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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

VIOLENCIA DENTRO DA IGREJA



Fiel é assassinado a tiros durante culto da Assembleia de Deus; Outros dois ficaram

feridos

De acordo com informações do portal JC Online, a igreja soltou uma nota informando que o fiel assassinado chamava-se Elias Pereira de Lira e frequentava os cultos há três meses.
“Estava em busca de [se] recuperar [de] sua vida pregressa”, diz nota da igreja. “Como a casa de Deus, a igreja tem o de ver de receber todos aqueles que buscam transformação de vida”, acrescenta o texto.
Lira morreu no local, enquanto o outro fiel atingido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, no Recife. Uma adolescente de 14 anos também foi baleada e levada para o Hospital Otávio de Freitas, também na zona oeste da capital pernambucana.
Uma fonte policial revelou que Lira já havia sofrido um atentado contra sua vida dias antes, no início do ano. O caso está sob investigação comandada pelo delegado Paulo Dias, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
A Assembleia de Deus do bairro dos Estados, em Camaragibe, se colocou à disposição para ajudar a Justiça com todos “os esclarecimentos necessários” a respeito do ocorrido dentro do templo.
FONTE: https://noticias.gospelmais.com.br/fiel-assassinado-tiros-culto-assembleia-deus-94933.html

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

EBD SUPREMACIA DE CRISTO AULA 3


Aula 03 – A SUPERIORIDADE DE JESUS EM RELAÇÃO A MOISÉS


1º Trimestre/2018


Texto Base: Hb.3:1-19

"Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou" (Hb.3:3).

 INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos da superioridade de Jesus em relação a Moisés quanto à tarefa, à autoridade e o discurso, que o autor da Epístola aos Hebreus faz questão de relatar aos destinatários da Epístola. A superioridade de Jesus em relação a qualquer ser humano ou dos anjos é tão óbvia que, certamente, seria dispensável falar sobre esse assunto. De imediato, podemos dizer que Jesus foi o criador de todos as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis (Gn.1:26; João 1:3; Cl.1:16). Portanto, o contraste entre Moisés e Cristo é bem definido: Moisés é visto como um administrador da casa, Jesus como Edificador; Moisés é retratado como servo, Jesus como Filho; Moisés foi enviado em uma missão terrena, Jesus numa missão celestial, eterna. Na Antiga Aliança, Moisés é considerado um grande profeta pelos israelitas, mas, na Nova Aliança, Jesus é superior a Moisés, pois encarnou-se tomando a forma humana, ou seja, tornou-se o Emanuel - “Deus entre nós” -, concedendo a gloriosa e eterna salvação para todos os que nEle creem.

I. UMA TAREFA SUPERIOR

1. Uma vocação superior. “Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial...” (Hb.3:1). O ator dirige estas palavras aos destinatários da Epístola, a quem chama afetuosamente de irmãos santos; o autor afirma que eles não foram apenas um povo nômade pelo deserto escaldante à procura da Terra Prometida, mas herdeiros de uma vocação superior, a celestial.

A vocação celestial está em contraste com a vocação terrena de Israel. Os santos do Antigo Testamento foram chamados para bênçãos materiais na terra prometida (embora eles também tivessem a esperança celestial). Na era da Igreja, os cristãos são chamados para as bênçãos espirituais no céu agora e para uma herança celestial no futuro. Os destinatários da Epístola não deveriam ter dúvida alguma de que Jesus, como Aquele que os conduzia ao destino eterno, era em tudo superior a Moisés, a quem coube a missão de conduzir o povo à Canaã terrena.

2. Uma missão superior. “[...] considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão” (Hb.3:1). Observe que o autor usa a palavra apóstolo em relação a Jesus. A palavra apóstolo se refere a alguém que é comissionado como um representante autorizado. Segundo o antigo concerto, Moisés era o apóstolo, isto é, o enviado por Deus, com a sua autoridade, para uma missão especial: conduzir o povo de Deus à Terra Prometida; todavia, a missão de Jesus é muito superior: conduzir o povo de Deus da Nova Aliança (Igreja) à Canaã celestial. A missão mosaica era daqui, ou seja, a Canaã terrena, porém, a missão de Jesus possuía uma vocação celestial. Portanto, uma missão muito superior.

Deus enviou Jesus à Terra como um Mensageiro. Ele veio, entregando a mensagem de Deus para as pessoas. Confessando-o como Apóstolo, queremos dizer que ele representa Deus para nós. Ele é o Apóstolo da nossa confissão, alguém com autoridade na missão de nos conduzir ao destino eterno.

3. Uma mediação superior. “[...] considerai a Jesus Cristo... sumo sacerdote da nossa confissão” (Hb.3:1). Depois de afirmar que Jesus era "o Apóstolo", o autor também diz que Ele é o "Sumo Sacerdote da nossa confissão". Após cumprir a sua missão como Apóstolo de Deus, Jesus voltou ao Céu como o nosso Sumo Sacerdote. Ele veio entregando a mensagem de Deus para as pessoas, e retornou levando as pessoas de volta a Deus. Jesus agora serve como o mediador entre as pessoas e Deus (1Tm.2:5). Portanto, a mediação de Jesus é em tudo superior ao sistema mosaico e levítico. Cristo é o mediador da nossa confissão. Ao confessá-lo como Sumo Sacerdote, dizemos que ele nos representa diante de Deus.

É somente através de Jesus Cristo que podemos aproximar-nos de Deus (Hb.7:25), confiando na sua morte expiatória para nos remir dos nossos pecados, e orando com fé, pedindo forças e misericórdia divinas para nos ajudar em todas as nossas necessidades. Não dedemos permitir que criatura alguma usurpe o lugar de Cristo em nossa vida, dirigindo-se-lhe orações. Por que? “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1Tm.2:5).

 II. UMA AUTORIDADE SUPERIOR

“Hebreus destaca o Senhor Jesus como o construtor da Nova Aliança; o Filho amado de Deus; o ministro excelente da Igreja de Deus”.

1. Construtor, não apenas administrador. “Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa” (Hb.3:2). Há um aspecto no qual Cristo era reconhecidamente similar a Moisés. Ele foi fiel a Deus, assim como também o era Moisés em toda a casa de Deus. A casa, aqui, não significa apenas o tabernáculo, mas também toda a esfera onde Moisés representou os interesses de Deus; essa casa é Israel, o povo de Deus no Antigo Testamento. Mas aí acaba a semelhança. Em todos os outros aspectos, há uma superioridade indiscutível:

- Primeiro, o Senhor Jesus era o Construtor da casa de Deus. O Senhor Jesus é digno de tanto maior glória do que Moisés, assim como o construtor de uma casa tem mais honra do que a própria casa. O Senhor Jesus era o construtor da casa de Deus, Moisés era apenas parte da casa.

- Segundo, Jesus é superior porque é Deus – “Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou” (Hb.3:3). Toda casa deve ter um construtor. Aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus. De João 1:3, Colossenses 1:16 e Hebreus 1:2,10, sabemos que o Senhor Jesus foi agente ativo na criação. A conclusão é inevitável: Jesus Cristo é Deus.

- Terceiro, Jesus Cristo é superior como Filho. Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo (Nm.12:7), apontando aos homens o Messias que viria. Ele era testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas, isto é, as boas-novas da salvação em Cristo. Foi por isso que Jesus disse uma vez: “Porque, se, de fato crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito” (João 5:46). Em seu discurso aos discípulos no caminho de Emaús, Jesus “começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc.24:27).

2. O perigo de ver, mas não crer. "[...] E viram, por quarenta anos, as minhas obras"(Hb.3:9). Os destinatários da Epístola aos Hebreus conheciam bem a história de Israel. A geração que deixou o Egito tinha testemunhado milagres espantosos, contudo tinha perdido a fé em Deus. Eles estavam prestes a entrar na Terra prometida, mas ficaram com medo do relatório dos espias, que falava de cidades muradas e homens gigantes. Naquele ponto, eles rebelaram-se, endurecendo os seus corações, recusando-se a confiar que Deus os ajudaria a tomar a terra que Ele lhes havia prometido (Nm.13:26-14:38). A incredulidade deles os impediu de receber as recompensas e bênçãos que Deus tinha para eles. Embora Deus os tivesse resgatado miraculosamente do Egito e tivesse demonstrado o poder e o cuidado que Ele dedica ao seu povo, esse povo desobedeceu a Deus. Não somente naquele momento, mas durante todos os quarenta anos de peregrinação no deserto, o povo constantemente testava a paciência de Deus. Ele continuava a operar milagres em favor deles; eles continuavam a endurecer os seus corações contra Ele.

Os destinatários originais da Epístola aos Hebreus estavam prestes a abandonar a Cristo e retornar ao judaísmo. O texto de Hb.3:9 os lembrava das consequências de endurecer os seus corações contra Deus, usando o exemplo de seus ancestrais. Esperava-se que estes cristãos aprendessem com os erros de seus antepassados. Os crentes são advertidos: “Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação” (Hb.3:15). Corações endurecidos pode ser o resultado da desobediência, da rebelião, da falta de confiança, da negligencia em relação à adoração, da recusa a se sujeitar, e da ingratidão pelo que Deus tem feito por nós.

3. O perigo de começar, mas não terminar. “Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos. Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso” (Hb.3:10,11).

Neste texto o autor mostra o perigo de começar bem, mas não chegar; de andar, mas se desviar. O povo de Israel havia começado bem, mas terminado mal. Milhares não entraram no repouso do Senhor. É bom saber que Deus não ignora o pecado; o Senhor age contra Israel e o pune. Deus indignou-se porque Israel sempre errava em seu coração. O povo continuamente se desviava de Deus em suas atitudes, pensamentos e crenças. Se os corações do povo tivessem honrado a Deus, eles teriam confiado em Deus e entrado na Terra Prometida. Mas a sua rebelião levou ao castigo. Os israelitas perderam a chance de entrar na Terra Prometida quando Deus disse: “Não entrarão no meu repouso”.

Para o povo de Israel, o repouso era a Terra Prometida. Para nós cristãos, o repouso significa a nossa futura vida eterna com Cristo (Hb.4:8-11). Infelizmente, muitos cristãos começaram bem, mas correm o risco de caírem e perderem a fé. Precisamos aprender com o poro de Israel, no passado. Deus exige de nós fé e fidelidade. O Espírito Santo nos adverte que Deus não continuará a insistir conosco indefinitivamente se endurecermos os nossos corações por rebeldia. Existe um ponto do qual não há retorno (Hb.3:10). Deus adverte claramente em Provérbios 29:1 “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura”. Pense nisso!

III. UM DISCURSO SUPERIOR

1. O perigo de ouvir, mas não atender. “Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto, onde vossos pais me tentaram, me provaram e viram, por quarenta anos, as minhas obras. Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos. Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso” (Hb.3:7-11).

Aqui, o autor insere uma severa advertência contra o endurecer do coração. Esse fenômeno aconteceu com Israel no deserto e poderá acontecer de novo. Seguindo a redação da Septuaginta (tradução grega da Bíblia Hebraica), o autor cita o Salmo 95:7-11. Assim, o Espírito Santo ainda fala por meio deste salmo, como fez quando o inspirou pela primeira vez: “hoje, se ouvires a sua voz”. Mas, há o grande perigo de ouvir e não atender, como aconteceu com o povo de Deus no Antigo Testamento, e era isto que o autor de Hebreus estava querendo alertar os destinatários da Epístola.

Toda vez que Deus fala, devemos estar prontos para ouvi-lo. Duvidar de sua Palavra é chamá-lo de mentiroso e, consequentemente, enfrentar sua ira.

Com Israel, no deserto, houve um deprimente registro de reclamações, cobiça, idolatria, descrença e rebelião. Em Refidim, por exemplo, o povo se queixou da falta de água e duvidou da presença de Deus em seu meio (Ex.17:1-17). No deserto de Parã, quando os espias descrentes retornaram com um relato pernicioso de desanimo e dúvidas (Nm.13:25-29), o povo decidiu que deveria voltar para o Egito, o país de sua escravidão (Nm.14:4). Deus ficou tão indignado que decretou que o povo deveria vagar quarenta anos pelo deserto (Nm.14:33,34). Dentre todos os soldados que saíram do Egito, de vinte anos para cima, apenas dois entrariam na terra de Canaã: Josué e Calebe (Nm.14:28-30). É significativo que assim como Israel passou quarenta anos no deserto, o Espirito Santo lidou com a nação de Israel por cerca de quarenta anos após a morte de Cristo. A nação endureceu seu coração contra a mensagem de Cristo. Consequentemente, em 70 d.C., Jerusalém foi destruída, e o povo espalhado entre as nações gentias.

- “Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos. Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso”(Hb.3:10). O grande desagrado de Deus com Israel no deserto trouxe este anúncio severo. Deus acusou Israel de eterna propensão a se afastar dele e de ignorância voluntária de seus caminhos. Em sua ira, ele jurou que não entrariam em seu descanso, ou seja, na terra de Canaã.

Hoje, milhares de cristãos passam por uma perigosa onda de indisciplina. Por isso, eles correm o grande perigo de ouvir, mas não atender ao apelo; o perigo de ver, mas não crer na revelação; o perigo de começar, mas não terminar a jornada.

A voz de Deus, nos dias de hoje, ainda é bastante audível, e essencial, dirigida ao povo da nova Aliança: “se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração”. É um apelo que Deus faz ao seu povo, porque muitas vezes demonstra ser tardio para ouvir. A advertência é clara: “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (Hb.3:12,13).

3. Um coração mau e infiel. Outra advertência é dada pelo Espírito Santo através do escritor da Epístola aos Hebreus, para que neles não houvesse um coração mau e infiel, que viesse afastá-los do Deus vivo:

Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo” (Hb.3:12).

O verbo afastar, no texto, é “apostenai” (gr.), palavra que dá origem ao termo apostasia. No versículo seguinte vem um conselho divino:

Antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (Hb.3:13).

Muitos, por falta de orientação e advertência/exortação, endurecem o coração para Deus, desviam-se e até negam a fé, aceitando falsas doutrinas e envolvendo-se em práticas extra-bíblicas, semelhantes às do espiritismo, incluindo “regressão espiritual” e outras invencionices [LBM. 3º trimestre_2001].

4. Como nos tornamos participantes de Cristo – “Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim” (Hb.3:14). O texto nos mostra como nos tornamos participantes de Cristo: “se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até o fim”. Essa afirmação é corroborada pelo que Jesus asseverou: “..., mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt.10:22). A pessoa só alcança a salvação plena quando aceita a Cristo como Salvador e permanece em santidade, até a “redenção do nosso corpo” (Rm.8:23b). Se por um lado é difícil iniciar a carreira cristã, mais difícil ainda é continuar e terminá-la. Porém, todas as promessas futuras na eternidade estão reservadas para os vencedores, os que completam a carreira, como diz o apóstolo Paulo em 2Tm.4:7 [LBM. 3º trimestre_2001].

CONCLUSÃO

“A superioridade de Jesus em relação a Moisés é incontestável. Moisés era homem imperfeito e falho, mesmo tendo de Deus uma missão tão grande. Jesus, nosso Salvador, mesmo na condição humana, em face de sua missão salvífica, “em tudo foi tentado, mas sem pecado”. Nós, cristãos, precisamos honrar a Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote da nossa confissão” [LBM. 3º trimestre_2001].

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 73. CPAD.
Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 2018





LIÇÕES BÍBLICAS - 1° TRIMESTRE DE 2018


No 1º Trimestre letivo de 2018, estudaremos, através das Lições Bíblicas da CPAD, sobre o tema: “A Supremacia de Cristo – Fé, Esperança e Ânimo na Carta aos Hebreus”. As lições serão comentadas pelo Pr. José Gonçalves, e estão distribuídas sob os seguintes temas:

Lição 1 - A Carta aos Hebreus e a Excelência de Cristo.

Lição 2 - Uma Salvação Grandiosa.

Lição 3 - A Superioridade de Jesus em relação a Moisés.

Lição 4 - Jesus é Superior a Josué - O meio de entrar no Repouso de Deus.

Lição 5 - Cristo é Superior a Arão e à Ordem Levítica.

Lição 6 - Perseverança e Fé em Tempo de Apostasia.

Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior.

Lição 8 - Uma Aliança Superior.

Lição 9 - Contrastes na Adoração da Antiga e Nova Aliança.

Lição 10 - Dádiva, Privilégios e Responsabilidades na Nova Aliança.

Lição 11 - Os Gigantes da Fé e o seu Legado para a Igreja.

Lição 12 - Exortações Finais na Grande Maratona da Fé.

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A Epístola aos Hebreus enfoca, entre outros assuntos importantes, “A Supremacia de Cristo”. Hebreus compara Jesus Cristo com o Antigo Pacto, e o apresenta como o cumprimento de todas as promessas messiânicas. Tal comparação visa demonstrar a supremacia de Cristo sobre tudo quanto o Antigo Testamento tem a oferecer. O tema que percorre a Epístola do princípio ao fim é: “Jesus Cristo é superior a....”. Sua superioridade é destacada de forma magistral: excede a Moisés, Josué, Arão, Melquisedeque, os profetas e os anjos. Ele é descrito como o Criador de todas as coisas, resplendor da glória e imagem de Deus; Aquele que tudo sustém com o seu poder, que nos purificou de todo o pecado e está assentado à destra de Deus. Ademais disso, a mensagem de Hebreus é que Jesus é o melhor, supremo e suficiente Salvador.

A Epístola aos Hebreus é singular no Novo Testamento por muitas razões. Ela é claramente endereçada à Itália ou escrita lá (Hb.13:24) para um grupo específico, provavelmente cristãos hebreus. Se a Itália é o destino desta Epístola, a perseguição sangrenta de Nero (64 d.C.) faz ela retroceder para, o mais tardar, meados de 64. É bastante provável que Hebreus tenha sido escrita entre 63 e 65 d.C.  Presume-se que originalmente Hebreus se dirigia a uma pequena igreja que se reunia numa casa e, portanto, não tinha vínculo com uma congregação grande e famosa que mantivesse viva a tradição de sua origem e destino.

Na seção doutrinária de Hb.1:4-10:18, o autor mostra como Jesus é superior aos anjos (Hb.1:4-2:18), aos líderes religiosos (Hb.3:1-4:13) e sacerdotes (Hb.4:14-7:28). O autor exorta aos seus destinatários a apegarem-se à sua nova fé, a encorajarem-se uns aos outros e aguardarem ansiosamente a volta de Cristo (Hb.10:19-25). São advertidos das consequências de rejeitar o sacrifício de Cristo (Hb.10:26-31) e lembrados das recompensas da fidelidade (Hb.10:32-39).

O autor explica como viver pela fé, citando exemplos de homens e mulheres fiéis na história de Israel (Hb.11:1-40), encorajando-os e exortando-os quanto ao cotidiano cristão (Hb.12:1-17). O autor conclui com exortações morais (Hb.13:1-17), um pedido de oração (Hb.13:18,19), uma bênção e saudações (Hb.13:20-25).

De modo geral, Hebreus trata da fantástica batalha que ocorre ao se trocar um sistema religioso por outro. Há a violenta ruptura dos antigos laços, os estresses e as tensões do afastamento e as enormes pressões exercidas sobre o renegado para voltar.

A Epístola foi escrita para o povo de origem judaica. Esses hebreus tinham ouvido o evangelho pregado pelos apóstolos e os outros durante a primeira fase da Igreja e tinham visto os poderosos milagres do Espírito Santo que confirmavam a mensagem. Eles tinham respondido às boas-novas de uma das três maneiras:

Ø  Alguns creram no Senhor Jesus e foram genuinamente convertidos.

Ø  Ouros professaram que se tornaram cristãos, foram batizados e assumiram seus postos nas igrejas locais. Contudo, nunca nasceram de novo pelo Espírito Santo de Deus.

Ø  Outros ainda, indiferentes, rejeitaram a mensagem da salvação.

Esta Epístola trata dos dois primeiros casos: os hebreus verdadeiramente salvos e os que nada tinham além de uma fachada de cristianismo. Quando um judeu deixava a fé de seus antepassados, era visto como vira-casaca e um apóstata, e muitas vezes era punido com uma ou mais das penas seguintes:

·        Privação do direito de herança pela família.

·        Excomunhão da congregação de Israel.

·        Perda de emprego.

·        Perda de bens.

·        Tormento mental e tortura física.

·        Ridicularização pública.

·        Prisão.

·        Martírio.

É evidente que sempre havia uma rota de fuga. Se esse judeu renunciasse a Cristo e voltasse ao judaísmo, seria poupado de novas perseguições. Como se lê nas entrelinhas desta Epístola, podemos detectar alguns fortes argumentos usados para persuadi-lo a retornar à antiga fé:

·        O rico patrimônio dos profetas.

·        O proeminente ministério dos anjos na história do antigo povo de Deus.

·        A associação com Moisés, o ilustre legislador.

·        Laços nacionais com Josué, o brilhante comandante militar.

·        A glória do sacerdócio de Arão.

·        O sagrado santuário que Deus escolheu para nele habitar entre seu povo.

·        A aliança da lei concedida por Deus por meio de Moisés.

·        Os utensílios divinamente escolhidos no santuário e o magnífico véu.

·        Os serviços no santuário, especialmente o ritual do grande dia da Expiação (Yom Kippur, o mais importante dia do calendário judaico).

Podemos praticamente ouvir os judeus do século I apresentando todas essas glórias de sua antiga e ritualística religião e depois perguntando com desdém: "O que vocês, cristãos, têm? Nós temos tudo isso. O que vocês têm? Nada senão uma simples sala, uma mesa e pão e vinho sobre a mesa! Vocês querem dizer que deixaram tudo aquilo por isso?".

A Epístola aos Hebreus é realmente uma resposta à pergunta: "O que vocês têm?". Em uma palavra, a resposta é Cristo. Em Cristo, temos:

·        Aquele que é maior do que os profetas.

·        Aquele que é maior do que os anjos.

·        Aquele que é maior do que Moisés.

·        Aquele que é maior do que Josué.

·        Aquele cujo sacerdócio é superior ao de Arão.

·        Aquele que serve em melhor santuário.

·        Aquele que apresentou melhor aliança.

·        Aquele cuja oferta de si, feita uma vez por todas, é superior aos repetidos sacrifícios de bois e cabritos.

Assim como as estrelas perdem o brilho diante da glória maior do sol, também os tipos e a intangibilidade do judaísmo tornam-se insignificantes diante da glória superior da pessoa e da obra de Jesus.

Havia ainda o problema da perseguição. Os que professavam ser seguidores do Senhor Jesus enfrentavam oposição amarga e fanática. Para os verdadeiros cristãos, isso poderia conduzir ao desalento e desespero. Eles, portanto, precisavam ser encorajados a ter fé nas promessas de Deus, precisavam de perseverança em vista do futuro galardão.

Para os que eram apenas cristãos nominais, havia o perigo da apostasia. Após professar ter recebido Cristo, eles poderiam renunciar a ele completamente e retornar à religião ritualística. Isso era tão ruim quanto pisotear o Filho de Deus, profanando seu sangue e insultando o Espírito Santo. Para esse pecado intencional, não havia arrependimento ou perdão. Contra esse pecado, há repetidas advertências:

·    Em Hb.2:1, ele é descrito como desviar-se da mensagem de Cristo.

·    Em Hb.3:7-19, é o pecado da provocação, ou de endurecer o coração.

·    Em Hb.6:6, é o cair ou cometer apostasia.

·    Em Hb.10:25, é deixar de congregar-se.

·    Em Hb.10:26, é o pecado deliberado ou voluntário.

·    Em Hb.12:16, é mencionada a venda do direito de primogenitura por uma simples refeição.

·    Em Hb.12:25, é chamado recusa em ouvir aquele que está falando do céu.

Mas todas essas advertências referem-se aos diferentes aspectos do mesmo pecado: a apostasia.

A mensagem de Hebreus, portanto, é oportuna hoje como foi no primeiro século da Igreja. Precisamos ser constantemente lembrados dos privilégios e das bênçãos eternas que são nossas em Cristo. Necessitamos de coragem para perseverar, apesar da oposição e das dificuldades. E todos os que professam ser cristãos precisam ser alertados contra o retorno à religião de cerimoniais depois de ter provado e visto que o Senhor é Bom.

A mensagem de Hebreus foi importante para os judeus cristãos, e também é importante para nós hoje. À semelhança deles, precisamos perceber que Cristo é o nosso grande Sumo Sacerdote, Aquele para quem apontavam todo o rito e cerimoniais do judaísmo.

Independentemente do que você esteja considerando como enfoque mais importante na vida, saiba que Cristo é superior a tudo no universo. Ele é a revelação perfeita de Deus, o sacrifício final e completo pelo pecado, o mediador compassivo e compreensivo, e o único caminho para a vida eterna.

Que, neste trimestre, tenhamos plena  compreensão da realidade que a Epístola aos Hebreus nos transmite, e que possamos enxergar sem nenhum bloqueio a supremacia de Cristo, a história e a vida sob a perspectiva de Deus.

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Ev. Luciano de Paula Lourenço

FONTE : http://luloure.blogspot.com.br/

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

PROTESTOS NO IRÃ


Saiba o que está por trás dos protestos no Irã

Manifestantes pedem que governo iraniano pare de financiar o terrorismo mundial

Nos últimos dias de 2017, milhares de pessoas começaram a tomar as ruas de cidade iranianas para pedir melhores condições de vida. O primeiro deles foi na cidade de Mashhad, um dos lugares mais sagrados do islã xiita, e acabou se espalhando por todo o território. A mídia inicialmente divulgou que eram atos contra o aumento do desemprego e da inflação, mas as filmagens que circulam na internet mostram que a população está exigindo não apenas reformas políticas mas sim uma mudança de regime.
Os protestos cresceram e se espalharam pelo Irã, principalmente em cidades como Teerã, Kermanshah , Shiraz , Rasht , Qom , Hamedan , Ahvaz , Isfahan , Zahedan, Qazvin e Sari. O governo está respondendo com violência, havendo o registro da morte de pelo menos 13 pessoas, enquanto centenas de manifestantes foram presos.
Para alguns analistas, como o Dr. Majid Rafizadeh, do Gatestone Institute, o regime islâmico está passando por um verdadeiro “terremoto político”. Soldados da Guarda Revolucionária, forças leais ao governo entraram em ação. Apesar da força brutal que está sendo utilizada para acabar com essas manifestações pacíficas, os iranianos estão enchendo as ruas para desafiar o regime dos aiatolás, mostrando querer o fim da ditadura islâmica
A escala desses protestos é algo sem precedentes desde que formou-se a República Islâmica do Irã, após a revolução religiosa de 1979, quando um regime teocrático foi estabelecido no país. Em 2009, durante uma revolta popular chamada de “Movimento Verde”, as pessoas protestavam contra as eleições fraudulentas e a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, mas o governo rapidamente silenciou os manifestantes.
No regime iraniano, acima do presidente Hassan Rohani está o “líder supremo”, aiatolá Ali Hosseini Khamenei. Por isso, chamou a atenção do mundo que os iranianos estão arriscando suas vidas ao bradar “Morte a Khamenei”, um crime gravíssimo segundo com o clero islâmico. De acordo com a lei sharia em vigor, punível com a morte.
As pessoas estão repetindo palavras de ordem como “Morte a Rohani”, “Que vergonha Khamenei, desista do poder”, “Morte ao Ditador” e “Morte à República Islâmica”. Os manifestantes também estão arrancando os pôsteres que ficam espalhados pelas cidades com os rostos dos líderes supremos do Irã, Khomeini (líder da revolução de 79) e do atual.
Na teocracia islâmica do Irã, de maioria xiita, muito dinheiro foi investido para patrocinar grupos terroristas em diferentes partes do mundo, como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas. Ademais, exerceu grande influência nas guerras da Síria e do Iêmen, onde lutou ao lado de soldados russos.
Os iranianos estão fartos de ver tanto dinheiro investido na promoção de guerras e não no bem-estar da população. Portanto, não surpreende que algumas das palavras de ordem mais ouvidas em todo o país são: “Esqueça a Palestina, esqueça Gaza, pense em nós”, “Morte ao Hezbollah”, “O povo vive como mendigos/Khamenei vive como um deus” e “Deixe a Síria para lá, pense em nós “.
Após anos sendo ensinados a acalentar o ódio pelo Ocidente e a fazer protestos raivosos, onde bradavam “Morte aos Estado Unidos” ​​e “Morte à Israel”, a população iraniana parece disposta a encarnar o proverbio “o feitiço virou contra o feiticeiro”.
Também é sintomático que o símbolo desses protestos é uma jovem (que nunca teve o nome revelado) usando um véu islâmico amarrado a um cabo, simulando uma bandeira branca de paz. Muitas estão repetindo o gesto. Ao que consta, ela foi presa desde que imagem viralizou, pois é crime no Irã uma mulher andar na rua com a cabeça descoberta.  Vídeos divulgados nas redes sociais mostram que uma escola corânica foi queimada ontem.  Fica muito claro que existe uma grande insatisfação com a imposição sistemática da leis sharia sobre a população, embora seja cedo para se dizer que o regime cairá.

Culpa dos EUA e Israel?

Segundo observadores internacionais, há muitos indicativos que os protestos no Irã continuarão a crescer nos próximos dias. Ontem, a TV estatal informou, sem dar maiores detalhes, que “Manifestantes armados tentaram assumir estações de polícia e bases militares, mas enfrentaram séria resistência das forças de segurança”.
Como medida emergencial, o Irã bloqueou o acesso ao Instagram e aplicativo de mensagens Telegram, muito popular no país, que seriam usados pelos ativistas para se organizarem. As autoridades do país onde não há liberdade de imprensa acusam grupos “contrarrevolucionários” estrangeiros de recorrer às redes sociais para convocar a população a ir às ruas e a usar coquetéis molotov e armas de fogo.
O presidente Donald Trump usou suas redes sociais para manifestar seu apoio “ao povo iraniano”, dizer “o mundo está observando a situação” e pedir que a comunidade internacional apoie os manifestantes “que lutam contra a corrupção e contra a violação de direitos humanos”. O Departamento de Estado dos EUA emitiu uma crítica forte ao regime iraniano numa declaração na sexta-feira, dizendo que os líderes do país “transformaram um país rico com uma rica história e cultura num Estado ladino e economicamente esgotado cujas principais exportações são a violência, o derramamento de sangue e o caos.”
O presidente Rouhani parece perdido. Primeiramente, disse que os protestos foram incentivados pela Arábia Saudita, país que vive um clima de guerra fria com o Irã por cauda dos conflitos no Iêmen. Depois, reclamou que os Estados Unidos e Israel estavam tentando desestabilizar o país.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gravou um vídeo rebatendo acusações de que seu país estaria envolvido de alguma forma. “Ouvi a declaração do presidente Rouhani de que Israel está por trás dos protestos no Irã. Isso não é apenas falso. É risível”.
O premiê também criticou a União Europeia que colaborou muito, juntamente com o governo Obama, para que o Irã chegasse a essa situação: “Infelizmente, muitos governos europeus observam em silêncio enquanto os heroicos iranianos são espancados nas ruas”.
Com informações das Agências, Gatestone e IranWire
FONTE: https://noticias.gospelprime.com.br/saiba-o-que-esta-por-tras-dos-protestos-no-ira/