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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 2018





LIÇÕES BÍBLICAS - 1° TRIMESTRE DE 2018


No 1º Trimestre letivo de 2018, estudaremos, através das Lições Bíblicas da CPAD, sobre o tema: “A Supremacia de Cristo – Fé, Esperança e Ânimo na Carta aos Hebreus”. As lições serão comentadas pelo Pr. José Gonçalves, e estão distribuídas sob os seguintes temas:

Lição 1 - A Carta aos Hebreus e a Excelência de Cristo.

Lição 2 - Uma Salvação Grandiosa.

Lição 3 - A Superioridade de Jesus em relação a Moisés.

Lição 4 - Jesus é Superior a Josué - O meio de entrar no Repouso de Deus.

Lição 5 - Cristo é Superior a Arão e à Ordem Levítica.

Lição 6 - Perseverança e Fé em Tempo de Apostasia.

Lição 7 - Jesus - Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior.

Lição 8 - Uma Aliança Superior.

Lição 9 - Contrastes na Adoração da Antiga e Nova Aliança.

Lição 10 - Dádiva, Privilégios e Responsabilidades na Nova Aliança.

Lição 11 - Os Gigantes da Fé e o seu Legado para a Igreja.

Lição 12 - Exortações Finais na Grande Maratona da Fé.

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A Epístola aos Hebreus enfoca, entre outros assuntos importantes, “A Supremacia de Cristo”. Hebreus compara Jesus Cristo com o Antigo Pacto, e o apresenta como o cumprimento de todas as promessas messiânicas. Tal comparação visa demonstrar a supremacia de Cristo sobre tudo quanto o Antigo Testamento tem a oferecer. O tema que percorre a Epístola do princípio ao fim é: “Jesus Cristo é superior a....”. Sua superioridade é destacada de forma magistral: excede a Moisés, Josué, Arão, Melquisedeque, os profetas e os anjos. Ele é descrito como o Criador de todas as coisas, resplendor da glória e imagem de Deus; Aquele que tudo sustém com o seu poder, que nos purificou de todo o pecado e está assentado à destra de Deus. Ademais disso, a mensagem de Hebreus é que Jesus é o melhor, supremo e suficiente Salvador.

A Epístola aos Hebreus é singular no Novo Testamento por muitas razões. Ela é claramente endereçada à Itália ou escrita lá (Hb.13:24) para um grupo específico, provavelmente cristãos hebreus. Se a Itália é o destino desta Epístola, a perseguição sangrenta de Nero (64 d.C.) faz ela retroceder para, o mais tardar, meados de 64. É bastante provável que Hebreus tenha sido escrita entre 63 e 65 d.C.  Presume-se que originalmente Hebreus se dirigia a uma pequena igreja que se reunia numa casa e, portanto, não tinha vínculo com uma congregação grande e famosa que mantivesse viva a tradição de sua origem e destino.

Na seção doutrinária de Hb.1:4-10:18, o autor mostra como Jesus é superior aos anjos (Hb.1:4-2:18), aos líderes religiosos (Hb.3:1-4:13) e sacerdotes (Hb.4:14-7:28). O autor exorta aos seus destinatários a apegarem-se à sua nova fé, a encorajarem-se uns aos outros e aguardarem ansiosamente a volta de Cristo (Hb.10:19-25). São advertidos das consequências de rejeitar o sacrifício de Cristo (Hb.10:26-31) e lembrados das recompensas da fidelidade (Hb.10:32-39).

O autor explica como viver pela fé, citando exemplos de homens e mulheres fiéis na história de Israel (Hb.11:1-40), encorajando-os e exortando-os quanto ao cotidiano cristão (Hb.12:1-17). O autor conclui com exortações morais (Hb.13:1-17), um pedido de oração (Hb.13:18,19), uma bênção e saudações (Hb.13:20-25).

De modo geral, Hebreus trata da fantástica batalha que ocorre ao se trocar um sistema religioso por outro. Há a violenta ruptura dos antigos laços, os estresses e as tensões do afastamento e as enormes pressões exercidas sobre o renegado para voltar.

A Epístola foi escrita para o povo de origem judaica. Esses hebreus tinham ouvido o evangelho pregado pelos apóstolos e os outros durante a primeira fase da Igreja e tinham visto os poderosos milagres do Espírito Santo que confirmavam a mensagem. Eles tinham respondido às boas-novas de uma das três maneiras:

Ø  Alguns creram no Senhor Jesus e foram genuinamente convertidos.

Ø  Ouros professaram que se tornaram cristãos, foram batizados e assumiram seus postos nas igrejas locais. Contudo, nunca nasceram de novo pelo Espírito Santo de Deus.

Ø  Outros ainda, indiferentes, rejeitaram a mensagem da salvação.

Esta Epístola trata dos dois primeiros casos: os hebreus verdadeiramente salvos e os que nada tinham além de uma fachada de cristianismo. Quando um judeu deixava a fé de seus antepassados, era visto como vira-casaca e um apóstata, e muitas vezes era punido com uma ou mais das penas seguintes:

·        Privação do direito de herança pela família.

·        Excomunhão da congregação de Israel.

·        Perda de emprego.

·        Perda de bens.

·        Tormento mental e tortura física.

·        Ridicularização pública.

·        Prisão.

·        Martírio.

É evidente que sempre havia uma rota de fuga. Se esse judeu renunciasse a Cristo e voltasse ao judaísmo, seria poupado de novas perseguições. Como se lê nas entrelinhas desta Epístola, podemos detectar alguns fortes argumentos usados para persuadi-lo a retornar à antiga fé:

·        O rico patrimônio dos profetas.

·        O proeminente ministério dos anjos na história do antigo povo de Deus.

·        A associação com Moisés, o ilustre legislador.

·        Laços nacionais com Josué, o brilhante comandante militar.

·        A glória do sacerdócio de Arão.

·        O sagrado santuário que Deus escolheu para nele habitar entre seu povo.

·        A aliança da lei concedida por Deus por meio de Moisés.

·        Os utensílios divinamente escolhidos no santuário e o magnífico véu.

·        Os serviços no santuário, especialmente o ritual do grande dia da Expiação (Yom Kippur, o mais importante dia do calendário judaico).

Podemos praticamente ouvir os judeus do século I apresentando todas essas glórias de sua antiga e ritualística religião e depois perguntando com desdém: "O que vocês, cristãos, têm? Nós temos tudo isso. O que vocês têm? Nada senão uma simples sala, uma mesa e pão e vinho sobre a mesa! Vocês querem dizer que deixaram tudo aquilo por isso?".

A Epístola aos Hebreus é realmente uma resposta à pergunta: "O que vocês têm?". Em uma palavra, a resposta é Cristo. Em Cristo, temos:

·        Aquele que é maior do que os profetas.

·        Aquele que é maior do que os anjos.

·        Aquele que é maior do que Moisés.

·        Aquele que é maior do que Josué.

·        Aquele cujo sacerdócio é superior ao de Arão.

·        Aquele que serve em melhor santuário.

·        Aquele que apresentou melhor aliança.

·        Aquele cuja oferta de si, feita uma vez por todas, é superior aos repetidos sacrifícios de bois e cabritos.

Assim como as estrelas perdem o brilho diante da glória maior do sol, também os tipos e a intangibilidade do judaísmo tornam-se insignificantes diante da glória superior da pessoa e da obra de Jesus.

Havia ainda o problema da perseguição. Os que professavam ser seguidores do Senhor Jesus enfrentavam oposição amarga e fanática. Para os verdadeiros cristãos, isso poderia conduzir ao desalento e desespero. Eles, portanto, precisavam ser encorajados a ter fé nas promessas de Deus, precisavam de perseverança em vista do futuro galardão.

Para os que eram apenas cristãos nominais, havia o perigo da apostasia. Após professar ter recebido Cristo, eles poderiam renunciar a ele completamente e retornar à religião ritualística. Isso era tão ruim quanto pisotear o Filho de Deus, profanando seu sangue e insultando o Espírito Santo. Para esse pecado intencional, não havia arrependimento ou perdão. Contra esse pecado, há repetidas advertências:

·    Em Hb.2:1, ele é descrito como desviar-se da mensagem de Cristo.

·    Em Hb.3:7-19, é o pecado da provocação, ou de endurecer o coração.

·    Em Hb.6:6, é o cair ou cometer apostasia.

·    Em Hb.10:25, é deixar de congregar-se.

·    Em Hb.10:26, é o pecado deliberado ou voluntário.

·    Em Hb.12:16, é mencionada a venda do direito de primogenitura por uma simples refeição.

·    Em Hb.12:25, é chamado recusa em ouvir aquele que está falando do céu.

Mas todas essas advertências referem-se aos diferentes aspectos do mesmo pecado: a apostasia.

A mensagem de Hebreus, portanto, é oportuna hoje como foi no primeiro século da Igreja. Precisamos ser constantemente lembrados dos privilégios e das bênçãos eternas que são nossas em Cristo. Necessitamos de coragem para perseverar, apesar da oposição e das dificuldades. E todos os que professam ser cristãos precisam ser alertados contra o retorno à religião de cerimoniais depois de ter provado e visto que o Senhor é Bom.

A mensagem de Hebreus foi importante para os judeus cristãos, e também é importante para nós hoje. À semelhança deles, precisamos perceber que Cristo é o nosso grande Sumo Sacerdote, Aquele para quem apontavam todo o rito e cerimoniais do judaísmo.

Independentemente do que você esteja considerando como enfoque mais importante na vida, saiba que Cristo é superior a tudo no universo. Ele é a revelação perfeita de Deus, o sacrifício final e completo pelo pecado, o mediador compassivo e compreensivo, e o único caminho para a vida eterna.

Que, neste trimestre, tenhamos plena  compreensão da realidade que a Epístola aos Hebreus nos transmite, e que possamos enxergar sem nenhum bloqueio a supremacia de Cristo, a história e a vida sob a perspectiva de Deus.

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Ev. Luciano de Paula Lourenço

FONTE : http://luloure.blogspot.com.br/

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

PROTESTOS NO IRÃ


Saiba o que está por trás dos protestos no Irã

Manifestantes pedem que governo iraniano pare de financiar o terrorismo mundial

Nos últimos dias de 2017, milhares de pessoas começaram a tomar as ruas de cidade iranianas para pedir melhores condições de vida. O primeiro deles foi na cidade de Mashhad, um dos lugares mais sagrados do islã xiita, e acabou se espalhando por todo o território. A mídia inicialmente divulgou que eram atos contra o aumento do desemprego e da inflação, mas as filmagens que circulam na internet mostram que a população está exigindo não apenas reformas políticas mas sim uma mudança de regime.
Os protestos cresceram e se espalharam pelo Irã, principalmente em cidades como Teerã, Kermanshah , Shiraz , Rasht , Qom , Hamedan , Ahvaz , Isfahan , Zahedan, Qazvin e Sari. O governo está respondendo com violência, havendo o registro da morte de pelo menos 13 pessoas, enquanto centenas de manifestantes foram presos.
Para alguns analistas, como o Dr. Majid Rafizadeh, do Gatestone Institute, o regime islâmico está passando por um verdadeiro “terremoto político”. Soldados da Guarda Revolucionária, forças leais ao governo entraram em ação. Apesar da força brutal que está sendo utilizada para acabar com essas manifestações pacíficas, os iranianos estão enchendo as ruas para desafiar o regime dos aiatolás, mostrando querer o fim da ditadura islâmica
A escala desses protestos é algo sem precedentes desde que formou-se a República Islâmica do Irã, após a revolução religiosa de 1979, quando um regime teocrático foi estabelecido no país. Em 2009, durante uma revolta popular chamada de “Movimento Verde”, as pessoas protestavam contra as eleições fraudulentas e a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, mas o governo rapidamente silenciou os manifestantes.
No regime iraniano, acima do presidente Hassan Rohani está o “líder supremo”, aiatolá Ali Hosseini Khamenei. Por isso, chamou a atenção do mundo que os iranianos estão arriscando suas vidas ao bradar “Morte a Khamenei”, um crime gravíssimo segundo com o clero islâmico. De acordo com a lei sharia em vigor, punível com a morte.
As pessoas estão repetindo palavras de ordem como “Morte a Rohani”, “Que vergonha Khamenei, desista do poder”, “Morte ao Ditador” e “Morte à República Islâmica”. Os manifestantes também estão arrancando os pôsteres que ficam espalhados pelas cidades com os rostos dos líderes supremos do Irã, Khomeini (líder da revolução de 79) e do atual.
Na teocracia islâmica do Irã, de maioria xiita, muito dinheiro foi investido para patrocinar grupos terroristas em diferentes partes do mundo, como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas. Ademais, exerceu grande influência nas guerras da Síria e do Iêmen, onde lutou ao lado de soldados russos.
Os iranianos estão fartos de ver tanto dinheiro investido na promoção de guerras e não no bem-estar da população. Portanto, não surpreende que algumas das palavras de ordem mais ouvidas em todo o país são: “Esqueça a Palestina, esqueça Gaza, pense em nós”, “Morte ao Hezbollah”, “O povo vive como mendigos/Khamenei vive como um deus” e “Deixe a Síria para lá, pense em nós “.
Após anos sendo ensinados a acalentar o ódio pelo Ocidente e a fazer protestos raivosos, onde bradavam “Morte aos Estado Unidos” ​​e “Morte à Israel”, a população iraniana parece disposta a encarnar o proverbio “o feitiço virou contra o feiticeiro”.
Também é sintomático que o símbolo desses protestos é uma jovem (que nunca teve o nome revelado) usando um véu islâmico amarrado a um cabo, simulando uma bandeira branca de paz. Muitas estão repetindo o gesto. Ao que consta, ela foi presa desde que imagem viralizou, pois é crime no Irã uma mulher andar na rua com a cabeça descoberta.  Vídeos divulgados nas redes sociais mostram que uma escola corânica foi queimada ontem.  Fica muito claro que existe uma grande insatisfação com a imposição sistemática da leis sharia sobre a população, embora seja cedo para se dizer que o regime cairá.

Culpa dos EUA e Israel?

Segundo observadores internacionais, há muitos indicativos que os protestos no Irã continuarão a crescer nos próximos dias. Ontem, a TV estatal informou, sem dar maiores detalhes, que “Manifestantes armados tentaram assumir estações de polícia e bases militares, mas enfrentaram séria resistência das forças de segurança”.
Como medida emergencial, o Irã bloqueou o acesso ao Instagram e aplicativo de mensagens Telegram, muito popular no país, que seriam usados pelos ativistas para se organizarem. As autoridades do país onde não há liberdade de imprensa acusam grupos “contrarrevolucionários” estrangeiros de recorrer às redes sociais para convocar a população a ir às ruas e a usar coquetéis molotov e armas de fogo.
O presidente Donald Trump usou suas redes sociais para manifestar seu apoio “ao povo iraniano”, dizer “o mundo está observando a situação” e pedir que a comunidade internacional apoie os manifestantes “que lutam contra a corrupção e contra a violação de direitos humanos”. O Departamento de Estado dos EUA emitiu uma crítica forte ao regime iraniano numa declaração na sexta-feira, dizendo que os líderes do país “transformaram um país rico com uma rica história e cultura num Estado ladino e economicamente esgotado cujas principais exportações são a violência, o derramamento de sangue e o caos.”
O presidente Rouhani parece perdido. Primeiramente, disse que os protestos foram incentivados pela Arábia Saudita, país que vive um clima de guerra fria com o Irã por cauda dos conflitos no Iêmen. Depois, reclamou que os Estados Unidos e Israel estavam tentando desestabilizar o país.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gravou um vídeo rebatendo acusações de que seu país estaria envolvido de alguma forma. “Ouvi a declaração do presidente Rouhani de que Israel está por trás dos protestos no Irã. Isso não é apenas falso. É risível”.
O premiê também criticou a União Europeia que colaborou muito, juntamente com o governo Obama, para que o Irã chegasse a essa situação: “Infelizmente, muitos governos europeus observam em silêncio enquanto os heroicos iranianos são espancados nas ruas”.
Com informações das Agências, Gatestone e IranWire
FONTE: https://noticias.gospelprime.com.br/saiba-o-que-esta-por-tras-dos-protestos-no-ira/

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

INAUGURADA SEDE DA CADB


Sede da CADB foi inaugurada em 

templo histórico da Assembleia de Deus; 

Mais pastores se desligam da CGADB                                        



A sede da Convenção da Assembleia de Deus no Brasil (CADB) foi inaugurada em uma solenidade com a participação do pastor Samuel Ferreira, e o evento foi acompanhado do anúncio da desfiliação de outros importantes líderes da denominação da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).
A cerimônia de inauguração da sede da CADB na Igreja do Campo de São Cristóvão – um templo histórico para a denominação já que é o local de fundação da primeira congregação no Rio de Janeiro – contou com a presença de pastores que se associaram à nova entidade congregacional.
“Nós estamos entrando aqui para confirmar o destino de Deus nesse lugar”, disse Samuel Câmara. O local foi reformado em 45 dias, como forma de resgatar a importância histórica do edifício para a denominação.
A compra do espaço foi feita por R$ 5 milhões divididos em parcelas de R$ 80 mil mensais, que serão custeadas, inicialmente, pelos pastores associados à CADB, já que a entidade ainda não possui fluxo de caixa por ter sido fundada recentemente. “Tudo o que está aqui foi construído há menos de 45 dias, que foi quando Deus concebeu a ideia. Aqui está o trabalho de voluntários e da equipe do Rio de Janeiro”, explicou Câmara.
O edíficio seda da CADB funcionará, também, como Centro de Convenções da Assembleia de Deus e Centro de Formação e Treinamento Pastoral e abrigará uma extensão do Museu Histórico Nacional da Assembleia de Deus.

Novas adesões

Os pastores Ivan Bastos e Pedro Lima anunciaram seus desligamentos da CGADB recentemente. O primeiro irá se associar à nova convenção fundada pelo grupo de pastores ligados ao clã Câmara, e o segundo ainda estuda qual caminho seguir.
Bastos, que é membro da Convenção Fraternal de Ministros e Igrejas da Assembleia de Deus no Espírito Santo (CONFRATERES), foi pessoalmente à sede da entidade dirigida pelo pastor Wellington Jr. para comunicar a saída da CGADB.
“Esse desligamento foi conforme anunciado, para nós é um tempo novo, tempo de resgate da história da Assembleia de Deus no Brasil. A CADB é a detentora da história, porque está vinculada com a Igreja-Mãe”, declarou o pastor Bastos em entrevista ao portal JM Notícia. A CONFRATERES reúne atualmente 600 pastores capixabas.
O pastor Pedro Lima, ex-presidente da Convenção Ciadseta (TO) e ex-secretário da CGADB também oficializou sua saída convenção. “Neste momento torno público que eu estou me desfiliando da CGADB. Porém, continuo crente servindo ao Senhor, e apenas saindo desta associação de ministros”, afirmou o pastor.
“Quero informar também aos senhores que hoje eu estou jubilado, estou bem animado, visitando e sendo visitado e quero ainda dizer que estou muito contente, estou crente e esperando a volta de Jesus Cristo, o Filho de Deus”, concluiu Lima, sem detalhar o futuro em relação à participação na CADB.
FONTE: https://noticias.gospelmais.com.br/sede-cadb-inaugurada-templo-historico-assembleia-de-deus-94597.html

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Cantor Gospel Kleber Lucas é Chamado de 'Endemoniado' Após Evento em Terreiro



O pastor e cantor gospel Kleber Lucas, de 49 anos, vem sofrendo ataques nas redes sociais desde que participou de um evento no terreiro da mãe de santo Conceição d'Lissá, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no último dia 22. Na ocasião, representantes evangélicos e de religiões de matriz africana se uniram para celebrar a doação de R$ 11 mil pelo Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio (CONIC-Rio) para o barracão Kwe Cejá Gbé de Nação Djeje Mahin, que foi criminosamente incendiado em 2014. Em clima festivo, Kleber Lucas cantou ao som de atabaques. Mas o que era para ser uma manifestação contra a intolerância religiosa acabou servindo de munição para os radicais.



Nas redes sociais, ele deixou de ser chamado de "adorador" — expressão evangélica dispensada a cantores gospel — e passou a ser tratado por "endemoniado" por internautas. Com mais de 3,6 milhões de seguidores no Facebook e quase 500 mil no Instagram, o cantor diz que prefere não ler as mensagens negativas e defende uma discussão ampla sobre a intolerância. Kleber Lucas, que tem mais de duas décadas de carreira, 14 discos gravados e venceu o Grammy Latino em 2013 de melhor álbum de música cristã, afirma que já esperava essa repercussão.
— Eu sabia o desafio que representava participar de um evento dessa natureza, em um terreiro. O espaço foi escolhido exatamente para ser um demarcador, para mostrar que somos contra a intolerância. Não fui lá para prestar um culto, mas para participar de um ato solidário. Quando a coisa foi para a mídia, tomou proporções muito grandes. Mas se você se propõe a ler essas coisas, você adoece. Não posso me propor a ler essas coisas aterradores, mas, para mim, é sintomático ver a reação negativa partindo de tantas pessoas — diz.
Não é a primeira polêmica em que Kleber Lucas se envolve. Atualmente casado com Danielle Favatto, ex-mulher de Romário, o pastor já foi alvo de críticas por ter se divorciado duas vezes. Em março deste ano, o pastor, que é fundador da Igreja Batista Soul, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, foi criticado por por cantar a música "Epitáfio", dos Titãs, durante um culto. No mês seguinte, por ocasião do aniversário de três anos do templo, causou furor no meio evangélico ao convidar o Padre Fabio de Melo para participar das festividades.

— Foi um caldeirão de hostilidade. As pessoas questionavam como um pastor evangélico podia levar um padre para falar na igreja dele. Foi maravilhoso. O acolhimento do padre foi tal que quebramos o protocolo que tínhamos programado. Em determinado momento ele sairia da programação, mas gostou tanto que acabou ficando até o final. Ele nos respeitou e foi respeitado por todos — diz Kleber Lucas.



Nascido em São Gonçalo, na Região Oceânica do estado, Kleber Lucas acostumou-se cedo a manifestações racistas. Mas a maior delas aconteceu em 1997, quando estava em Goiás, e partiu justamente no ambiente evangélico. Na ocasião, Kleber ouviu de um pastor: "você é um preto safado, seu lugar é na favela".
— Não me ofendeu tanto porque, a essa altura, eu já sabia quem eu era e qual era o meu lugar. Então, pelo contrário, aquilo me fez tomar a decisão de seguir meu caminho, graças a Deus. Não fiquei aprisionado na fala de um poderoso religioso — diz Kleber Lucas, que prefere não revelar o autor da ofensa.
Apesar dos ataques de racismo e intolerância religiosa, o cantor também recebeu, nas redes sociais, muitas manifestações de apoio.
— Nem todo cristão faz intolerância. Independentemente do credo, nós podemos e devemos ter uma convivência pacífica. A religião se propõe, em primeiro lugar, a uma conexão com o sagrado, e em segundo, a uma conexão com seu próximo. Preciso respeitar a fé do meu irmão — diz Kleber.
Para manifestar apoio ao pastor e cantor, os organizadores do evento no terreiro agora se mobilizam para um ato em solidariedade a Kleber Lucas. Será na próxima segunda-feira, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Centro.
FONTE: https://extra.globo.com/noticias/rio/cantor-gospel-kleber-lucas-chamado-de-endemoniado-apos-evento-em-terreiro-22147168.html

domingo, 5 de novembro de 2017

NOVA CONVENÇÃO PODE SURGIR DE DENTRO DA ASSEMBLEIA DE DEUS


Dissidência na CGADB: movimento de 25 mil pastores quer fundar nova convenção


Um movimento surpreendente de dissidência vem se organizando nos bastidores da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e poderá dar origem a uma nova entidade organizacional dos pastores assembleianos. A estimativa é que 25 mil sacerdotes da denominação migrem para a convenção a ser criada.
Ao longo dos últimos anos a CGADB tem sido o centro de constantes polêmicas que sempre terminam em batalhas judiciais. Em geral, o ponto de partida dos embates são as eleições para a presidência, vice-presidências regionais e demais cargos da diretoria. Samuel Câmara, opositor do clã Bezerra da Costa na entidade, seria parte do movimento de criação de uma nova convenção.
Câmara é pastor da chamada “Igreja-mãe” das Assembleias de Deus no Brasil, em Belém (PA), e nas últimas três eleições da CGADB, disputou com reais chances de vencer. Na última, em especial, o resultado que deu vitória ao filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa (que comandou a entidade nos últimos 30 anos) é alvo de ação na Justiça por conta da validação de votos de 10 mil pastores que haviam tido seus registros anulados pela Justiça.
A notícia de que Câmara e outros 25 mil pastores estariam deixando a CGADB foi revelada primeiramente pelo portal JM Notícia, a partir do relato de uma fonte que aceitou falar sob sigilo: “É um caminho inevitável”, teria dito o informante. Câmara, que está há 33 anos na CGADB, teria chegado à conclusão de que essa seria a opção menos traumática, diante dos últimos escândalos.
O pastor André Câmara, filho de Samuel Câmara, deu declarações admitindo que existe realmente esse movimento, mas negou que a iniciativa seja de seu pai. “Isso é um movimento de todos os pastores do Brasil, é um movimento do Brasil, não é do pastor Samuel Câmara viu. O pastor Samuel Câmara não tem ingerência nisso, é uma coisa muita espontânea”.
Em outra declaração, dada ao portal GospelPrime, André afirmou que “é muito natural que pastores do Brasil inteiro estejam saindo e querendo se reorganizar em outras estruturas, pois não há espaço nem objetivos na atual gestão familiar e sindicalizada”.
“Muitos pastores do Brasil já saíram ou estão em processo de sair, mas de forma espontânea e pessoal. Parece inevitável que um movimento levantado por Deus aconteça para dar dinâmica e visão para pastores assembleianos”, acrescentou, frisando que a nova entidade seria “livre e fiel às ideias históricas da Assembleia de Deus”.
“A Assembleia de Deus é uma igreja e movimento que tem potencial de incendiar o Brasil para Jesus com apoio de uma convenção, mas nada se faz nos últimos 30 anos e aparentemente permanecerá assim. Friso que não estou falando da estagnação das igrejas da Assembleia de Deus, mas da convenção que tenta representá-la. Convenção é para servir a igreja, mas o que existe hoje é uma convenção que deseja ser servida pela igreja”, concluiu André Câmara.
A dissidência, pelo que se apurou, tem se encorpado por diversos estados brasileiros, com uma espécie de convocação a Samuel Câmara para que ele lidere a nova entidade em seus primeiros anos, implantando a visão que foi proposta nas eleições para a CGADB, mas que nunca teve a oportunidade de sair do papel. O pastor da AD em Belém do Pará não nega que tenha sido procurado por colegas de ministério e muito menos que possa liderar a nova convenção.
FONTE: https://noticias.gospelmais.com.br/

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ENCERRAMENTO DA EBD TERCEIRO TRIMESTRE


Aula 13 – SOBRE A FAMILIA E A SUA NATUREZA


3ª Trimestre/2017

Texto Base: Gênesis 2:18-24

"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn.2:24).

 INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos da Família e a sua natureza, e aqui concluímos o trimestre letivo. A família é instituição criada por Deus. Antes de fundar a Igreja, Deus instituiu a família, por meio do casamento entre um homem e uma mulher (Gn.2:24). No salmo 128, encontramos o valor da família no plano de Deus: “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos! A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR!” (Sl.128:1,3,4). Estas são promessas de Deus para a família que nele crê, teme-o e lhe obedece. Deus disse a Abraão: “E abençoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn.12:3). Deus deseja que, em cada lar, haja um ambiente espiritual que honre e glorifique o seu nome. O amor de Deus pela humanidade faz com que Ele veja todas as famílias da terra como alvo de sua bênção, pois todos os homens a Ele pertencem (Sl.24:1). Porém, só podem desfrutar do favor de Deus as famílias que se sujeitam a obedecer à sua Palavra. Nestes últimos dias da Igreja na Terra, o espírito do Anticristo tem dominado a mente do homem, a tal ponto de promover verdadeira subversão dos valores morais, que se fundamentam na Palavra de Deus. Uniões abomináveis de pessoas do mesmo sexo têm sido aprovadas por lei, como se fossem famílias, em aberta afronta à Lei de Deus. A Igreja precisa ardentemente preservar os valores morais constituídas por Deus para a família, pois são inegociáveis. Se os pilares morais que formam e sustentam a família forem destruídos, a sociedade se extinguirá, e, por conseguinte, a Igreja terá suas estruturas abaladas. A família é a base de nossa vivência, dela nascemos e dela dependemos na maior parte da existência. Isso é plano de Deus.

I. A ORIGEM

A origem da família remonta à criação do homem e da mulher como a base da formação familiar.

1. O Homem e a Mulher. O Espírito Santo, ao inspirar Moisés, quando este escrevia o Livro de Gênesis, foi criterioso ao declarar que Deus criou macho e fêmea – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou “(Gn.1:27). Segundo o Pr. Esequias Soares, a palavra hebraica usada para "homem" neste texto é adam, que serve tanto para o nome do primeiro homem que Deus criou, como também para "homem" no sentido de representante do ser humano, semelhantemente à palavra grega anthropos. A expressão final, "macho e fêmea os criou", mostra que adam, nesse versículo, diz respeito ao ser humano. Isso revela a igualdade de ambos, macho e fêmea, homem e mulher, como portadores da imagem de Deus; a diferença está na sexualidade (1Pd.3:7).

Como se vê, em Gênesis 1:27, o “macho” é chamado de “Homem”; a “fêmea” é chamada de “Mulher”. O macho, o Homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a Mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um homem e uma mulher, biblicamente, formam um casal. Ao reunir esse casal, Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento; e, conforme afirma o apóstolo Paulo, o homem e mulher, são mutuamente dependentes (1Co.11:11).

Portanto, a primeira Família, formada pelo próprio Deus, teve como princípio a formação de um casal, ou seja, Deus uniu, com a sua bênção, um homem e uma mulher – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a”(Gn.1:28). Estava, assim, realizado, pelo próprio Deus, o primeiro casamento, e determinado uma de suas principais funções: a perpetuação da raça humana através da geração de filhos. Portanto, segundo o plano de Deus, o modelo para formação de uma Família é a união de um casal, de um homem e de uma mulher, ou seja, de um macho e de uma fêmea - “Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”(Gn.2:24). Qualquer tentativa de formar uma Família contrariando este princípio estabelecido por Deus é contrária à Bíblia Sagrada. O Senhor Jesus Cristo fez questão de confirmar este princípio declarando: “Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher. E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois mas uma só carne”(Mc.10:6-8). Portanto, pelo casamento entre um homem e uma mulher, forma-se uma Família. Essa Família poderá, ou não, ter filhos.

2. A formação da Mulher. Para ser companheira do homem, Deus criou uma mulher – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma de suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher; e trouxe-a a Adão”(Gn.2:18,22).  Esta foi a decisão de Deus para suprir a carência afetiva e física do homem. Qualquer desvio deste princípio contraria a decisão de Deus, e constitui pecado. Observemos a simplicidade da declaração bíblica, ao dizer: “formou uma mulher”. Esta mulher foi formada como resultado da decisão de Deus de que não era bom que o homem estivesse só. Assim, biblicamente, para ser companheira do homem, Deus formou uma mulher.

II. A FAMÍLIA

A Família está inserida dentro de um contexto social, e, portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as Famílias são eternos e imutáveis (Mt.24:35).

1. Conceito de família entre os antigos hebreus. Entre os antigos hebreus o modelo familiar apresentava aspectos variáveis. Vejamos, sucintamente, alguns modelos que a Bíblia apresenta:

a) Família patriarcal.  Neste modelo, a figura do pai (pater) tinha um papel bem definido, como sendo o líder do grupo familiar inconteste, em todos os sentidos. Na família patriarcal, quase sempre não era observado o princípio da monogamia, estabelecido por Deus no Éden, quando o homem deixaria pai e mãe e se uniria à sua mulher (Gn.2:24) para formar o lar e a família. Em grande parte, a família patriarcal era poligâmica. O Antigo Testamento demonstra que todos os primeiros patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó e outros, eram polígamos. Lameque foi o primeiro a rejeitar o princípio do casamento monogâmico, ordenado por Deus (Gn.2:22-24) – “E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá” (Gn.4:19). A partir daí a depravação hereditária se alastrou progressivamente no lar e na Família. Deus tolerou a poligamia, mas nunca a aprovou, por ser prática estranha ao seu projeto para a constituição da família.

A família patriarcal era típica no contexto histórico e cultural do Antigo Testamento. Além do pai, da mãe e dos filhos, a família patriarcal incluía as concubinas, das quais nasciam filhos, que eram parte do grupo familiar, causando, por vezes, muitos transtornos, com nascimento de meios-irmãos, que competiam quanto aos direitos da prole, principalmente no que tangia às questões de herança. Neste modelo de família as esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca. O pai de família era o líder espiritual, responsável pela prática e o respeito dos ritos da religião que a família adotava. Abraão, Isaque e Jacó eram líderes de sua parentela. Eram verdadeiros sacerdotes em seus lares.

b) Família ampliada. Este modelo de Família no antigo Israel é aquele em cuja convivência há pessoas além dos cônjuges e filhos. Considerando que a base da economia do antigo Israel era a agricultura e o pastoreio, a família nuclear com poucos membros via-se em dificuldade por falta de mão-de-obra para o sustento da casa. Por isso, ela poderia se estender com parentes próximos - tios e primos - ou com duas ou mais gerações vivendo juntas (cf. Gn.24:67). Quando se tratava de famílias ricas, acrescentavam-se servos e estrangeiros, como no caso de Abraão (cf. Gn.14:14), ou como previsto na legislação mosaica (cf. Êx.23:12). Saul, por exemplo, aparece na Bíblia com a menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô, e também da tribo (1Sm.9:1,2). No Novo Testamento, temos o exemplo de Pedro, que possivelmente tinha a sua sogra por perto.

c) Família nuclear. Também chamada de “família tradicional”, formada por pai, mãe e filhos, como núcleo familiar (Sl.128:1-4), em torno do qual se desenvolvem os descendentes, parentes e outros que a ela se agregam. É a família ideal, pois tem origem na mente de Deus (Gn2:24), o Criador, e atende a seus propósitos para o desenvolvimento, o bem-estar e estabilidade social. Exemplo de família nuclear na Bíblia: José, Maria, Jesus e seus irmãos.

2. O papel da mulher na sociedade israelita. Percebe-se pelo texto de Provérbios, capítulo 31, que o papel da mulher na sociedade israelita, nos tempos do Antigo Testamento, especialmente no antigo Oriente Médio, era muito bem definido. A vida cotidiana exigia da mulher uma atitude firme frente aos afazeres domésticos, como bem descreve o livro de Provérbios capítulo 31:10-28, que destaca algumas características louváveis de uma mulher virtuosa tais como: o marido confia nela (Pv.31:11); trabalha com a próprias mãos, tem iniciativa própria (Pv.31:13); acorda cedo, cuida das refeições da família e delega tarefas aos empregados da casa (Pv.31:15); é ativa nos negócios e no trabalho secular (Pv.31:16); é generosa (Pv.31:20); preocupa-se com aparência da família (Pv.31:21); ela é determinada e não vive ansiosa quanto ao futuro (Pv.31:25); ela é prudente no que fala (Pv.31:26); assume suas responsabilidades como dona de casa e não é preguiçosa (Pv.31:27); ela é amada, aceita, respeitada e valorizada pelo marido e pelos filhos (Pv.31:28). Estas são características exercidas por uma mulher casada na sociedade israelita no Antigo Testamento, um sonho de todo filho, e uma esperança para qualquer marido. Nos dias em que vivemos, não convém aos homens imaginar que conseguirão uma esposa com todos esses atributos, nem as mulheres tentar imitar esse modelo em todos os detalhes; apenas deve ver essa mulher como uma inspiração para você ser tudo o que puder ser. Talvez não possa ser como ela, mas pode aprender com seu trabalho, integridade e desenvoltura.

III. PRINCÍPIOS BÁSICOS

Deus estabeleceu a Família para companheirismo mútuo, felicidade e para uma convivência amorosa. Ela tem como fundamento basilar o casamento, que, conforme a declaração de Gênesis 2:24 – “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" -, apresenta três princípios básicos: monogamia (1Co.7:2), heterossexualidade (Gn.4:1,25) e indissolubilidade (Mt.19:6).

1. Casamento. É a mais fundamental de todas as relações sociais. Trata-se da união íntima e verdadeira entre duas pessoas de sexos opostos que manifestam publicamente o desejo de viverem juntas mediante um pacto solene e legal. Sendo uma instituição criada por Deus, o casamento tem o objetivo de ser a base da família e, consequentemente, de toda a sociedade. O padrão para o matrimonio bíblico é que seja realizado entre um homem e uma mulher. E dentro dessa única e correta perspectiva, há mandamentos diretos para ambos os cônjuges.

Como bem diz o pr. Elinaldo Renovato, em seu livro “A família Cristã e os ataques do inimigo”, o casamento cristão deve ser construído sobre as bases do amor a Deus e do amor conjugal verdadeiro. É a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Por ser uma instituição criada por Deus, para atender seus propósitos quanto às finalidades divinas para a existência do homem na Terra, não é de admirar que o matrimônio tem sido atacado de maneira constante, sistemática e violenta. A exemplo do "ladrão", que só vem "a roubar, a matar e a destruir" (João 10:10), Satanás luta diutumamente para prejudicar o plano de Deus para a vivência do ser criado à sua imagem e semelhança. A História, e mais claramente a História Contemporânea, demonstra de forma inequívoca que o casamento é um dos alvos preferenciais das forças satânicas. Sob o pretexto de "evolução", "progresso" e "avanços sociais", novas formas de união tem sido inventadas e aceitas pela sociedade sem Deus. Mas os cristãos devem preservar e cultivar o matrimônio monogâmico (1Co.7:2) e heterossexual (Gn.4:1,25, como uma bênção de Deus para a humanidade.

2. Monogamia. Monogamia é o ideal divino. O Criador instituiu o matrimônio com a união de um homem e uma mulher (Gn.2:18-24; Mt.19:5; Mc.19:7) - “Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. Aqui, não é dito que o homem deve unir-se às suas mulheres. Deus não criou mais de uma mulher para Adão nem mais de um homem para Eva. Tanto a poligamia quanto a poliandria estão em desacordo com os princípios de Deus para o casamento (Dt.28:54,56; Sl.128:3; Pv.5:15-21; Ml.2:14).

A Monogamia não foi estabelecida apenas na criação, mas também foi reafirmada na entrega da lei moral. A lei de Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo...”(Ex.20:17). O uso do singular é enfático. Moisés não deu provisão à questão da poligamia.

Em o Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Jesus, em Sua resposta aos fariseus, quando estes lhe interrogaram acerca do divórcio, foi clarividente que Deus criou o casamento monogâmico. Ele disse: “Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher...”(Mt.19:5). Ele não disse: “suas mulheres”, e sim, “sua mulher”. A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (cf. Gn.2:24).

O apóstolo Paulo, também, proíbe a poligamia no casamento (1Co.7:2). Ele afirma: “Cada um [singular] tenha a sua própria esposa, e cada uma [singular] tenha o seu próprio marido” (1Co.7:2). Paulo coloca o aspecto singular de que a poligamia não é o padrão moral de Deus para o seu povo. Cada um deve ter a sua esposa, e cada uma o seu marido. Tanto a poligamia - um homem ter mais de uma mulher -, quanto a poliandria - uma mulher ter mais de um marido -, estão em desacordo com o ensino das Escrituras.

Ao mencionar as qualificações do presbítero, Paulo adverte: “É necessário, portanto, que o bispo seja (...) esposo de uma só mulher...” (1Tm.3:2). O diácono também deve ser “marido de uma só mulher” (1Tm 3:12). Portanto, a liderança eclesiástica deve ser o exemplo dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento bíblico (1Tm.4:12).

3. Heterossexualidade. O relacionamento sexual aprovado na Bíblia é o de um homem e de uma mulher dentro do matrimônio. Aliás, um dos propósitos divinos na criação do homem e da mulher é a procriação, visando a conservação dos seres humanos na terra – “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn.1:27,28). E não existe outra forma de procriação a não ser por meio de uma relação heterossexual. O homem se une sexualmente à sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para procriar, mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv.5:18).

Em 1Co.7:2 Paulo afirma: “Cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma tenha o seu próprio marido”. Quando Paulo diz que cada um tenha a sua esposa e cada uma tenha o seu marido, fica clara a ideia de uma relação heterossexual. Embora a união homossexual fosse algo comum no tempo de Paulo, ele define essa prática como uma paixão infame, um erro, uma disposição mental reprovável, uma abominação para Deus. A relação homossexual pode chegar a ser aprovada pelas leis dos homens, por causa da corrupção dos costumes, mas jamais será chancelada pelas leis de Deus. Uma decisão não é ética, apenas por ser legal. Ainda que a relação homossexual se torne legal pelas leis dos homens, jamais será aprovada por Deus, pois fere frontalmente a Sua Lei.

Portanto, Deus criou a Família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. Se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistida.

4. Indissolubilidade. O casamento não é apenas monossomático, monogâmico e heterossexual, mas também indissolúvel. No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel; deve ser para toda a vida; é uma união permanente. O divórcio é um atentado contra a família. Quem mais sofre com ele são os filhos. As consequências amargas do divórcio atravessam gerações. Deus odeia o divórcio (Ml.2:16).

O casamento é indissolúvel porque foi Deus quem o instituiu e o ordenou. O próprio Jesus disse: “... o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt.19:7). Logo, nenhum ser humano tem competência nem autoridade para desfazer o que Deus faz. Mesmo que um juiz lavre uma certidão de divórcio e declare uma pessoa livre dos vínculos do casamento, aos olhos de Deus essa relação não é desfeita. O casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm.7:3), pela infidelidade conjugal (Mt.5:32; 19:9) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (1Co.7:15).

O divórcio é a quebra do nono mandamento da lei de Deus, ou seja, um falso testemunho, a quebra de um juramento feito na presença de Deus. Mesmo que um casal não tenha buscado a orientação de Deus para o casamento, uma vez firmada a aliança, Deus a ratifica. Ele é a testemunha da união entre um homem e uma mulher – “Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto” (Ml.2:14).

IV. O DESAFIO DA IGREJA

1. Institucionalização da iniquidade. Iniquidade é o ato de transgredir a lei ou os bons costumes; é ação que desagrada alguém ou a muitas pessoas; é ato malvado; é transgressão às leis. Deus instituiu a família a partir da união entre um homem e uma mulher (Gn.2:24; 1:27,28), mas o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao considerar legitima a união de pessoas do mesmo sexo. Isto é uma verdadeira afronta a Deus, uma transgressão à Sua Lei (cf. Lv.18:22; 20:13). Aliás, afrontar a Deus é uma tendência humana desde o princípio da humanidade e vai continuar até o final dos tempos. Atualmente, estamos vendo isso com bastante clareza em todos os sistemas que o maligno tem dominado.

A união de pessoas do mesmo sexo é a própria negação do conceito bíblico de família, que diz que uma família se constitui quando um varão deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e se constituem em uma só carne, como se vê claramente em Gn.2:24. Não é possível que uma união de pessoas do mesmo sexo possa constituir uma família, pois Deus criou a família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. Sem dúvida, o ajuntamento homossexual é uma excentricidade e uma abominação aos olhos de Deus (ler Lv.18:22).

Deus condena a prática homossexual, e isto está bastante claro nas Sagradas Escrituras (cf. Dt.23:17; Lv.18:22). O avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tempos (Lc.17:28-30; Jd.7); é um grande desafio que a Igreja tem que enfrentar, haja vista que essa prática danosa tem de forma clara grassado os seus termos com a devida anuência de líderes de tendências liberais. A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm.1.26,27; 1Co.6:10; 1Tm.1:9,10). Atente para a seguinte advertência do apóstolo Paulo:

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1Co.6:10).

2. A inversão de valores. Neste tempo pós-moderno testemunhamos uma inversão de valores no campo da vida moral - chamamos luz de trevas e trevas de luz; chamamos o doce de amargo e o amargo de doce; temos visto nossa sociedade justificando o perverso e condenando o justo. O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is.5:20). O mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (1João 2:16). O apóstolo Paulo denunciou este comportamento hedonista, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!"(Rm.1:25 - ARA).

Sob um discurso de tolerância e de liberdade, o mundo, hodiernamente, defende a ideia do "relativismo moral”, ou seja, nega que haja padrões de comportamento válidos para todos os homens, independentemente da época, da cultura ou da vontade de cada ser humano. Dentro deste pensamento, entende-se que não pode ser imposto qualquer comportamento a qualquer homem, sendo "fanáticos" e "intolerantes" aqueles que assim não entendem. Não se pode negar a liberdade de cada indivíduo de viver conforme a sua vontade, pois o livre-arbítrio foi dado ao ser humano pelo próprio Deus e, desta forma, é igualmente antibíblico agir de forma a negá-lo ou procurar massacrá-lo, mas não resta dúvida de que existe uma ordem universal instituída por Deus e que essa ordem deve ser observada pelo ser humano. O homem, na sua loucura, pode até colocar de ponta-cabeça os princípios que devem reger a família e a sociedade, mas não pode fugir das consequências inevitáveis de suas encolhas insensatas. Ao contrário do que se diz no mundo, existe, sim, um padrão universal de conduta, que independe de cultura, de época ou da vontade de cada ser humano: o padrão bíblico, o padrão estabelecido por Deus e revelado ao homem em Sua Palavra.

“O cristão que tem a mente de Cristo conhece a sua vontade e seu propósito, por isso ele aprende a viver com uma consciência dos valores morais e espirituais estabelecidos por sua Palavra. Quando praticamos alguma ação, dizemos uma palavra, pensamos algo ou adotamos alguma atitude, devemos agir com uma mente espiritual. Devemos sempre comparar nossas ações à luz da justiça que a Bíblia apresenta. Nossas ações devem corresponder à uma consciência baseada na Palavra de Deus (2Tm.3:16,17)" (CABRAL, Elienai. A Síndrome do Canto do Galo: Consciência Cristã. Um desafio à ética dos tempos modernos, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.134).

CONCLUSÃO

Aprendemos que a família, biblicamente falando, deve nascer do casamento, que é o gesto de deixar pai e mãe e se unir a uma pessoa do sexo oposto para com ela formar um novo projeto de vida, e o fator principal que deve nortear este deixar e o subsequente unir não é outro senão o amor, o chamado “amor conjugal”, que nada mais é que o mesmo amor existente em Deus, mas aplicado para a formação de uma família. Uma família não pode ser construída nem sustentada, se não houver este esteio sustentador entre os cônjuges, e tem sido a ausência deste fator preponderante no relacionamento uma das principais causas das crises em muitas famílias. Lembre-se: a vontade de Deus, o amor e a fidelidade são as bases estruturais fundamentais do relacionamento entre os cônjuges, os quais devem estar presentes diariamente no relacionamento conjugal. Lembre-se disso!

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 71. CPAD.
Pr. Esequias Soares. A Razão de nossa Fé. CPAD.
Wayne Grudem. Teologia Sistemática Atual e exaustiva.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. A família – obra prima de Deus. PortalEBD_2004.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. A Promessa de um Lar Feliz. PortalEBD.
Elinaldo Renovato. A Família Cristã (e os ataques do inimigo).CPAD.

FONTE: http://luloure.blogspot.com