vão por si mesmas a Cristo, ou venham a nós desejando ser conduzidas a Ele. Jesus desfez totalmente estas falsas teorias que são responsáveis por grande número de crianças não terem aceitado a Cristo ainda, crianças que teriam sido conduzidas a Ele se tivéssemos cumprido nosso dever ao invés de empurrar esta responsabilidade para o Espírito Santo e para as próprias crianças. Como uma ovelha perdida poderia voltar para o aprisco sozi­nha sem ajuda do pastor? O pastor, nesta parábola, é o próprio discípulo de Jesus Cristo. E já que Jesus dirigiu este ensinamento a todos os seus discípu­los, a responsabilidade de evangelizar as crianças recai sobre todos nós.

Alguém poderá questionar: “e a questão da inocência, como fica?”. Segundo o pastor Claudionor de Andrade, a criança é inocente apenas no sentido de que não tem consciência do pecado, por ser, ainda, mental e moralmente incapaz de praticá-lo. Embora portador do pecado original, não tem o pecado experimental. Por isso, dizemos que a criança está na "idade da inocência". Se ela vier a morrer nesse estado, irá para o céu, porquanto Deus não leva em "conta os tempos da ignorância" (At 17:30a). Todavia, a partir do momento em que a criança passa a distinguir entre o bem e o mal, torna-se culpada de seus erros e enquadra-se no restante do versículo: "anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam" (At 17:30b).

É válido ressaltar que a salvação não tem a ver com faixa etária. Nenhuma pessoa é salva por ser criança ou velha, mas por crer no Senhor Jesus. Quando uma criança morre antes da idade da razão, ela vai para o Céu não por ser criança, mas porque o Espírito Santo aplica nela a obra da redenção. Nenhuma criança entra no Céu pelos seus próprios méritos, mas pelos méritos de Cristo.

3. O compromisso dos pais de dedicarem seus filhos a Deus. Abençoada é a criança que é dedicada a Deus. O exemplo bíblico clássico de dedicação de uma criança a Deus é encontrado no primeiro capítulo do livro de 1Samuel. Ali fala acerca de um homem chamado Elcana e sua mulher Ana. Eles eram hebreus que viveram há muito tempo atrás, pelo menos mil anos antes de Cristo nascer. Ana queria ter um bebê, mas ela era estéril. Mas no tempo determinado por Deus ela ganhou o seu bebê, o seu filho tão desejado. E ela dedicou seu filho a Deus. Ana dedicou seu filho a Deus antes mesmo dele nascer. Ela ofereceu um voto ao Senhor: "Senhor dos Exércitos, se benignamente atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias de sua vida" (1Sm 1:11). Ditosa é a criança se nasce em um lar que a mãe ora por ela, que o pai está comprometido em criá-la nas coisas de Deus. Essa criança terá um feliz e abençoado prospecto de vida.

Entenda que Ana, quando fez o voto, não estava tentando fazer um negócio com Deus, nem estava tentando suborná-lo, ao fazer o que ela queria. Seu solene voto era de obedecer a Deus ao criar a criança, se Ele fosse gracioso para com ela, fazendo-a frutífera para ter um filho. No devido tempo ela concebeu e quando o pequeno bebê nasceu nove meses depois, ela o chamou de "Samuel". Na linguagem antiga a palavra Samuel significava “pedido a Deus”. Ela explicou que havia lhe dado aquele nome "porque eu o tenho pedido" (1Sm 1:20). Toda vez que ela chamava seu nome lembrava-se de seu pedido e do seu voto a Deus a respeito da criança.

O voto de dedicação de Ana foi por toda a vida de seu filho. Quando ele foi desmamado e podia viver sem sua mãe, ela e seu marido o levaram ao sumo sacerdote de Deus em Siló, com esta explicação: "por este menino orava eu e o Senhor me concedeu a minha petição que eu lhe tinha pedido. Pelo que ao Senhor eu o entreguei por todos os dias que viver, pois ao Senhor foi pedido" (1Sm 27:28). Ela lembrou-se e cumpriu o seu voto.

Ana dedicou seu filho a Deus para servi-lo. Ele viveu no tabernáculo e trabalhou como assistente dos sacerdotes. Mas Deus tinha planos maiores para o rapaz. Nos anos da adolescência de Samuel o Senhor falou com ele e o chamou para o ofício de profeta. Samuel falou por Deus, julgou o povo em nome de Deus, ensinou as leis de Deus e ungiu a dois reis da nação de Israel, Saul e Davi.

Outro exemplo de homem grandemente usado por Deus, que foi dedicado a Ele por seus pais antes mesmo do nascimento, foi Sansão. Os pais de Sansão o dedicaram a Deus e ele se tornou um grande juiz e líder (Juízes 13).

Outro exemplo: Zacarias e Isabel dedicaram seu filho ainda não nascido a Deus e ele tornou-se grande profeta, conhecido como João o Batista, o qual anunciou Jesus ao mundo (Lucas 1).

Estes exemplos mostram alguma coisa acerca do compromisso dos pais que dedicam seus filhos a Deus, compromisso que segue por toda a vida da criança, influenciando-a para o bem e para as coisas de Deus.

Prezado irmão em Cristo, os seus pais dedicaram você a Deus quando do seu nascimento? Se fizeram, viva por esse compromisso. Caso contrário, ainda não é tarde. Você pode oferecer-se a Deus em uma humilde entrega à Sua vontade. Confie em Jesus como seu Salvador pessoal. Renda-lhe o controle de sua vida como seu Senhor. Ele lhe receberá, purificará e usará você como uma benção para muitos. Igualmente, dedique a Deus cada um dos filhos que Ele te deu.

II. A CRIANÇA PODE CRER E SER SALVA

Muitos questionam se as crianças de 6 ou 8 ou 10 anos podem aceitar a Cristo e ser regeneradas pelo Espirito Santo. Quando lemos em João 1:12 a promessa que “a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”, não encontramos ali nenhum limite de idade. Uma criança pode perfeitamente se qualificar para se apropriar dessa promessa.

1. Os pequeninos creem em Cristo. As crianças precisam da Salvação? Em Mateus 18:11, Jesus ainda está falando de crianças, quando Ele diz “que Ele veio para salvar os perdidos”. No versículo 14, Ele diz que não é a vontade do Pai que elas pereçam, deixando claro que as crianças vão perecer se não forem levadas a Cristo. Se acreditamos no que a Palavra de Deus diz aqui, nós nunca descansaremos enquanto não virmos nossas crianças, e as crianças pelas quais somos responsáveis, se converterem.

Qual a idade para uma criança crer em Cristo? Certa feita, os discípulos perguntaram a Jesus quem seria o maior no reino dos céus (Mt 18:1). Antes que Jesus respondesse, Ele cha­mou uma criancinha e a colocou entre os discípulos, usando-a para lhes dar uma lição concreta. Tudo o que Ele disse a seguir seria sobre aquela criança ou sobre outras semelhantes a ela. Por esta razão, é importante saber a idade daquela criança. Mateus diz que a criança era pequena, mas não muito pequena, pois aquela não fora a ocasião em que Jesus tomou crianças nos braços e as abençoou (Lc 18:15-17). Aquela criança era pequena, porém, não um bebê de colo. Marcos 9:36 esclarece um pouco mais a questão da idade da criança quando diz que Jesus a tomou em seus braços. Não é natural que um homem tome uma criança em seus braços, a menos que ela seja bem nova. Esta criança tinha provavelmente 6, 7 ou 8 anos, talvez menos, porém não mais que 10 anos. Era desta idade de crianças que Jesus estava falando em Mateus 18:2: "E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles".

Jesus disse que receber uma criança em Seu nome (espiritualmente) é como receber a Ele mesmo. Marcos 9:37 põe ainda mais ênfase nesta afirmação: re­ceber uma criança é como receber a Deus Pai. Por que nosso Senhor valoriza tanto uma criança? A resposta é simples. Cada criança tem uma alma imortal. Ela vai passar a eternidade em algum lugar e se ela crescer no pecado, e não aceitar Cristo em sua vida, ela não vai passar a eternidade no Céu.

Muitos dos melhores crentes hoje - sejam leigos, ministros ou missio­nários -, acreditam que realmente nasce­ram de novo quando eram crianças, muitos até com menos de seis anos de idade. Portanto, levar crianças a Cristo é um trabalho tão maravilhoso quanto levar adultos a Cristo.

2. Como levar uma criança a Cristo. Uma criança deve ser levada a Cristo exatamente da mesma maneira que um adulto. Entretanto, é de bom alvitre utilizar uma linguagem bastante simplificada, de maneira que a criança possa entender. É notório que a mensagem Bíblica, se apresentada de forma simples e apropriada, as atrai fortemente.

Explique que nem todas as pessoas vão para o Céu, e que o pecado impede todos os que pecaram de entrar no Céu - “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23). Então, com muito jeito, faça-a entender que ela pecou e que nós não somos bons o suficiente para entrar no Céu, e que não podemos nos salvar por nós mesmos, e que somente o Senhor Jesus Cristo pode nos salvar.

Conte como Jesus morreu na cruz, como o Seu sangue verteu e pagou a pena por nossos pecados. Deixe claro que Jesus está disposto e ansioso para salvar-nos neste exato momento. Explique estas verdades usando a Palavra de Deus.

Utilizar exemplos de crianças na Bíblia Sagrada, tal como Timóteo, que era apenas um menininho quando aprendeu as sagradas letras (2Tm 3:15), e que, mais tarde, ao ouvir o Evangelho através de Paulo, aceitou prontamente Cristo, tornando-se útil ao Reino de Deus (At 16:1-4; 2Tm 3:14-17). No Antigo Testamento, também encontramos crianças que conheciam a Deus e fielmente o serviam – exemplos: Miriã, irmã de Moisés; Samuel; a escrava de Naamã (Êx 2:4-8; 1Sm 2:11,18,26; 2Rs 5:2,3).

A criança deve ser levada a aceitar pessoalmente a salvação como dom de Deus. Se o Senhor Jesus não for recebido pessoalmente, a criança não será salva. Tome cuidado para que a decisão não seja forçada ou para que ela não a faça simplesmente porque alguma outra crian­ça esteja fazendo. Explique que a salvação é um dom, um presente (Rm 6:23: Ef 2:8). Pergunte se ela quer se arrepender, afastar-se dos seus pecados e entregar a sua vida a Jesus para que Ele a salve.

A melhor maneira de produzir esta acei­tação é levar a criança a orar, dizer a Jesus que está triste por causa dos seus pecados, pedir-lhe para perdoá-la, salvá-la e vir morar em seu coração. Faça com que ela diga ao Senhor Jesus que a partir deste momento ela O receberá como seu Salvador pessoal. Depois leve-a a agradecer a Jesus por ser seu Salvador.

Leve a criança a fazer uma confissão pública de Cristo como seu Salvador. Esta confissão pode ser feita primeiramente para a pessoa que está trabalhando com ela e mais tarde para os seus amigos. Além disso, a criança deve ser levada a fazer a confissão unindo-se a uma igreja fundamentada na Palavra de Deus.

3. Onde evangelizar crianças (1). A evangelização infantil pode ser feita em qualquer lugar onde haja crianças. Podemos alcançá-las promovendo eventos que reúnam milhares delas, ou pessoalmente, onde quer que se encontrem. Na rua, no ônibus, em ambientes fechados ou ao ar livre, a criança está sempre pronta a ouvir a maravilhosa história do amor de Deus.

1. No lar. O lar é o primeiro e mais importante campo evangelístico, onde os pais devem, o quanto antes, levar ao Salvador cada um de seus filhos. Esta é uma grande responsabilidade e um glorioso privilégio.

Os pais nunca devem deixar que outras pessoas sejam responsáveis pelo bem-estar espiritual de seus filhos. Deus deu a responsabilidade das almas dos fi­lhos para os pais. Na verdade, as Escri­turas se dirigem ao pai quando tratam desta obrigação - “Pais, não provoqueis os vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6:4). Os pais têm a responsabilidade de instruir os filhos. Quando as esposas apoiam seus maridos e o homem assume as suas responsabilidades na casa, o lar não se desfaz.

Deus dá boas instruções de como ganhar os filhos para uma vida de confiança em Jesus Cristo. Em Deuteronômio 6:6-9 nós lemos as seguintes ins­truções: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”. Enquanto estiver comendo ou con­versando no lar, enquanto estiver dirigindo ou trabalhando, nós devemos nos lembrar das palavras de Deus. Se amarmos o Senhor, amaremos os Seus mandamentos, e desejaremos guardá-los. Fazendo isto você estará en­sinando os seus filhos a fazer o mesmo. Eles precisam deste ambiente para pre­pará-los para o dia em que terão que fazer o seu compromisso com o nosso Senhor Jesus Cristo e ser fiel a isso.

Isto requer esforço, mas vale a pena. Tudo que você tem hoje um dia perderá o valor. Você não pode levar a sua bela casa, a sua mobília ou o seu novo carro consigo para o Céu. Mas pode levar seus filhos com você. Nada do que você puder fazer para ajudá-los a colocar a sua fé em Jesus Cristo lhe será caro demais. Pense nisso! Quando um filho é ganho para Cristo no lar ele passa a amar aquele lar. O lugar onde uma pessoa “nasce de novo” frequentemente se torna um lugar especial para ela.

2. Na igreja. Os pequeninos podem ser evangelizados em trabalhos específicos, como as Escolas Bíblicas de Férias, os cultos infantis e as classes da Escola Dominical apropriadas à sua faixa etária. Todos esses trabalhos reúnem crianças com o objetivo de evangelizá-las e admoestá-las na Palavra. Entretanto, o mais eficaz desses trabalhos é a Escola Dominical. Como bem definiu o Pr. Antônio Gilberto, a Escola Dominical é a maior agência ganhadora de almas do Reino de Deus. O bom professor não descuida do fato de que, em sua classe, há dois tipos de alunos: o salvo e o não salvo - o que já se decidiu por Cristo e o que é apenas filho de crente. Ele sabe que o ensino bíblico ministrado às crianças tem como finalidade primordial salvar-lhes a alma e, então, fazê-las crescer na graça e no conhecimento de Deus. Por isso, o professor fiel sempre incluirá em suas lições o plano da salvação e o convite para receber Cristo.

Contudo, além das atividades específicas às crianças, os pastores não devem esquecer-se delas nas outras reuniões da igreja. Por mais que pareçam inquietas no banco ou desatentas no colo da mãe, elas estão ouvindo e aprendendo, seja pela pregação da Palavra, seja através dos cânticos. O pastor que ama Jesus sempre se dirigirá ao coração dos cordeirinhos, a quem Ele mandou apascentar (João 21:15).

3. Nos orfanatos e hospitais. Visitas a orfanatos, acompanhadas de doações materiais, ou programações recreativas, são outra forma de alcançar crianças que, talvez, jamais venham a frequentar uma igreja ou ouvir falar do Salvador. Nos hospitais, em uma visita rápida e bem planejada, é possível apresentar Jesus a crianças que estão sofrendo e, assim, impedir que partam deste mundo sem salvação. Além do mais, poderemos orar, rogando ao Pai que, se for da sua vontade, cure-as de suas enfermidades. Lembramos que essas visitas só podem ser feitas com permissão dos responsáveis.

4. Através da alfabetização evangelizado­ra. Quando Robert Raikes fundou a Escola Bíblia Dominical em 1780, o seu objetivo inicial foi a evangelização dos menores que viviam nas ruas da cidade de Gloucester. Todavia, ele não se limitou a evangelizar as crianças de Gloucester. Juntamente com o ensino da Palavra de Deus, ensinava-as a ler e a escrever, a fim de as engajarem na sociedade inglesa. Uma estratégia que ainda pode ser aplicada, hoje.

III. O LUGAR DAS CRIANÇAS NO REINO DE DEUS (Mc 10:13,14) (2)

“E traziam-lhe crianças para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhas traziam. Jesus, porém, vendo isso, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus”.

O Reino de Deus é o domínio de Deus no coração e na vida do ser humano com todas as bênçãos que resultam desse domínio. Entrar no Reino é ser salvo, é ter a vida eterna. Receber o Reino de Deus como uma pequena criança significa aceitá-lo com simplicidade e confiança genuína, bem como humildade despretensiosa.

1. Reconhecendo a necessidade de trazer a criança a Cristo - “E traziam-lhe crianças para que lhes tocasse...” (Mc 10:13). Percebe-se neste texto que as crianças não vieram, elas foram trazidas. Algumas delas eram crianças de colo, outras vieram andando, mas todas foram trazidas. Os pais ou mesmo parentes reconheceram a necessidade de trazer as crianças a Cristo. Eles não as consideraram insignificantes nem acharam que elas pudessem ficar longe de Cristo. Esses pais olharam para seus filhos como benção e não como fardo, como herança de Deus e não como um problema (Sl 127:3). Na cultura grega e judaica, as crianças não recebiam o valor devido, mas no Reino de Deus elas não apenas são acolhidas, mas também são tratadas como modelo para os demais que querem entrar (cf. Mc 10:15). As crianças são modelos em sua humildade, dependência de outros, receptividade e aceitação de sua condição.

Nós entramos no Reino de Deus pela fé, como crianças: inaptos para salvar-nos, totalmente dependentes da graça de Deus; nós desfrutamos o Reino de Deus pela fé, crendo que o Pai nos ama e irá atender nossas necessidades diárias. Quando uma criança é ferida, o que ela faz? Corre para os braços do pai ou da mãe. Esse é um exemplo para o nosso relacionamento com o Pai Celestial. Sim, Deus espera que sejamos como crianças e não infantis.

2. Os que impedem as crianças de virem a Cristo (Mc 10:13) – “...mas os discípulos repreendiam aos que lhas traziam”. Aqui mostra que os discípulos de Cristo demonstraram dureza de coração e falta de visão. Em vez de serem facilitadores, se tomaram obstáculos para as crianças virem a Cristo. Eles não achavam que as crianças fossem importantes, mesmo depois de Jesus ter ensinado claramente sobre isso (Mc 9:36,37). Os discípulos devem ter julgado as crianças incapazes de discernir as coisas espirituais e assim procuraram mantê-las longe de Jesus.

À época de Jesus, dar atenção a uma criança era uma perniciosa perda de tempo, como beber muito vinho ou associar-se com os ignorantes. Somente com 13 anos um menino poderia tomar sobre si a responsabilidade de cumprir a Lei. Falamos para as crianças comportarem-se como os adultos, mas Jesus ensinou que os adultos devem imitar as crianças.

É evidente que os discípulos ainda não tinham compreendido a missão de Jesus nem a natureza do Reino de Deus. Eles repreendiam aqueles que traziam as crianças por acharem que Jesus não deveria ser incomodado por questões irrelevantes. Eles agiam com preconceito. Mas Jesus dirige aos discípulos de forma contundente: "Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus" (Mc 10:14). Jesus manda abrir o caminho de acesso a Ele para que as crianças possam vir. Aqui, também, Jesus encoraja os pais ou qualquer outra pessoa a trazer as crianças a Ele. As crianças podem crer em Cristo e são exemplo para aqueles que creem.

Nenhuma igreja pode ser considerada saudável se não acolhe bem as crianças. Jesus, o Senhor da Igreja, encontrou tempo para dedicar-se às crianças. Ele demonstrou que o cuidado com as crianças é um ministério de grande valor. Levá-las a Cristo é a coisa mais importante que podemos fazer por elas.

3. “Jesus indignou-se...” (Mc 10:14a). Jesus se indignou quando viu que os discípulos afastaram as crianças em vez de introduzi-las a Ele. Esse é o único lugar nos evangelhos onde Jesus dirige sua indignação aos discípulos, exatamente quando eles demonstram preconceito com as crianças. É a única vez que o aborrecimento de Jesus se direcionou aos próprios discípulos, quando eles se tornaram estorvo em vez de bênção, quando eles levantaram muros em vez de construir pontes.

A indignação de Jesus aconteceu concomitantemente com o seu amor. A razão pela qual Ele se indignou com os seus discípulos foi o seu amor profundo e compassivo para com os pequeninos, e todos os que os trouxeram. Uma ordem dupla reverte as atitudes dos discípulos: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis”.

Jesus fica indignado quando a igreja fecha a porta em vez de abri-la. Jesus fica indignado quando identifica o pecado do preconceito na igreja.

4. A revelação de Jesus - “... porque dos tais é o Reino de Deus” (Mc 10:14). Jesus manda abrir o caminho de acesso a Ele para que os pequeninos possam vir. O que Jesus quis dizer, quando disse que às crianças pertence o Reino de Deus?

a) Ele quis dizer que as crianças vêm a Cristo com total confiança. Elas creem e confiam. Elas se entregam e descansam. Devemos despojar-nos da nossa pretensa capacidade e sofisticação e retornarmo-nos para a simplicidade dos infantes, confiando em Jesus com uma fé simples e sincera. Jesus está dizendo que o Reino de Deus não pertence aos que dele se acham "dignos", ao contrário, é um presente aos que são "tais" como crianças, isto é, insignificantes e dependentes. Não porque merecem recebê-lo, mas porque Deus deseja conceder-lhes (Lc 12:32). Os que reivindicam seus méritos não entrarão nele, pois Deus dá o seu Reino àqueles que dele nada podem reivindicar.

b) Ele quis dizer que as crianças vivem na total dependência. Assim como as crianças descansam na provisão que os pais lhe oferecem, devemos também descansar na obra de Cristo, na providência do Pai e no poder do Espírito.

5. Como as crianças podem ser impedidas de virem a Jesus? Podemos listar algumas maneiras:

a) Quando deixamos de ensiná-las a Palavra de Deus. Timóteo aprendeu as sagradas letras que o tornaram sábio para a salvação desde sua infância (2Tm 3:15). A Bíblia diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22:6). Os pais devem ensinar os filhos de forma dinâmica e variada (Dt 6:1-9).

b) Quando deixamos de dar exemplo a elas. Ensinamos as crianças não só com palavras, mas, sobretudo, com exemplo. Influenciamos as crianças sempre, seja para o bem ou para o mal. Escandalizar uma criança e servir de tropeço para ela é um pecado de consequências graves (Mc 9:42).

c) Quando julgamos que as crianças não merecem a nossa maior atenção. Os discípulos julgaram que aquela não era causa tão importante a ponto de ocupar um lugar na agenda de Jesus. Eles, na intenção de poupar Jesus e administrar sua agenda, revelaram seu preconceito contra as crianças e sua escala de valores desprovida de discernimento espiritual. Devemos ser facilitadores e não obstáculo para as crianças virem a Cristo.

CONCLUSÃO

Quando uma criança é salva, ela pode dedicar toda a sua vida a Cristo. É bom lembrar que o problema da alma infantil é o mesmo da alma adulta: o pecado que a separa de Deus (Rm 3:23). O caminho da salvação para ela é o mesmo apontado a todo pecador: Jesus Cristo, o Filho de Deus, morto em nosso lugar e ressurreto dos mortos (1Co 15:3,4). E quem a convencerá de seu pecado e operará nela o novo nascimento é o mesmo Espírito Santo que age no coração do adulto. Portanto, levar o evangelho às crianças é uma missão urgente e essencial, mormente se considerarmos o estado moral degradante que a sociedade está atravessando. Não podemos deixar as crianças em poder de uma cultura anticristã, pecaminosa e contrária à moral e aos bons costumes. Salve os pequeninos do inferno. Jesus também morreu por eles.

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Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 67. CPAD.

O desafio da Evangelização. Pr. Claudionor, de Andrade. CPAD.

Orlando Boyer. Esforça-te para ganhar almas. Ed. Vida.

(1) Adaptado do texto do Pr. Claudionor de Andrade. O desafio da Evangelização. CPAD.

(2) Adaptado do texto  do Rev. Hernandes Dias Lopes. Marcos, o Evangelho dos milagres. HAGNOS.

J. Irvin Overholtzer. Como ensinar o evangelho para as crianças.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

SUBSÍDIO EBD AULA 8 CPAD


Aula 08 - A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS RELIGIOSOS

3º Trimestre/2016

Texto Base: João 3:1-16

 "Jesus respondeu: Na verdade, na verda­de te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus" (João 3.5)

INTRODUÇÃO

Você acha que evangelizar o orbe acadêmico e político é um desafio sobremodo grande? Você acha que evangelizar grupos desafiadores - como as prostitutas, os que vivem nas drogas e os homossexuais - exigem estratégias bastante engenhosas e muita oração e jejum? Então, deve-se engendrar mais esforços e muito mais dependência do Espírito Santo para enfrentar o maiúsculo desafio de evangelizar os religiosos, ou seja, aqueles que tem a religião como um meio para se chegar a Deus ou uma recompensa após a morte. É certo que ninguém será salvo por pertencer a uma igreja ou grupo religioso. Por isso, essas pessoas precisam conhecer realmente o Caminho certo, o Salvador, Cristo Jesus, o Senhor. A salvação é obtida pela graça de Deus (cf. Ef 2:8). É um Dom gratuito de Deus que o pecador recebe pela fé no sacrifício vicário de Jesus Cristo. Nicodemos era um homem religioso, um fariseu, e ao se encontrar com Jesus, o Salvador lhe falou a respeito da necessidade de ser transformado e de “nascer de novo” - “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (João 3:3). Jesus Cristo é o único que pode levar o ser humano ao Céu, Ele morreu para este fim. Ele disse a Tomé: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Portanto, falar de Cristo aos religiosos é urgente e essencial.

I. OS MITOS DA RELIGIÃO

O homem ao afastar-se de Deus, endeusou-se e pôs-se a inventar as mais absurdas seitas e as mais esdrúxulas religiões. Alguns mitos foram criados em torno da religião. Tais mitos, na verdade, não passam de subterfúgios, que levam o ser humano a esconder-se da face de Deus. Veja, a seguir, alguns mitos que têm ludibriado inúmeras pessoas em todo o mundo e bloqueado suas mentes para não conhecer o verdadeiro caminho que leva o ser humano a Deus.

1. Mito um: todas as religiões são boas. Ao longo da história existiram, e ainda existem, religiões terríveis, que pregavam e pregam o terrorismo, o ódio, o sacrifício humano. Vejamos, por exemplo, o caso de Moloque. Em sua adoração, os amonitas queimavam suas criancinhas (Lv 18:21; Jr 32:35). E, no culto a Baal-Peor, divindade venerada pelos midianitas e moabitas, os desregramentos sexuais não tinham limites (Oséias 9:10). A prática de tais abominações levou o Senhor a castigar severamente a Israel (Nm 25). Portanto, historicamente a afirmação de que todas as religiões são boas não prevalece. Também de forma lógica não se pode fazer tal afirmação. Para os cristãos autênticos, Jesus Cristo é o filho de Deus que se fez homem. Assim, o Cristianismo tem algo que nenhuma outra religião tem. Aliás, o Cristianismo não é uma religião é um relacionamento. Religião trata de homens e mulheres tentando abrir caminhos até Deus por meio de boas ações e rituais religiosos; o Cristianismo é Deus vindo a nós por intermédio de Seu Filho Jesus Cristo nos oferecendo um relacionamento.
2. Mito dois: todas as religiões le­vam a Deus. Muitas pessoas acham que todas as religiões apresentam caminhos válidos para se encontrar Deus e entender o sentido da vida. Você já ouviu alguém dizer: “não importa a que religião você pertence, todas elas levam ao mesmo Deus”? Na sociedade pós-moderna, tolerante ou pluralista, em que vivemos, essas ideias são populares. Quem pensa de outra maneira é encarado como alguém de mente fechada, até mesmo intolerante. Ora, se toda religião, seja qual for o modo de suas práticas, leva o ser humano a Deus, então a morte vicária de Jesus em favor da humanidade perdida foi debalde, haja vista que quando Jesus veio já existia inúmeras religiões, inclusive o budismo, o hinduísmo, o judaísmo, etc. A Bíblia diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23). Isto quer dizer que sem Jesus Cristo ninguém será salvo, em qualquer que seja a religião, inclusive no cristianismo. Nem todos aqueles que se dizem pertencer à “religião cristã”, são cristãos verdadeiros (cf. Mt 7:21). Ser cristão autêntico é ser parecido com Cristo. Ser parecido com Cristo é andar como Jesus andou, falar como Jesus falou, agir como Jesus agiu, sentir como Jesus sentiu.

Se todas as religiões levam ao mesmo Deus, com certeza veríamos cada uma delas usando sua influência para trazer paz e união à humanidade. Mas não é isto que tem acontecido. A história indica que em vez de unir a humanidade, a religião é motivo de divisão e conflitos mortais. Vejamos alguns exemplos:

·    Do século 11 ao 13, a cristandade, ou seja, as nações que professam ser cristãs, foram à guerra contra forças islâmicas numa série de Cruzadas.

·    Na Europa do século 17, católicos e protestantes se enfrentaram na Guerra dos Trinta Anos.

·    Em 1947, assim que o subcontinente indiano se tornou independente da Grã-Bretanha, hindus e muçulmanos entraram em conflito.

·    Mais recentemente, católicos e protestantes lutaram durante anos na Irlanda do Norte.

·    No Oriente Médio, ainda não existe paz entre judeus e muçulmanos.

·    E no topo da lista está a Segunda Guerra Mundial, que envolveu pessoas das cinco religiões principais, até mesmo colocando membros da mesma religião em lados opostos do conflito.

A conclusão que se tem disso tudo é óbvia: as religiões do mundo não trouxeram paz e união, nem têm levado ao mesmo Deus. Pelo contrário, elas têm dividido a humanidade e criado uma imagem confusa de quem é Deus e de como adorá-lo. Assim, quem quiser se achegar ao verdadeiro Deus precisa escolher cuidadosamente o caminho: Jesus Cristo (João 14:6). Receber a Jesus como Único e Suficiente Salvador não faz da pessoa um religioso, mas sim alguém que foi transformado, uma nova criatura, pela misericórdia divina.

3. Mito três: nenhuma religião é verdadeira. A religião pura e verdadeira vai muito além de doutrinas e ritos. Hoje há um grande abismo entre o que professamos e o que vivemos; entre o que dizemos e o que fazemos; entre a nossa profissão de fé e a nossa prática de vida; entre o cristianismo teórico e o cristianismo prático. Esse distanciamento entre verdades inseparáveis, essa falta de consistência e coerência, dá à luz uma religião esquizofrênica e farisaica.

Tiago afirma que “a religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1:27). Aqui, Tiago afirma o seguinte:

ü A verdadeira religião é amar o próximo. Tiago associa, dentro da comunidade cristã, a verdadeira religião com práticas adequadas, e mostrando que a fé verdadeira está associada não apenas à fé, mas com o que fazemos para espelhar nossa fé. O amor ao próximo não é o conteúdo do cristianismo, mas sua expressão. A preocupação prática da religião de uma pessoa é o cuidado pelos outros. A religião é a prática da fé, é a fé em ação. Palavras não substituem obras (Tg 2:14-18; 1João 3:11-18).

ü A verdadeira religião é amar a Deus e viver uma vida separada da corrupção do mundo. A religião verdadeira não é um simples ritual, não é misticismo ou encenação, mas é ter uma vida separada para Deus; é guardar-se incontaminado do mundo, ou seja, do sistema de valores pervertidos, corruptos, sujos, imorais e inconsequentes. A religião que agrada ao Senhor é rechaçar o mal ainda que mascarado de bem. O mundo é atraente, ele arma um cenário encantador para nos atrair. Contudo, o mundo jaz no maligno (1João 5:19). Para nos protegermos da corrupção do mundo, precisamos nos comprometer com o sistema ético e moral de Cristo, e não com o do mundo. Não devemos nos adaptar ao sistema de valores do mundo, baseado no dinheiro, no poder e no hedonismo. A verdadeira fé não significa nada se estivermos contaminados com estes valores. Não podemos amar o mundo nem ser amigo dele. Não podemos nos conformar com o mundo para não sermos condenados com ele (Rm 12:2). Observe a exortação de João: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1João 2:15-17).

II. COMO EVANGELIZAR OS RELIGIOSOS

Evangelizar os religiosos é um grande desafio. Precisamos de algumas habilidades para partilharmos nossos conhecimentos com as pessoas religiosas, seja qual for a religião. Tendo como exemplo a ação evangelística de Jesus, vejamos como expor o Evangelho aos religiosos.

1. Ame-os.  Se o motivo pelo qual você pretende contatá-los não é porque os ama, desista. Todo evangelizador precisa amar profundamente os seus evangelizandos. Só um grande amor pode nos preparar para suportarmos pacientemente as incompreensões, os insultos, as calúnias, os deboches e até agressões físicas de alguns religiosos.

2. Ore por eles. Se você quer mesmo falar de Jesus aos espíritas, católicos, muçulmanos, ateus, etc., então, primeiramente, fale deles para Jesus. Ou seja, primeiramente ore por eles, pedindo ao Senhor para abrir os olhos do entendimento deles, a fim de que enxerguem os erros dos quais são vítimas.

3. Saiba como começar e quando parar. Ore ao Senhor pedindo-lhe para pôr na sua boca a palavra certa, no momento certo (Pv 25:11). Não permita que o diálogo com a pessoa religiosa perca o controle. Sempre que o diálogo esquentar, está na hora de parar - “Ao servo do Senhor não convém contender” (2Tm 2:24). A nossa guerra não é contra os religiosos, mas sim, contra Satanás e seus demônios. Em vez de contender com os reli­giosos, fale que Cristo é a única solução para a humanidade caída e carente da glória de Deus.

4. Trate a religião do outro com o devido respeito. Nosso senhor não tratou a mulher samaritana de maneira grosseira, nem deixou de atender o clamor da mulher sírio-fenícia. Ambas as mulheres, por certos, adoravam outros deuses e praticavam uma religião que, do ponto de vista das Escrituras, não dignificavam o ser humano. Mas com todo carinho e amor, Cristo Jesus se pôs a falar com essas mulheres de maneira respeitosa e amorosa.

5. Não detrate a religião alheia. Não é fazendo "guerra santa" que pessoas crerão no Senhor. É constrangedor quando sabemos de casos de completa falta de sabedoria e bom senso, em que o anunciante da Palavra põe-se a agredir a religião alheia. É importante ressaltar que, da mesma forma que nos sentiríamos ultrajados se alguém entrasse em nosso templo e quebrasse o púlpito à machadadas, igualmente o mesmo sentimento se passa na mente e no coração do adepto de determinada religião em que vê o seu símbolo sendo maltratado. A atitude de "guerra" e agressividade nada tem a ver com o nosso Senhor e o seu método de propagar o Evangelho e o Reino de Deus.

Portanto, “sem ofender a religiosidade de seus ouvintes, mostre, em Jesus Cristo, a verdadeira religião. Foi o que Paulo fez em Atenas. Tendo como ponto de partida o altar ao Deus desconhecido, anunciou-lhes Cristo como o único Caminho que salva o pobre e miserável pecador (At 17:26-34). Se agirmos assim teremos êxito na evangelização dos católicos, espíritas, judeus, muçulmanos, ateus e desviados”. Se detratarmos a religião alheia, não teremos tempo para falar de Cris­to, pois a evangelização exige ações rápidas e efetivas.

III. RELIGIOSOS QUE REPRESENTAM DESAFIOS

Os seguimentos religiosos, a seguir, são bastante desafiadores. Por isso, são necessárias estratégias adequadas e bem definidas, sob o auspício do Espírito Santo, a fim de que o Evangelho de nosso Senhor possa alcançá-los.

1. Católicos romanos.  Ao evangelizar um católico, fale do grande amor de Jesus, bem como do poder do Seu sangue remidor. Dê prioridade a isso, porque se ele conseguir entender isso e decidir confiar só no Senhor, o Espírito Santo lhe abrirá os olhos do entendimento para que enxergue quão profundo abismo é o catolicismo romano. Nesse momento, as algemas de Satanás serão quebradas e ele será posto em liberdade. É o Evangelho que liberta. Ajude o católico a entender que crer na igreja católica, crer no purgatório, crer nos sete sacramentos, crer nas indulgências, etc., não é crer no Evangelho. Não ofenda Maria, nem os “santos” gerados por eles. Evite apontar a igreja evangélica como superior à católica. Antes, exponha-lhes Jesus como o caminho, a verdade e a vida (João 14:6). Certamente, ao convidar a sair do catolicismo e aceitar a Jesus Cristo como único Salvador e Senhor a pessoa vai dizer que “não pode trair a tradição que recebeu de seus pais, de seus avós e de todos os seus antepassados que, segundo ela, eram todos católicos”. Porém, veja o que diz a Palavra de Deus: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo” (1Pd 1:18,19). Tradição é prática criada pelo ser humano. Jesus reprovou veementemente os judeus que substituíam a Lei de Deus pela tradição (Mt 5:1-6). Disse Jesus: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus” (Mt 15:6). Portanto, a tradição é pecaminosa, quando ela entra em conflito com a Palavra de Deus ou quando ela é colocada em proeminência em detrimento das Escrituras Sagradas.

2. Espíritas. A comunicação com os mortos, o esforço de um estreito relacionamento com os espíritos desencarnados, e a possibilidade de as almas retornaram à vida corpórea em corpos diferentes, são os baluartes da doutrina espírita. O espiritismo está sob condenação divina porque consulta os mortos, tenta manter diálogo com eles, recebe mensagens de seres espirituais que dizem ser espíritos desencarnados, e, além disso, distorce a Palavra de Deus e nega as principais doutrinas bíblicas. Não podemos nos esquecer de que os “espíritos” que se manifestam nas sessões kardecistas nada mais são que demônios, espíritos malignos, que iludem as pessoas e que são seres que têm conhecimento acurado das circunstâncias em que estão envolvidas as pessoas que os consultam, muitos deles pessoas que já se encontram escravizadas por estes mesmos espíritos.

Deus é enfático quando diz: "Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos. O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas..."(Dt 18:10-12). Necromante era o nome dado ao espírita de hoje, isto é, pessoa que invoca os mortos.

A Bíblia diz em 1Samuel 28:7 que Saul procurou uma necromante, isto é, uma mulher que consultava os mortos, porque ele estava ansioso por uma “palavra do Senhor”, que viesse por intermédio do profeta Samuel, já falecido. Os espíritas têm usado esta passagem para justificar que houve a comunicação com o espírito de Samuel. Enganam-se, pelos seguintes motivos: (a) Deus não iria favorecer uma prática por Ele próprio condenada, em função da qual condenou Saul, conforme Deuteronômio 18:10-12 e 1Crônicas 10:13-14; (b) Se Samuel fora enviado por Deus - o espiritismo ensina que Deus só se comunica com os homens através dos bons espíritos - teria cumprido com prazer sua missão, e não teria dito a Saul: "Por que me inquietaste, fazendo-me subir"? (c) O espírito maligno que se incorporou na pitonisa (médium) mentiu ao profetizar que no dia seguinte Saul e seus filhos morreriam (1Sm 28:19). A morte de Saul não ocorreu no dia seguinte, e somente três de seus filhos morreram (1Sm 31:2,6; 1Cr 10:2,6). Os outros filhos, Is-Bosete (2Sm 4:7), Armoni e Mefibosefe (2Sm 21:8) não foram mortos na batalha contra os filisteus. E mais, Deus puniu Saul por causa do seu ato abominável: "Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão com que transgrediu contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar"(1Cr 10:13).

Também, Manassés, o décimo-quinto rei de Judá, cometeu este ato abominável de consulta aos mortos e feitiçarias - "Fez seus filhos passarem pelo fogo no vale do filho de Hinon, praticou feitiçaria, adivinhações e bruxaria, e consultou médiuns e adivinhos, fez muito mal aos olhos do Senhor, provocando-o à ira"(2Cr 33:6). Por causa disso, Deus o puniu severamente. Ele foi levado cativo para a Babilônia (2Cr 33:11).

Na parábola do rico e Lázaro (Lc 16:19-31), o Senhor Jesus confirma a impossibilidade de os mortos se comunicarem com os vivos. Em resposta ao rico, que estava em tormentos e lhe rogava que enviasse Lázaro aos seus irmãos na Terra, Abraão foi categórico: "Têm Moisés e os profetas. Ouçam-nos". Ou seja, seus irmãos possuem os cinco livros de Moisés (o Pentateuco) e os livros dos profetas. Devem eles buscar suas verdades, ler essas Escrituras para alcançarem a vida eterna. Mas o rico insistiu: "Não, pai Abraão, mas se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam". O rico estava aterrorizado diante do que estava vendo e sofrendo. Não desejava a mesma coisa para o seu pior inimigo. Acreditava o rico no testemunho de Lázaro. Pensava ele que a Lázaro seria permitido sair do seu lugar para levar a boa mensagem de salvação aos vivos. Mas Abraão fechou a questão, decisivamente: "Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos volte à vida". Os destinos desses dois homens, do rico e de Lázaro, eram irreversíveis. Vê-se que em nenhum momento Abraão acena com a possibilidade de o sofrimento do rico ser amenizado.

Em Isaías 8:19, lê-se: "Não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?”. Desde a formação do homem no Éden Deus estabeleceu o princípio da obediência. Se Deus proíbe qualquer prática ou ato que tenha por objetivo entrar em comunicação/comunhão com espíritos de pessoas mortas, devemos obedecer. Deus proíbe o ato de se tentar obter, através de adivinhos e necromantes, certas informações dos espíritos, ou até mesmo alívio para os males do corpo e da alma.

Diante do exposto, concluímos que se os espíritas não aceitarem a Cristo como único e suficiente Salvador estarão perdidos para sempre. Por isso, urge que os evangelizemos. Todavia, na evangelização dos espíritas, evite toda e qualquer discussão. Com amor e sabedoria, convença-os, pela Bíblia, de que aos homens está or­denado morrerem uma única vez, vindo depois disso o juízo, e que o sacrifício de Jesus Cristo é suficiente para levar-nos ao Pai (Hb 9:27; 1Pd 3.18).

3. Judeus e muçulmanos. Qualquer pessoa ou segmento religioso na face da Terra deve ser evangelizado. A Grande Comissão ordenada por Jesus Cristo (Mt 28:19,20) inclui todos os povos e religiões, sem exceção. Os judeus, embora considerados o povo da promessa, são tão carentes da Salvação em Cristo quanto os muçulmanos "jihadistas” (Rm 3:23). A “jihadi” ("empenho", "esforço) é o principal pilar da religião muçulmana. Através da “jihadi” os muçulmanos procuram atingir o seu objetivo principal: reordenar o governo e a sociedade de acordo com a lei islâmica, chamada de sharia. E para atingir esse objetivo eles perpetram atos violentos contra aqueles que não aceitam suas diretrizes. Os “jihadistas” entendem que a luta violenta é necessária para erradicar obstáculos para a restauração da lei de Alá (deus lua) na Terra e para defender a comunidade muçulmana contra “infiéis” (geralmente cristãos e judeus) e apóstatas (pessoas que deixaram a religião). Com raras exceções, todos os seus adeptos ficam calados quando ocorrem os diabólicos atos homicidas praticados em nome de “Alá”(deus lua). O objetivo final do Islamismo é subjugar o mundo e regê-lo pelas leis islâmicas, mesmo que para isso necessite matar e destruir os “infiéis ou incrédulos” da religião. Segundo eles, Alá deixou dois mandamentos importantes: o de subjugar o mundo militarmente e matar os inimigos do Islamismo: judeus e cristãos.

Veja só uma parcial de alguns mandamentos do livro “sagrado” muçulmano – O Alcorão (Extraído do site oficial do Islã no Brasil):

·        Sura 2:191 – “Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos”.

·        Sura 4:91 - “...capturai-os e matai-os, onde quer que os acheis, porque sobre isto vos concedemos autoridade absoluta”.

·        Sura 9:111 - “Alá cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Alá, matarão e serão mortos. É uma promessa infalível, que está registrada no Alcorão. E quem é mais fiel à sua promessa do que Alá? Regozijai-vos, pois, a troca que haveis feito com ele. Tal é o magnífico benefício”.

·        Sura 9:5;29 – “Mas quando os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os... Combatei aqueles que não creem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião...”.

Como alguém pode aceitar como verdade absoluta isso que lemos acima e ainda não ser radical? (Pois todos os islâmicos aceitam o Alcorão como a única e verdadeira revelação de Alá).  Precisamos alertar a população dos "prós e contras" o que essa religião pode trazer à nossa sociedade. Não estamos lidando somente com religiosos, mas com pessoas que vivem uma religião/política de maneira fanática. É nesse aspecto que precisamos tomar os devidos cuidados.

A Bíblia Sagrada diz que a religião pura e imaculada é: Amar a Deus e ao próximo (Tiago 1:27). Desta feita, os muçulmanos precisam de Salvação na Pessoa de Cristo. Por isso, precisamos evangelizá-los. Mas, são necessárias estratégias adequadas para ganhá-los para Cristo. A advertência dada ao profeta Ezequiel ainda ecoa em nossos dias: “Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez 3:18).

Na evangelização dos muçulmanos, não ofenda Maomé, o “profeta" deles.

4. Ateus. Apesar de os ateus se apresentarem como não religiosos e descrentes da existência de Deus, são tão religiosos quanto os demais homens. Aliás, não existe ateu no seu stricto sensu. Embora não confesse, pois isso seria demonstração de fraqueza, todo ateu nutre dentro de si uma dualidade que o angustia. Ao mesmo tempo em que reluta crer em Deus, sente-se como que atraídos pela divindade. Isso porque o homem, por mais que procure fugir de Deus, mais dele se aproxima. Em seu coração existe um clamor oculto, um vazio tão imenso quanto o próprio Deus que ele nega. Sim, porque a crença num Ser superior, ainda que não seja propriamente no Deus da Bíblia, é uma das mais tangíveis realidades da existência humana. Prova disso é que nunca foi encontrada, em nenhum período da história, um povo que não acreditasse num Ser Eterno. Quando alguém, por livre iniciativa ou mesmo por iniciativa de outrem, resolve duvidar da existência de Deus, tal pessoa rompe com sua própria essência, portanto, com sua própria vida. Essencialmente, o homem sem Deus é como um carro sem combustível, existe, mas não funciona.

Ao evangelizar uma pessoa que se diz ateu é aconselhável não insistir que ele creia na existência de Deus, por mais tangível que isso possa parecer. O ateu é orgulhoso e ele não vai se render tão facilmente. Apenas deixe bem claro que Jesus salva e liberta o mais vil dos pecadores e que um Dia todo ser humano estará em sua presença, creia ele ou não.

5. Os desviados do Evangelho. A igreja jamais deve esquecer-se dos desviados. Eles são tão carentes de salvação como os que nunca ouviram o Evangelho, pois se eles não voltarem antes da morte chegar, poderá, sim, perder a salvação eterna. Sobre a possibilidade de o desviado voltar, podemos entender através da parábola do filho pródigo (Lc 15:11-32) e de exemplos que já ocorreram várias vezes em nossas igrejas. O Senhor Jesus deixou clara a possibilidade de o filho voltar à casa do Pai, embora tenha ido para muito longe, embora tenha sofrido e causado grandes prejuízos – “...desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente...”. Mediante o reconhecimento do seu erro, e sua decisão de retornar, e com humildade ter feito sua confissão e seu pedido de perdão – “Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho” -, o Pai não impôs qualquer restrição, mas, recebeu-o novamente como filho – “Mas o pai disse aos seus servos: trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se”.

É certo que hoje, a casa do Pai, representada pela igreja, está com as portas abertas para receber todos aqueles seus filhos que um dia foram embora. Satanás usa de suas armas para convencer aquele crente que pecou, bem como aquele que se desviou, voltando para o mundo, de que não há mais perdão para ele, que ele cometeu pecado imperdoável e que está, realmente, perdido, que é um apóstata. Pecar, por um momento de descuido, afastar-se da Igreja, ou desviar-se, quer seja porque tenha pecado, quer seja por ter sofrido uma decepção, quer seja por ter perdido o ânimo, por falta de oração, de alimento espiritual, nada tem a ver com o pecado imperdoável ou com apostasia. A igreja precisa engendrar esforços para trazer novamente esse “filho pródigo” à casa do Pai. Usemos testemunhos e passagens bíblicas que os animem a consagrar-se de novo a Deus. Muitas das mensagens dos profetas do Antigo Testamento eram dirigidas aos filhos de Deus que se desviaram.

CONCLUSÃO

Falar de Cristo aos religiosos não é tarefa simples, porém, é necessária e urgente. Os evangelizadores devem se preparar adequadamente, visando alcançar qualquer pessoa que ainda não tem Jesus Cristo como único mediador entre Deus e o homem (1Tm 2:5). Ninguém pode ser esquecido em nossas ações missionárias e evangelísticas. Quando a pessoa aceitar a Cristo como Senhor e Salvador, faça a seguinte oração com ela:

“Senhor Jesus, reconheço que meus erros são frutos de minha rebelião contra ti. Perdoe os meus pecados. Agradeço pelo teu precioso sangue que me purifica e me liberta de todo o mal. Eu sei que o Senhor me ama e me aceita como eu sou, foi por isso que morreste na cruz. Faze de mim a pessoa que tu queres que eu seja. Pela fé entrego o controle da minha vida a ti. Que teu Espírito faça morada em minha vida. Confio em Ti como meu Salvador e Senhor. Declaro que eu vou te seguir enquanto eu viver. Decido participar de teu reino na vida da tua igreja. Oro em nome de Jesus. Amém”.

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Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Guia do Leitor da Bíblia – Lawrence O. Richards.

Revista Ensinador Cristão – nº 67. CPAD.

Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco. Evangelização – a Missão máxima da Igreja. PortalEBD_2007.

Pastor Joel Santana. Como evangelizar os católicos.

Rev. Hernandes Dias Lopes. Atos. A ação do Espírito Santo na vida da igreja.

O desafio da Evangelização. Pr. Claudionor, de Andrade. CPAD.

Orlando Boyer. Esforça-te para ganhar almas. Ed. Vida.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

CPAD ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL TERCEIRO TRIMESTRE



Aula 6 – A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES

3º Trimestre/2016

Texto Base: Lucas 7:36-50


“[...] e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora (João 6.37)”.



INTRODUÇÃO

A evangelização que não inclui as pessoas marginalizadas pela sociedade é incompleta e não expressa plenamente o amor de Deus. O amor de Deus é inclusivo. Ele não admite que ninguém fique de fora, mas "quer que todos os seres humanos se salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1Tm 2:4). Certamente é um grande desafio evangelizar os grupos desafiadores, dentre os quais desta­camos as prostitutas, os homossexuais, os criminosos e os viciados. Todavia, a Igreja deve engendrar todo esforço possível, com estratégias inteligíveis e bem direcionadas, para atingir a mensagem do amor de Deus a todos esses que a sociedade pertinaz procura exclui-los. O Salvador Jesus não exclui ninguém. Ele nunca aprovou o pecado, porém sempre se mostrou acessível ao pecador. Seu convite generoso ainda continua aberto: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28).

I. JESUS ANUNCIA O EVANGELHO DA INCLUSÃO

Para mostrar a ação inclusiva de Jesus Cristo, quero destacar duas narrativas do Novo Testamento: da mulher prostituta que, além de ungir Jesus, lavou-lhe os pés com as lágrimas, enxugando-os com os pró­prios cabelos (Lc 7:36-50); da mulher samaritana, que tinha uma vida conjugal libertina (João 4:5-42).

1. A mulher prostituta. Trata-se da mulher que ungiu os pés de Jesus por ocasião de uma refeição na casa de um fariseu chamado de Simão (Lc 7:36-50). Uma refeição tal qual aquela que Jesus estava participando não era particular, as pessoas podiam entrar e ver o que estava acontecendo. Entretanto, uma prostituta não seria benvinda na casa de Simão, de modo que exigia coragem chegar até lá. Embora a mulher não fosse uma convidada, ainda assim ela entrou na casa e ajoelhou-se por detrás de Jesus, aos seus pés. As pessoas estavam reclinadas para comer, de modo que a mulher ungiu os pés de Jesus sem aproximar-se da mesa. A mulher levou um vaso de alabastro com unguento. Muitas mulheres judias usavam um pequeno frasco de perfume em um cordão ao redor do pescoço. Este vaso com unguento deve ter custado um grande valor para essa mulher. Ela começou a chorar, e a regar-lhe os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos. Essa mulher compreendeu que Jesus era muito especial. Talvez ela, como uma pecadora, tivesse vindo a Jesus com grande tristeza pelos seus pecados. Talvez ela tenha vindo a Jesus agradecida por ter sido perdoada, e por isto ofereceu a Ele o seu unguento caro, o melhor que ela tinha. Lavar os pés de Jesus era um sinal de profunda humildade – este era o trabalho de um escravo. É uma conjectura razoável afirmar que Jesus fizera esta mulher voltar-se dos seus caminhos pecaminosos, e que tudo isto era a expressão do amor e da gratidão dela. A gratidão é um sinal da conversão.

Algumas deduções são possíveis a partir deste episódio:

a) A mulher pecadora era “cobiçada” pelos homens, mas não se sentia amada por Deus. Não há dúvida de que essa mulher, sempre disponível para os homens, sendo cobiçada por eles, não se sentia uma mulher amada. É somente quando ela encontra o Senhor Jesus que ela de fato vai saber o que é se sentir realmente amada. Jesus fez com que a mulher pecadora se sentisse perdoada por Deus.

b) A mulher pecadora levava consigo um frasco de perfume, mas não conseguia encobrir o fedor do seu passado. O fariseu que convidou Jesus, ao observar a cena da mulher ungindo o Senhor, pensou: “Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora”. Pela lei, aquela mulher de fato era uma pecadora. O fariseu e todos os presentes ali sabiam disso. Parece que aquela mulher fedia a pecado. Foi somente quando teve o contato com o Mestre que o seu pecado e consequentemente o seu passado foram esquecidos diante de Deus. Agora ela não fedia mais a pecado, mas tornara-se o bom perfume de Cristo (2Co 2:15).

c) A mulher pecadora vendia o seu corpo, mas não conseguia comprar a paz. O que de fato essa mulher procurava e buscava com intensidade era encontrar a paz. Ela tinha os homens à sua volta, ganhava dinheiro com seu corpo, mas não conseguia encontrar a paz. Jesus mostra-lhe que ser amada por Deus e perdoada por Ele é o que importa. A paz vem quando o perdão de Deus é derramado em seu coração.

d) A mulher pecadora aprendeu que a Lei condena, mas a graça perdoa. A Lei puniu aquela mulher, a graça a perdoou. A Lei a excluía, a graça a abraçou. A Lei foi dada através de Moisés, a graça e a verdade vieram através de Jesus Cristo (João 1:17).

2. A mulher Samaritana. João 4:5-42 descreve o diálogo de Jesus com a mulher samaritana. Ela era uma pessoa que tinha tudo para ser relegada ao desprezo. Além de pagã, essa mulher (inimiga dos judeus) tinha uma vida totalmente desregrada. Ao acolher a samaritana, naquelas condições, Jesus abriu caminho para que ela pregasse o seu Evangelho ao povo a que ela pertencia, o que pode ser visto em João 4:26-29 - “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro e foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde e vê um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o Cristo? Saíram, pois, da cidade e foram com ter com ele”. É interessante constatarmos que as pessoas que são libertas, que são salvas por Jesus, transformam-se em seguidoras dEle; em proclamadoras do reino de Deus, usando os recursos que tem em suas mãos. Você se sente liberto por Jesus? Você tem seguido a Jesus de forma secreta ou pública?

II. O EVANGELHO ÀS PROSTITUTAS

Prostituta é a profissional do sexo, é o modo de vida de uma mulher que pratica a atividade sexual por dinheiro. Neste sentido, a Bíblia fala de Raabe: “Foram, pois, e entraram na casa duma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali”(Josué 2:1).

A prostituta é também conhecida como meretriz e rameira. Em Israel não podia haver prostituta, ou rameira – “Não haverá rameira dentre as filhas de Israel...”(Dt 23:17). O dinheiro da prostituta não podia ser aceito na Casa do Senhor – “Não trarás salário de rameira... à casa do Senhor, teu Deus, por qualquer voto...”(Dt 23:18). Até o seu dinheiro era considerado como “...abominação ao Senhor, teu Deus”.

Deus aborrece os atos praticados pelas prostitutas, mas Ele almeja salvá-las - “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição”(1Ts 4:3). Raabe creu no Deus de Israel, abandonou a prostituição, casou e tornou-se a tataravó do rei Davi apesar de sua vida sórdida – “E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé” (Mt 1:5). O nome dela está no nobre rol dos heróis da fé – “Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias” (Hb 11:31).

O Senhor Jesus Cristo desejava e deseja a conversão das meretrizes. Por isso, Ele profere as seguintes palavras aos escribas e fariseus: "Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus" (Mt 21:31,32).

No tópico anterior, mencionamos um fato narrado por Lucas, que retrata o amor de Jesus por qualquer pessoa, inclusive pelas prostitutas. Deus não faz acepção de pessoas, Ele quer salvar todas elas, indistintamente. Diz João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Veja que o texto sagrado diz: “todo aquele que nele crê”, não exclui nenhum ser humano, por mais vil que ele seja.

O apóstolo João narra um episódio que ocorrera com uma mulher apanhada em adultério (João 8:1-11). A palavra adultério tem origem no latim, onde “adulterium” significa “dormir em cama alheia”. Logo, adultério é o pecado sexual praticado por pessoa casada.

Certa feita, Jesus foi para o monte das Oliveiras e, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava. E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais relhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais além da mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.

Max Lucado, narra em seu livro - “Ele ainda remove pedras” -, a cerca deste episódio:

“Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando” (Jo 8:4). A acusação ressoa para fora dos tribunais. Num instante ela foi arrancada da paixão privada para o espetáculo público. As cabeças apareciam em todas as janelas enquanto tais homens a arrastavam pelas ruas. Os cachorros latiam. A cidade inteira estava olhando. Agarrando um fino véu sobre seus ombros, ela esconde sua nudez. Mas nada podia esconder sua vergonha.

A partir daquele momento, ela seria conhecida como a mulher adúltera. Quando fosse ao mercado, as mulheres comentariam. Quando passasse pelas ruas, as cabeças se voltariam para o outro lado. Quando seu nome fosse mencionado, as pessoas se lembrariam.

Os fracassos morais são facilmente lembrados. Contudo, o que é mais ridículo passa despercebido. O que a mulher fez é vergonhoso, porém, o que os fariseus fizeram foi desprezível. De acordo com a Lei, o adultério era punido com a morte, mas apenas se duas pessoas tivessem testemunhado o fato. Era preciso haver duas testemunhas oculares. Pergunto: qual a probabilidade de duas pessoas serem testemunhas oculares de um adultério? Quais são as chances de duas pessoas, de manhã cedo, encontrarem subitamente um homem e uma mulher em abraços proibidos? É improvável. Todavia, se isso acontecer, há muita chance de não ter sido uma simples coincidência.

Assim, somos levados a pensar: por quanto tempo aqueles homens ficaram olhando pela janela antes de entrarem no local? Porquanto tempo eles ficaram espreitando por trás das cortinas até que se revelassem?

E quanto ao homem? O adultério exige a participação de duas pessoas. O que aconteceu com ele? Será que fugiu?

As evidências deixam poucas dúvidas.  Era uma armadilha. A mulher fora pega. Mas logo descobriria que ela não era a presa — era apenas a isca.

"Na lei, nos mandou Moisés que as tais [mulheres] sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?" (João 8:5). Como eram convencidos os membros daquele “nobre” comité de ética. Muito orgulhosos de si mesmos, esses agentes da “retidão”. Este será um momento do qual eles se lembrarão por muito tempo: a manhã em que pegaram e derrotaram o poderoso Nazareno.

E quanto à mulher? Bem, ela era secundária. Era simplesmente um peão no jogo. Seu futuro? Isso não era importante. Sua reputação? Quem se importa se for arruinada? Para eles, ela era uma parte necessária de seu plano, mas totalmente descartável.

A mulher olha para o chão. Seus cabelos suados caem sobre os ombros. Suas lágrimas escorrem diante de tamanho sofrimento. Seus lábios estão apertados e sua boca, cerrada. Ela sabe que foi apanhada. Não adianta buscar ajuda. Nunca receberá nenhuma misericórdia. Ela olha para as pedras nas mãos dos homens. Eles apertam com tanta força que seus dedos estão esbranquiçados. Ela, então, pensa em correr. Mas para onde? Poderia alegar maus-tratos. No entanto, para quem? Poderia negar o fato, mas fora vista. Poderia clamar por misericórdia, mas aqueles homens não estavam dispostos a lhe oferecer tal piedade. A mulher não tinha para onde ir.

Você poderia esperar que Jesus se levantasse e proferisse um julgamento contra aqueles hipócritas. Todavia, Ele não fez isso. Poderia até esperar que Ele tomasse a mulher e os dois se teletransportassem para a Galiléia. Mas não foi isso o que aconteceu. Você também poderia imaginar que um anjo desceria do céu e falaria alguma coisa ou que a terra tremeria. Não, não foi nada disso.

Mais uma vez, o movimento de Jesus é sutil. Porém, uma vez mais, sua mensagem é clara. O que Jesus faz? Ele escreve na areia. Ele se curva e começa a desenhar na terra. Os mesmos dedos que gravaram os Mandamentos do Sinai e escreveram o aviso na parede da sala de banquete de Belsazar, agora rabiscam o chão. Enquanto escreve, Ele fala: "Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela" (João 8:7). Os jovens olharam para os velhos. Os velhos olharam para dentro de seus corações. Estes são os primeiros a deixar as pedras caírem no chão. Enquanto se viram para ir embora, os jovens, tomados do mesmo sentimento, fazem a mesma coisa. O único som que se houve é o da batida das pedras no chão e o dos passos daqueles que estão se retirando.

Jesus e a mulher são deixados sozinhos. Sem o júri, a sala do tribunal se transforma no gabinete do juiz e a mulher espera seu veredicto. É certo que Ele está preparando um sermão. Sem dúvida vai querer que eu peça desculpas. Mas o Juiz não fala. Sua cabeça está baixa; talvez ainda esteja escrevendo alguma coisa na areia. Ele parece surpreso quando percebe que a mulher ainda está ali.

Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Ninguém, Senhor. Então, disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais (João 8:10,11).

Se você já se maravilhou com o modo como Deus reage quando você fracassa, coloque essas palavras num quadro e pendure-o na parede. Leia este quadro. Pondere sobre ele. Coloque-se diante dele e deixe que sua mensagem lave a sua alma. Permita que Cristo se coloque ao seu lado, enquanto você torna a contar todos os eventos das noites mais escuras de sua alma. Depois disso, ouça. Ouça atenciosamente. Ele está falando: "Eu não julgo a sua culpa”.

Depois, assista. Assista com atenção. Ele está escrevendo. Está deixando uma mensagem. Não na areia, mas numa cruz. Não com sua mão, mas com seu sangue. Sua mensagem é composta por uma única declaração: inocente.

Este episódio nos leva a entender que o tribunal dos homens é mais rigoroso que o tribunal de Deus, pois no tribunal dos homens a mulher saiu envergonhada e condenada; mas, no tribunal de Cristo, ela foi exortada a deixar o seu pecado e a recomeçar sua vida.

Portanto, Jesus quer salvar todas as pessoas, indistintamente, inclusive as prostitutas, porque Ele morreu por elas também (João 3:14-16). Cabe à igreja estabelecer estratégias para evangelizar essas pessoas.

III. O EVANGELHO AOS HOMOSSEXUAIS

Não há como negar a relevância de tema como este: a evangelização de homossexuais. Para alguns, o esforço para a evangelização de homossexuais é inútil, é como lançar pérolas aos porcos. Mas acredito que pessoa alguma, por pior que seja, jamais está fora do alcance da graça, do amor e do poder de Deus. Deus diz, em sua Palavra, que ainda que os nossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã (cf. Is 1:18). Para quem crer na origem divina desta palavra há motivos para compartilhar as boas-novas aos homossexuais.

1. O que você precisa saber para evangelizar os homossexuais. Em primeiro lugar, você precisa saber que ninguém nasce homossexual. Assim sendo, você não deve tratar e olhar para essas pessoas como se fossem homossexuais deste o ventre da mãe. É ao longo da criação e da vida que as pessoas se tornam desajustadas moral, psicológica e socialmente. Não é o corpo que torna corruptível a mente ou a alma, mas é uma mente desajustada que torna o corpo desenfreado. Uma mente pervertida leva a pessoa a um comportamento sexual (ou outro qualquer) pervertido, antinatural.

Em segundo lugar, o cristão que vai evangelizar os homossexuais precisa também tomar consciência de que, embora Deus ame essas pessoas, Ele reprova o comportamento delas. Paulo em sua Primeira Carta aos Coríntios, diz que "nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas...herdarão o reino de Deus (1Co 6:9,10). Em Levítico 18:22 Deus exorta seu povo para que o homem não se deite com outro homem como se fosse uma mulher, pois isso é abominação. Essa é uma outra razão por que tais pessoas precisam ser trazidas de volta para Deus, para o caminho da verdadeira vida.

2. Como evangelizar os homosse­xuais. O Cristão ao evangelizar um homossexual não deve discriminá-lo, tratá-lo como se fosse sujo, indigno ou inferior. É uma pessoa, é gente, é criatura de Deus. Deve ser tratado com dignidade. Devemos vê-lo como as demais pessoas carentes da graça de Deus. Se crer no Evangelho e arrepender-se de seus pecados, certamente será salvo.

É preciso paciência, perseverança, insistência, muita oração e solidariedade na evangelização dessas pessoas. Precisamos tomar consciência de que os frutos dessa evangelização não são imediatos, rápidos. Se queremos ganhar essas pessoas para Jesus, precisamos estar possuídos de um profundo amor por elas. Aquele amor de Jesus que não se envergonhava, mas que se identificava sem dar apoio ao mal.

Muitas pessoas estão na prática do homossexualismo e da prostituição não porque gostam dessa vida. Muitas dessas pessoas foram levadas a isso por traumas de infância, ou traumas recentes ou por abuso de adultos inescrupulosos e impiedosos.

A recuperação dessas pessoas e a integração delas na sociedade em geral, e na igreja em particular, é muito difícil. Elas precisam de um acompanhamento todo especial. Caso não haja um trabalho de acompanhamento, essas pessoas logo serão novamente assediadas pelos falsos amigos, que as arrastarão para a vida de prostituição, masculina e feminina.

A recuperação do homossexual é difícil, mas não impossível. Temos exemplos na igreja de Corinto. Diz o apóstolo Paulo: “Tais fostes alguns de vós” (1Co 6:11). Aqui, Paulo dá testemunho de conversão genuína naquela igreja. Essa é uma frase milagrosa. Houve um milagre da graça de Deus no inferno moral da cidade de Corinto. Paulo chama-os de “irmãos” vinte vezes na Primeira Carta aos Coríntios.

Quando se começa a ler a Carta Primeiro aos Coríntios, a gente coça a cabeça e pergunta: “será que esse povo era crente mesmo? Será que esse povo era convertido mesmo?”. Paulo tem o cuidado de chamá-los vinte vezes de irmãos. Paulo dá esse testemunho: “Tais fostes alguns de vós...”: injustos, impuros, idólatras, adúlteros, homossexuais.... Porém, Paulo acrescenta: houve um momento em que Jesus transformou a vida de vocês e vocês foram mudados.

Portanto, devemos olhar os homossexuais como pessoas que precisam do arrependimento e da fé em Cristo Jesus.

IV. O EVANGELHO AOS CRIMINOSOS

O Senhor Jesus está interessado em salvar não apenas as prostitutas, os homossexuais, mas igualmente os criminosos que estão presos. As prisões, em todos os estados da federação, acham-se abar­rotadas de homens e mulheres que precisam ouvir a verdade libertadora do Evangelho. A maior prisão de um ser humano não é a cadeia que prende o homem exterior, mas a cadeia que prende o homem interior. Só quem pode libertá-lo é Jesus Cristo. Está escrito: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Quem é a verdade? Jesus. Ele disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida...” (João 14:6).

1. Por que devemos evangelizar o criminoso. Em novembro de 2015, certo pastor por nome Davey Blackburn - que lidera a Resonate Church em Indianapolis, Indiana -, perdeu sua esposa grávida durante um assalto à sua residência. Ele, que já havia anunciado que perdoava os assassinos, afirmou que gostaria de evangelizá-los.

Sua esposa estava grávida de três meses quando foi estuprada e assassinada a tiros em sua própria casa no dia 10 de novembro. Os criminosos, Larry Taylor, Jalen Watson e Diono Gordon, foram presos e processados pela morte de Amanda Blackburn, que deixou um filho pequeno.

Em uma entrevista concedida ao pastor Perry Noble, líder da megaigreja New Spring, em Anderson, Carolina do Sul (EUA), Davey disse que “o perdão não é uma emoção”, e que, portanto, precisa colocá-lo em prática.

“Eu nunca poderia simplesmente sentir que iria perdoá-los. Você nunca vai se sentir como se quisesse perdoar alguém que lhe fez algo que é irreparável… O que eu percebi é que o perdão é uma decisão e não apenas uma decisão de uma só vez. É uma decisão diária”, pontuou. “Todos os dias eu tenho que acordar… e eu tenho que decidir perdoar. E eis o motivo pelo qual eu decidir perdoar. A amargura e a falta de perdão seriam um câncer que mais ninguém além de mim estaria desenvolvendo. Isso iria me corroer por dentro se eu o alimentasse”, acrescentou.

“Eu sei que isso parece loucura, e eu honestamente não sei como vou fazê-lo fora da graça de Deus, mas eu realmente espero ter a oportunidade de compartilhar o Evangelho com esses caras […] Imagine se esses três caras conhecem Jesus. Imagine o grande golpe que isto seria para o inimigo”, concluiu (fonte: https://noticias.gospelmais.com.br/pastor-evangelizar-criminosos-assassinaram-esposa-82480.html).

Então, por que devemos evangelizar os criminosos? Porque cada alma convertida é um grande golpe para Satanás, o arqui-inimigo de Deus, e um grande triunfo para o Reino e Deus. Devemos visitar os presídios para evangelizar os ladrões e criminosos que porventura lá estejam, pois Jesus não veio para os sãos e sim para os doentes, não veio para os justos, mas para os injustos, não veio para os salvos, mas para buscar e salvar os perdidos (Lc 19:10; Mt 9:10-13).

2. Como Evangelizar nos Presídios. A evangelização nos presídios requer muito cuidado e sabedoria do evangelizador. Pode acontecer o fato de o preso procurar um visitante para dizer de sua inocência, que está ali injustamente. É possível também ser isso verdade. Mas esse é um caso para advogado. Peça que ele converse com o seu advogado sobre isso, e se a igreja tiver algum serviço nessa área, diga ao preso que pedirá ao advogado para conversar com ele. Não obstante, não se esqueça de dizer ao preso que tanto você quanto ele são pecadores diante de Deus e precisam do perdão de Jesus, da paz de Deus.

Os evangelizadores devem respeitar os regulamentos estabelecidos para visita. Eles visam à boa ordem nos presídios e à segurança de todos. Infringir tais regulamentos, sob o pretexto de que Deus nos guarda e não permitirá que coisa alguma de mal aconteça é imprudência. Procure saber sobre quantas pessoas podem ir ao presídio, se pode levar instrumentos, se pode cantar, se há um lugar para culto com todos os presos, quanto tempo disponível para tal visita, se pode distribuir literatura, etc.

Os evangelizadores devem contar com literatura especial. Devemos ter muito cuidado ao escolher a literatura a ser usada na evangelização nos presídios. Leia o material a ser distribuído, e certifique-se se tal material é o mais indicado. Cuidado com os textos bíblicos a serem lidos. Não se deve apontar o dedo acusador. Não use a Bíblia ou Deus como uma arma ou um juiz implacável contra os pecadores. Lembre-se que nós todos somos pecadores. Não são pecadores apenas aqueles que estão nos presídios. Portanto, em sua fala nos presídios, procure sempre incluir-se entre os pecadores, entre os que necessitam do amor de Deus.

A Igreja deve se esforçar para evangelizar os presídios e os menores que estão sofrendo medidas socioeducativas. Além disso, não deve se ausentar das áreas de risco, levando o Evangelho de Cristo às pessoas que traficam drogas e dependentes químicos. Há muitos crentes chamados por Deus para evangelizar nesses ambientes. A igreja deve dar todo apoio logístico a esses evangelizadores.

V. O EVANGELHO AOS VICIADOS

O vício da droga e do álcool está cada vez mais se tornando comum entre os jovens. Muitos começam a usá-los para preencher um profundo vazio interior e/ou esquecer traumas de suas vidas. Porém, não conseguem. Outros acabam indo para o caminho das drogas através de "amigos" do colégio ou faculdade. E muitas pessoas, só se sentem bem atrás do álcool e das drogas. É uma terrível situação que tira toda tranquilidade e alegria das famílias. Mas isso não significa que sejam impossíveis de serem ganhos para Cristo. Aquilo que é impossível para os homens é possível para Deus (Mt 19:25,26). Pessoas viciadas precisam dessa libertação, e sabemos que a verdadeira liberdade é em Jesus Cristo.

Como evangelizar os viciados? Não é fácil expor o Evangelho aos alcoólatras e aos que vivem nas cracolândias. Levá-los a uma conversão a Cristo exige um grande trabalho, com uma equipe evangelizadora especializada e assistida por profissionais competentes. Você deve mostrar o amor e o poder de Deus para perdoar e transformar nossas vidas por completo. Aceitando a Cristo, encaminhe-o para alguma casa de recuperação. Paralelamente a um encaminhamento, você deve orar por ele e levá-lo a Jesus, lendo textos da Bíblia que mostram o amor e o poder de Deus para perdoar e transformar toda nossa vida, tais como estes: Salmo 32 e 51; Isaías 53; Mateus 11:28-30; Lucas 19:1-10; João 14:6; Romanos 12:1,2; 1João 1:7-9.

Evite colocar-se numa posição de juiz. Mostre, com amor, a necessidade que o viciado tem, como você, de Jesus como Salvador e Senhor.

É preciso conscientizar o que consome e abusa do álcool e das drogas que ele não é um viciado inveterado, que não tem mais jeito. É preciso dizer-lhe que há solução em Cristo Jesus para a vida dele. Isso pode ser feito com oração, paciência e pelo poder do Espírito Santo.

Na obra de evangelização dos viciados, o cristão precisa reconhecer a validade e a necessidade dos lares de recuperação. Encaminhar um viciado do álcool ou das drogas para essas comunidades que visam à recuperação dessas pessoas dependentes é algo que não deve ser negligenciado.

Na igreja em Corinto, havia também muitos irmãos libertos do álcool que, à semelhança de outras drogas, vinha minando as bases do Império Romano. Entretanto, os que dantes eram escravos do vício levavam, agora, uma vida produtiva e digna (1Co 6:10,11). O mesmo aplica-se aos que, hoje, vivem aprisionados à cocaína, ao crack, ao haxixe e outras substâncias nocivas. A igreja tem a obrigação de oferecer todo apoio logístico aos irmãos que evangelizam nesses ambientes.

CONCLUSÃO

A Igreja de Cristo não deve viver acomodada e descompromissada com os valores do evangelho face ao mundo enfermo. Não devemos contemplar, paralisados, ou rir, ironicamente, das desgraças e carências que há no mundo. Deus amou esse mundo enfermo (João 3:16; Rm 5:8). Vamos pregar com convicção e amor, na graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que há cura e perdão para o homossexual, a prostituta, o ladrão, o criminoso, o opressor, o avarento, o mentiroso, o hipócrita, e para qualquer outro pecador. Nenhum segmento social pode ficar de fora de nossa ação evangelística. Que o Espírito Santo nos habilite para tal testemunho, para tão grande obra de evangelização (At 1:8).

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Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Guia do Leitor da Bíblia – Lawrence O. Richards.

Revista Ensinador Cristão – nº 67. CPAD.

Pr. Washington Roberto Nascimento. Evangelizar Prostitutas e Homossexuais.

Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco. Missão Profética da Igreja. PortalEBD_2007.

Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco. Evangelização – a Missão máxima da Igreja. PortalEBD_2007.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/

quarta-feira, 6 de julho de 2016

BIANCA TOLEDO E MARIDO SEPARAM-SE


Bianca Toledo anuncia separação por caso de homossexualidade e pedofilia do marido

"Eu fui enganada. Mas se essa é a minha missão, eis-me aqui", disse a pastora em tom de tristeza, em um vídeo publicado por ela nas redes sociais.

FONTE: GUIAME
ATUALIZADO: TERÇA-FEIRA, 5 JULHO DE 2016 AS 11
Em tom de tristeza, Bianca revela que Felipe era homossexual e cometeu pedofilia. (Foto: Anna Theodora Photography)
Em tom de tristeza, Bianca revela que Felipe era homossexual e cometeu pedofilia. (Foto: Anna Theodora Photography)
A pastora e escritora Bianca Toledo anunciou separação do pastor Felipe Heiderich na noite desta terça-feira (5) em um vídeo publicado nas redes sociais. Em tom de tristeza, ela revela que Felipe era homossexual e cometeu pedofilia.
“O que eu descobri é muito grave, muito grave. No dia em que eu o confrontei, ele chegou a confirmar comigo que ele tinha um quadro de homossexualidade latente no tempo vigente do meu casamento com ele, o que me fez desejar cancelar esse casamento”, disse ela, explicando o motivo da separação.
Bianca conta que após um momento de confronto entre o casal, Felipe tentou suicídio numa noite em que ela não estava em casa. Depois disso, ele foi internado em uma clínica psiquiátrica. “Na clínica, ele foi diagnosticado com uma psicose maníaco depressiva, com neurose grave, duplas personalidades”, relata Bianca.
A escritora também falou sobre uma situação que envolve pedofilia. “Como mãe, eu posso dizer que esses foram os piores dias da minha vida. Ele está cautelado por crime de pedofilia. Eu estou aguardando a justiça do céu e a justiça da terra”.
Algumas horas antes de publicar o caso, a pastora havia cancelado sua participação no Encontro de Mulheres que aconteceria no próximo sábado (9), na Expoevangélica.
No Facebook, Bianca informou que "a anulação do casamento foi aceita como legítima diante das provas apresentadas ao juiz, e que o pedido de prisão foi feito mediante comprovação suficiente". Ela disse também que na quarta (6) haverá uma sessão sobre seu caso na Assembleia Legislativa, dirigida pelo Senador Magno Malta — que está acompanhando o processo de perto. A reunião será exibida pela TV Senado.
“Eu fui enganada. Eu fui enganada. Mas se essa é a minha missão, eis-me aqui. Eu tenho clamado para que tudo o que está em oculto na Igreja do Senhor seja revelado, e eu fui tocada por essa revelação, mas o Senhor me livrou e eu quero que a justiça seja feita, em nome de Jesus”, finalizou.
Assista ao vídeo completo:


FONTE: http://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/bianca-toledo-anuncia-separacao-por-caso-de-homossexualidade-e-pedofilia-do-marido.html

segunda-feira, 4 de julho de 2016

EBD Aula 2 do Terceiro Trimestre


Aula 02 - DEUS, O PRIMEIRO EVANGELISTA

3º Trimestre/2016

Texto Base: Gênesis 12:1-8

"Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gen­tios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti"(Gl 3.8).



INTRODUÇÃO

A proclamação evangelística teve início na criação e estende-se até a consumação de todas as coisas. Deus se compraz em comunicar o evangelho da salvação, quer pessoalmente, quer por intermédio da sua criação, quer por intermédio de seus arautos. Até mesmo em seus juízos, entrevemos o inexplicável amor, que o constrangeu a entregar o Seu Filho Unigênito a morrer em nosso lugar. A maior mensagem do evangelho é o anúncio de que Jesus Cristo morreu, vicária e substitutivamente, em nosso lugar - “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós...” (Rm 8:32). O desejo do Pai é tão grande por incluir-nos em seus domínios eternos que imolou o Cordeiro antes da fundação do mundo. Em Apocalipse, o Espírito Santo revelou a João que o Senhor Jesus, para redimir-nos, não morreu apenas no tempo. Na presciência divina, o Cordeiro de Deus já estava morto antes mesmo dos eventos registrados em Gênesis (Ap 13:8). Nossa redenção, por esse motivo, transcende o tempo e os eventos da criação; é eterna (Hb 9:12). Portanto, quando ainda não havia pecado, ou pecadores, o amoroso Deus já tinha estabelecido as bases da nossa salvação. A morte do Cordeiro, na presciência de Deus, foi a primeira nota evangélica da história sagrada. Na sentença sobre o pecado, o Deus Pai anuncia a redenção do pecador (Gn 3:15). Antecipadamente, prega o evangelho do Unigênito à humanidade, representada, ali, no primeiro ser humano. Antes mesmo que houvesse tempo, proclamou a salvação eterna. Era como se Deus, num tabernáculo vazio, chamasse os pecadores, que ainda não existiam, ao arrependimento. Deus, portanto, foi o primeiro evangelista. A exemplo do Senhor dos Céus e da Terra, proclamemos com zelo o Evangelho de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.

I. A CHAMADA DE ABRAÃO

Os onze primeiros capítulos de Gênesis relatam a tentativa da parte de Deus em se revelar ao homem e trazê-lo à consciência das coisas, à verdade dos fatos. O ápice dessa auto-revelação divina se deu com Abraão, onde foi estabelecida a Aliança de Deus, que efetivou essa auto-revelação divina para o homem (Gn 12-50). É a partir de Abraão que começa de fato a história da salvação de Deus por intermédio do seu povo, Israel. Por isso, faz todo o sentido dizer que Deus foi o primeiro evangelista, pois a primeira iniciativa de se revelar ao homem foi exclusivamente dele. Após o Dilúvio e a geração de Noé, Abrão foi a primeira pessoa que entendeu e aceitou o propósito de Deus para efetivar a sua Aliança em toda a Terra. Deus chamou Abraão para uma missão especial, e ele obedeceu ao chamado. Abraão ouviu a voz de Deus e saiu, pela fé, da sua terra, do meio da usa parentela para uma terra que Deus haveria de lhe mostrar. O propósito de Deus era, a partir de Abraão e dos seus descendentes, preparar o mundo para a chegada do Messias. Deus amou a humanidade perdida e tal maneira que não mediu esforços para anunciar as Boas-Novas.

1. Abraão, o caldeu. Ao ser chamado por Deus a peregrinar numa terra desconhecida e mui distante, Abraão não passava de um gentio como eu e você. Era um caldeu entre os caldeus. Em torno do ano 2.100 a.C., o Senhor tirou Abrão de Ur dos Caldeus. Toda a sua família saiu com ele e se instalou em Harã (Gn 11:31;15:7). De tal forma converte-se Abraão ao Deus único e verdadeiro que, ante o seu chamamento, deixa uma cidade segura e confortável para andejar um chão ermo e cheio de sobressaltos. Suas experiências com o Senhor são profundas; faz-se amigo de Deus (Is 41:8; 2Cr 20:7; Tg 2:23). Depois de muito tempo habitando em Harã, Deus chamou Abrão e fez-lhe a seguinte promessa: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção” (Gn 12:1-2). Não demora para que o seu nome seja mudado, indicando uma nova dimensão em sua vida espiritual. Dantes, era Abrão: grande pai. Mas, agora, é Abraão, que em hebraico significa pai de uma multidão não somente étnica, mas destacadamente espiritual (Gn 17:5). Logo, o patriarca hebreu torna-se o nosso pai na fé (Tg 2:21). O pr. Claudionor de Andrade pormenoriza essa chamada da seguinte forma:

a) uma chamada que transcende a nacionalidade. Deus intima Abraão a deixar a sua nacionalidade: “Sai-te da tua terra”. A fé no Deus único e verdadeiro não pode circunscrever-se a uma nacionalidade. Seu caráter reivindica que ela seja proclamada a todos, em todo o tempo e lugar, por todos os meios.

Ao contrário de Abraão, o povo de Israel, não conseguiu transcender a própria nacionalidade na divulgação da verdadeira fé. Restringiu a sua fé a um território, a uma cidade, a um santuário e a um objeto sagrado. Embora fundasse uma terra santa, não foi suficientemente zeloso para santificar os povos além de suas fronteiras. Ao eleger Jerusalém como a cidade santa por excelência, não saiu, a partir dela, a proclamar a Palavra de Deus até aos confins da terra como fez o profeta Jonas. Quanto ao Santo Templo, achava que Deus estava restrito àquela casa e que, de lá, jamais sairia. E, para completar o seu exclusivismo religioso, os israelitas fizeram da arca sagrada um totem. Supunham que, tendo-a por perto, nenhum mal viria a alcançá-los. Porém, o Senhor mostrou-lhes que aquele objeto tão belo e tão cobiçado viria a perder-se um dia (Jr 3:16).  O Deus de Israel é também o Deus de todos os povos, porque sua é a terra e a sua plenitude. Até mesmo os apóstolos demoraram a entender o alcance universal do evangelho de Cristo. Fez-se necessária a convocação de um concílio, para que, iluminados pelo Espírito Santo, autorizassem Paulo e Barnabé a prosseguirem o seu ministério junto aos gentios.

b) uma chamada que transcende a etnia. Deus ordenou também a Abraão que deixasse a sua parentela, pois o chamava a ser o pai de todos os que creem. Então, como haveria ele de confinar-se à etnia hebreia, se o mais ilustre de seus descendentes, Jesus Cristo, haveria de morrer por todos os povos? Abraão obedeceu ao chamado de Deus, porém, os israelitas, ignorando a natureza de sua chamada universal, isolam-se nacionalmente. Porém, a grandeza de Israel não está em sua nacionalidade, nem em sua etnia; reside em sua herança espiritual.

Coisa parecida aconteceu com os apóstolos de Cristo. A fim de arrancar os apóstolos ao exclusivismo, o Senhor concede a Pedro a visão global do evangelho. No lençol descido do céu, Pedro contempla toda sorte de animais imundos e repulsivos. Em seguida, ouve do próprio Jesus: “Não faças tu comum ao que Deus purificou” (At 10:15). A partir daquele momento, a Igreja de Cristo, ainda majoritariamente judaica, internacionaliza-se até alcançar os povos mais inalcançáveis.

c) uma chamada que transcende a família. Abraão foi chamado a deixar a casa de seu pai, pois a família que dele sairia não se fundaria em laços de sangue, mas numa aliança espiritual. A fé no Deus único e verdadeiro seria capaz de unir, num mesmo corpo, em Jesus Cristo, todos os povos da Terra. Portanto, todos os que o aceitam são chamados para fora de sua nacionalidade, etnia e família, a fim de formar um só organismo espiritual. Assim é descrita a Igreja de Cristo pelo apóstolo Paulo: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3:26-28).

2. Abraão, o evangelizado. Após a morte de Terá, pai de Abrão, o Senhor chama Abrão a uma nova realidade espiritual. E, nesse momento, proclama-lhe o Evangelho Eterno: "Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção" (Gn 12:1,2). O apóstolo Paulo enfatiza esta prerrogativa: "Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti" (Gl 3:8). Deus individualiza a chamada de Abraão, a fim de universalizar a convocação de todas as nações a crer em Jesus Cristo.

3. O evangelista Abraão. Deus chamou Abraão não somente para ser pai de muitas nações, mas para ser, também, um profeta um mensageiro do grande amor de Deus entre os gentios (Gn 20:7). Abraão implantou a genuína fé no Deus Todo Poderoso naquela região pagã, levando os seus descendentes a adorar ao único e verdadeiro Deus. Abraão pregou não somente aos ouvidos, mas também aos olhos. A sua reputação testemunhava com muita expressão que só o Senhor é o verdadeiro Deus.

Quando obteve a vitória contra os reis invasores, Abraão deu uma grande lição resistindo à tentação do enriquecimento ilícito (Gn 14:22,23). Vem ao seu encontro nada mais, nada menos que o rei de Sodoma. Ele ofereceu a Abrão todas as riquezas sodomitas, mas ele recusa a sua oferta. Segundo o costume daquele tempo, o libertador guardava para si o despojo quando resgatava do inimigo; mas Abraão não quis que ninguém, exceto Deus, pudesse dizer que o havia enriquecido. Demonstrou que ele não dependia de um rei humano, mas do Rei do Céu a quem havia "levantado a sua mão" - "Levantei minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, que desde um fio até a correia de um sapato, não tomarei coisa alguma do que é teu, para que não digas: eu enriqueci a Abrão".

Esta atitude de Abrão é uma grande lição para nós. Isto é pregar aos olhos de quem nos rodeia. Temos tornado esta expressão do patriarca uma realidade, ou já temos sido enriquecidos pelas benesses e vantagens aparentes do mundo de pecado? Será que não temos tido dores e problemas em nossas vidas por causa do "enriquecimento" proveniente do inimigo? A Bíblia diz que só as bênçãos do Senhor é que enriquecem e não acrescentam dores (Pv 10:22). Por isso, recusemos todo e qualquer enriquecimento que não provenha de Deus!

II. A PALAVRA DE DEUS É EVANGÉLICA

O que vem à sua mente quando você ouve a expressão Palavra de Deus? Veja o que diz o livro de Jó, capítulo 38, no verso 7. Na Bíblia na linguagem de hoje este texto foi traduzido assim: "Na manhã da criação as estrelas cantavam em coro, e os servidores celestiais soltavam gritos de alegria. Certamente ecoou nos pensamentos e lábios dos seres criados: "Bendita Palavra de Deus".

Depois de criar todas as coisas por Sua palavra, Deus usaria esta mesma Palavra para se revelar ao homem. Tornar-se conhecido, ser íntimo do homem. No princípio Deus falava face a face com Adão. Você já imaginou o que a conversa de Deus com Adão produzia de bem-estar na existência do primeiro homem? Isto não é difícil de se imaginar, porque você, assim como eu, já deve ter tido determinadas conversas com amigos ou parentes, aquelas conversas gostosas que mais parecem uma fonte de vida e ânimo do que qualquer outra coisa. Assim deveria ser entre Adão e Deus. Era uma conversa, uma comunhão vivificante. Ouvir Deus falando, conversar e estar com Ele deveria ser a melhor parte do dia de Adão e Eva.

Infelizmente, o diabo veio com o pincel do pecado e borrou todo o quadro perfeito que Deus havia criado. Por causa disto, a palavra de Deus não pode mais chegar ao homem livremente. Houve uma barreira na comunicação entre Deus e o homem (Is 59:2). A partir de então Deus se comunicaria de forma especial, através de pessoas escolhidas, para serem porta-vozes de Deus, e eles são chamados de profetas. Quarenta profetas que ao longo de aproximadamente 1500 anos escreveram o que conhecemos como a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.

O apóstolo Paulo afirmou em 2Tm 3:16 que "toda a Escritura é inspirada por Deus". A palavra traduzida por inspirada, vem do grego theopneustos que significa literalmente "proveniente do fôlego de Deus". Foi Deus quem inspirou os pensamentos dos profetas e eles com suas próprias palavras, estilos e expressões comunicaram as verdades divinas aos homens. Pedro diz que "homens santos falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo" (2Pd 1:21). Os escritores bíblicos indicaram que o Espírito Santo foi a fonte de suas revelações. Davi declarou: "O Espírito do Senhor fala por mim, e a Sua palavra está na minha língua" (2Sm 23:2). Paulo escreveu: "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns deixarão a fé" (1Tm 4:1).

A conclusão que se chega é que Deus é o autor da Bíblia e a Bíblia é a Palavra de Deus. Quando você entra em contato com a Bíblia é como se você tivesse ao seu lado um divino e amorável conselheiro para orientar e ajudar em todos os seus caminhos. Paulo ainda diz: "Pois tudo o que outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência, e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança" (Rm 15:4).

Consolo, esperança, ensino e salvação são resultantes do contato com a palavra de Deus. Quando você olhar para a Bíblia Sagrada busque enxergar mais do que papel e tinta. Ela é a Palavra de Deus e pode criar em você um estado de harmonia interior, de paz, bondade, amor, fidelidade, humildade, domínio próprio.

1. A Lei de Moisés é evangélica. Ela é evangélica porque o Senhor Jesus, cabeça da Igreja (Ef 5:23), validou toda a Lei Mosaica, ao afirmar: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (Lc 16:17). Ele avançou mais um passo, dizendo: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5:17). Jesus, ao nascer, também foi colocado sob a Lei: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4). Ele foi criado e educado segundo os preceitos da Lei, pois cumpria suas exigências. Todavia, foi essa mesma Lei que O condenou à morte. Quando tomou sobre Si todos os nossos pecados, teve de morrer por eles, pois a Lei assim o exige. Vemos que a Lei foi cumprida e vivida por Jesus, e através dEle ela alcançou seu objetivo. Por isso está escrito que “... o fim da Lei é Cristo” (Rm 10:4).

Quando sou confrontado com a Lei Mosaica, ela me apresenta uma exigência que devo cumprir. Deus diz em Sua Lei: “... eu sou santo...” e exige de nós: “... vós sereis santos...” (Lv 11:44-45). Assim, a Lei me coloca diante do problema do pecado, que não posso resolver sozinho. O apóstolo Paulo escreve: “... eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7:14). A Lei de Moisés expõe e revela nossa incapacidade de atender às exigências divinas, pois ela nos confronta com o padrão de Deus. Ela nos mostra a verdadeira maneira de adorá-lo, estabelece as diretrizes segundo as quais devemos viver e regulamenta nossas relações com nosso próximo. Pela Lei, reconhecemos quem é Deus e como nós devemos ser e nos portar. Mas existe uma coisa que a Lei não pode: ela não consegue nos salvar. Ela nos expõe diante de Deus e mostra que somos pecadores culpados. Essa é sua função.

A Lei de Moisés é evangélica, pois nela são feitos vários anúncios acerca da redenção da humanidade: No Gênesis, Deus destaca a redenção da humanidade (Gn 3:15; 12:1,2). Inicial­mente, o Senhor proclama aos nossos pais, ainda no Éden, a vinda da semente da mulher, que haveria de pisar a cabeça de Satanás. Mais tarde, ao convocar Abraão à verdadeira fé, promete-lhe que, através de sua geração, seriam abençoadas todas as nações da terra. No Êxodo, a Páscoa ilustra não ape­nas a liberdade de Israel, mas também a libertação de todos os que, em todos os lugares, recebem o Cordeiro de Deus como o seu Salvador (Êx 12:1-28; 1Co 5:7; 1Pd 1:19). Somente Jesus é capaz de tirar os pecados do mundo (João 1:29). No Deuteronômio, Moisés fala abertamente sobre o Messias que havia de vir: "O SENHOR, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis" (Dt 18:15).

Faz parte da Lei de Moisés o Decálogo, ou os Dez Mandamentos, que é um fundamento sólido sobre o qual podemos construir nossa vida moral; é uma moldura que continua sendo preenchida pelo andar diário no Espírito. Diríamos que o Decálogo é a condensação de toda a Lei.

Repetidas vezes Deus promete sua bênção aos que guardam diligentemente Seus mandamentos: "Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais..." (Dt 4:1). Levítico 26:3-13 e Deuteronômio 5:33; 7:12-26; 28:1-14, também mostram as bênçãos decorrentes da obediência aos Dez Mandamentos. O profeta Isaías reconhece que, se tivesse dado ouvidos aos mandamentos do Senhor, o povo escolhido não teria passado pelo exílio, mas sim desfrutado da vida abundante. Então, a paz do Senhor seria como um rio e Sua justiça, como as ondas do mar (Is 48:18).

A obediência simples ao Decálogo transforma as atitudes do homem para com seu próximo: em vez de assassinar um inimigo pessoal, ele o abençoa; em vez de furtar, trabalha e ajuda o necessitado; em vez de dizer falso testemunho, pratica e diz a verdade; em vez de roubar a mulher do próximo vive na pureza sexual e apoia o matrimônio monogâmico; em vez de cobiçar, faz atos de misericórdia; em vez de guardar para si a fé e a experiência do senhorio de Cristo, o ser humano brilha como luz e penetra como sal neste mundo (Mt 5:14-16); não conserva este mundo na situação em que se encontra, mas transforma-o com o amor, a paz e a esperança de Deus; não se conforma com a injustiça, a miséria e a desonestidade generalizada; é um exemplo de devoção e fidelidade a Cristo em seu lar, no trato com seus vizinhos, no exercício de boas obras, na profissão e nos deveres e responsabilidades civis, para que o reino do Senhor venha e Sua vontade seja feita tanto nos céus como na terra.

2. Os profetas são evangélicos. Os profetas, inspirados pelo Espírito Santo profetizaram sobre a vinda de Cristo e o mistério do evangelho em relação aos gentios, porém, nem mesmo eles podiam entender sobre que estavam falando, embora soubessem estar falando de algo muito grande, muito profundo.

Deus não poderia revelar-lhes este Mistério, pois não estavam em condições de poder entender que Cristo não apenas viria para consumar a obra redentora, mas, que, após consumá-la ele iria habitar no homem, e não apenas com o homem. Ainda mais confusos ficariam se soubessem que Cristo iria habitar também nos gentios, como afirmou Paulo: “...aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória”.

O Profeta Isaias falou deste Mistério: “... Eu te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios” (Is 42:6). “... Também te darei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até as extremidades da terra” (Is 49:6).

O Salmista Davi falou deste Mistério: “Todos os confins da terra se lembrarão, e se converterão ao Senhor; todas as famílias das nações adorarão perante ele” (Salmos 22:27).

O Profeta Daniel falou deste Mistério - “Foi lhe dado o domínio, a honra e o reino; todos os povos, nações e línguas o adoraram...” (Dn 7:14).

O Profeta Oséias falou deste Mistério: “Semearei Israel para mim na terra e compadecer-me-ei da Desfavorecida; e a Não-Meu-Povo direi: Tu és o meu povo! Ele dirá: Tu és o meu Deus!” (Oséias 2:23).

O profeta Jeremias falou da Nova Aliança que o Senhor, por inter­médio do Israel messiânico, haveria de estabelecer com toda a humanidade (Jr 31:31-33).

Como afirmou Pedro (1Pd 1:10-15), o Salmista Davi, os Profetas Isaias, Daniel, Oséias e diversos outros profetizaram sobre o mistério do evangelho em relação aos gentios, porém, nenhum deles entendeu sobre suas mensagens proféticas.

“Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir”.

Os profetas não entenderam que os gentios viriam a fazer parte da família de Deus, e que o Senhor Jesus habitaria não apenas com eles, mas, também neles, conforme ele próprio declarou - “Jesus respondeu e disse-lhe: se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23). Isto era uma verdade bíblica que não podia ser compreendida antes da “plenitude dos tempos”. Esta verdade referia-se ao “... mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações e que, agora, foi manifesta aos seus santos” (Cl 1:26,27).

3. Enfim, toda a Bíblia Sagrada é evangélica. O Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), os Escritos (Josué a Cantares) e os Profetas (Isaías a Malaquias), que formam o cânon do Antigo Testamento, são a extensão da Aliança de Deus com Abraão. Esta é uma das razões pelas quais o Antigo Testamento é indissociável do Novo. Nesse sentido, além de Abraão e Moisés, a história de Israel, sua poesia e seus escritos proféticos são comprometidamente evangélicos. O povo de Israel foi formado por Deus para dar testemunho da grandeza e da beleza do seu Reino a fim de convencer as nações daquele tempo de que havia um único Deus, o criador dos céus e da terra: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

III. EXECUTANDO O TRABALHO DE DEUS

1. Israel e a evangelização mun­dial. Na dispensação da graça, Israel perdeu o posto de evangelista do mundo, efetivamente falando. A sua contribuição atual para a evangelização encontra-se no fato de que dele vêm as Escrituras Sagradas e o próprio Cristo (Rm 9:1-5). A atribuição de pregar o evangelho da graça foi dada à Igreja.

Todavia, Israel tem uma missão a cumprir, um serviço a ser feito neste mundo no âmbito evangelístico, que será realizado no período milenar do governo de Jesus Cristo. Nesse glorioso período, Israel pregará o evangelho do reino em todo o mundo – “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo... “(Mt 24:14). Haverá um conhecimento universal de Deus (Is 11:9; 54:13; Mt 24:14). Haverá abundância de salvação (Is 33:6). Os judeus serão os mensageiros do Rei (Mq 4:1-3). Eles realizarão um grande movimento missionário (Is 52:7) - “... a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”(Is 11:9b). Com a difusão do conhecimento do Senhor, muitas pessoas se converterão. A evangelização será de fato uma das atividades primordiais dos seguidores de Cristo, como vaticinou o profeta Isaias: “Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52:7). Haverá um avivamento mundial – “Assim, virão muitos povos e poderosas nações buscar, em Jerusalém, o SENHOR dos Exércitos e suplicar a bênção do SENHOR. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zc 8:22,23).

2. A missão intransferível da Igre­ja. A Igreja é a porta-voz de Deus sobre a face da Terra. Ela tem o Espírito Santo (João 14:7), cuja função é guiar a Igreja em toda a verdade e dizer tudo o que tiver ouvido bem como anunciar o que há de vir, glorificando e anunciando tudo o que diz respeito a Cristo (João 16:13,14). Por isso, não pode haver qualquer outro “mensageiro” divino além da Igreja enquanto durar esta dispensação.

O apóstolo Paulo afirma que a Igreja é chamada de “coluna e firmeza da verdade” (1Tm 2:15), porque deve sustentar e ser a legítima anunciadora da Palavra de Deus sobre a face da Terra. Num mundo onde a iniquidade aumenta a cada dia (Mt 24:12), num mundo onde há corrupção geral é cada vez maior do gênero humano (Rm 1:18-32), cabe à Igreja a difícil tarefa de anunciar a Verdade, de mostrar ao mundo a Palavra de Deus, resplandecendo como astro no meio de uma geração corrompida e perversa (Fp 2:15).

CONCLUSÃO

Desde a queda do ser humano, Deus trabalha sem cessar para restaurá-lo ao status quo da criação, ou seja, ao estado de comunhão com Ele como era antes da criação. Jesus afirmou, certa vez, que o Pai trabalha até agora. Por essa razão, o Filho continuava o seu labor. Mas qual o trabalho do Pai? Não é criar, porque tudo quanto havia de ser criado já o foi. Todavia, a evangelização sempre haverá de ser um trabalho incompleto, por mais que nos esforcemos. Neste momento, Deus não mais anuncia pessoalmente o evangelho, como fez no Éden e ao patriarca Abraão. Entretanto, não cessa de abrir portas, abençoar missões e missionários. Por intermédio de mim e de você, Ele estende as fronteiras de seu Reino. Paulo dizia-se imitador de Deus, porque se sentia na obrigação de proclamar-lhe a Palavra a tempo e fora de tempo.

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Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Guia do Leitor da Bíblia – Lawrence O. Richards.

Revista Ensinador Cristão – nº 67. CPAD.

Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco. Missão Profética da Igreja. PortalEBD_2007.

Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco. Evangelização – a Missão máxima da Igreja. PortalEBD_2007.

O novo dicionário da Bíblia.

O desafio da Evangelização. Pr. Claudionor, de Andrade. CPAD.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/