ASSEMBLEIA DE DEUS BRASIL

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL CPAD 2012


Aula 08 – A REBELDIA DOS FILHOS


3º Trimestre/2012

Texto Base: 1Samuel 2:2-14,17,2-25


“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”(Pv 22:6).

INTRODUÇÃO

Criar filhos não é uma tarefa fácil e exige muita determinação para que pais não acabem negligenciando suas responsabilidades. Muitos pais reclamam da rebeldia de seus filhos: crianças que não querem estudar; adolescentes que fogem da escola; jovens e adolescentes que se envolvem com as drogas. Some-se a isso, também, as facilidades para relacionamentos sexuais ilícitos; a influência nociva dos meios de comunicação de massa; dentre outras questões graves de nossos dias. Mas, devemos também olhar o outro lado da moeda, e lembrar do afrouxamento do controle do comportamento dos filhos por parte de pais que não querem provê-los de uma educação responsável. O fato é que filhos-problemas podem revelar a existência de pais-problemas. A psicologia tem mostrado que quando um filho se envereda pelo caminho das drogas, a família já ficou doente antes. Segundo o psicólogo Vicente Parizi, especialista em psicologia transpessoal, "numa família saudável ninguém usa drogas ou abusa do álcool" (Ultimato, nº 282, pág. 14).
A ausência de regras – disciplina – no lar, a falta de liderança paterna ou liderança dividida, a permissividade, a passividade, a cumplicidade, entre outros, incluem-se nas barreiras que contribuem para a desestruturação do lar e manifestação de rebeldia por parte dos filhos. Lares instáveis tendem a produzir filhos instáveis(irritados, rebeldes). É útil refletir, acuradamente, em 2Samuel 11-17, observando as consequências desastrosas dentro da casa e do reino de Davi, resultado do desequilíbrio familiar, ou seja, ausência da presença paterna, ausência de disciplina. Os filhos devem receber instrução espiritual adequada e progressiva para aprender a colocar sua fé em Deus e não se tornarem desobedientes, teimosos e rebeldes (ler Dt 6:6-9).
I. A DISCIPLINA EVITA A REBELDIA.
Em Efesios 6:4 Paulo inspirado pelo Espírito Santo adverte: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. Provocar a ira aos filhos pode ser objetiva como: responder mal; não dar a atenção requerida; não respeitar o cônjuge e assim despertar a revolta; dentre outros casos, mas, pode ser também indireta como: ser irresponsável e não contribuir para a boa formação do caráter e do futuro do filho, ou mesmo prejudicar seus sonhos por meio de comportamentos inadequados.
Ser pai não é sinônimo de sisudez, endurecimento, dura cerviz, formalidade. Pode-se ser um bom pai e ainda assim ser amigo, leal, brincalhão, recreativo. Pode-se e deve-se exercer a disciplina com autoridade e nem por isso se perderá a simpatia e a amizade do filho. Toda criança sabe quando erra e quando está  a merecer um castigo. Saber aplicá-lo na dose certa, na hora certa e com amor, será muito benéfico para a formação de seu caráter. Como diz o provérbio: "O que retém a vara odeia a seu filho, mas o que o ama a seu tempo o disciplina" (Pv 13.24). E o filho sabe disso.
1. O que é disciplina? No Antigo Testamento, a palavra “disciplina” é “musar”, palavra que significa “correção”, “ensino”, “instrução”, “castigo”. As 03 primeiras referem-se a orientação para que não se cometa erros, e a última refere-se a correção pela infração cometida. Em Provérbios 23:13, está relacionada com uma vida regrada, que segue os parâmetros estabelecidos por alguém, neste caso pelos pais.
Em o Novo Testamento, a palavra “disciplina” aparece em Cl 2:23 traduzindo a palavra grega “apheidia”, cujo significado é “severidade”, “tratamento duro”, expressão que o apóstolo aplicara para as práticas ascéticas seguidas pelos gnósticos que estavam perturbando a igreja em Colossos. Já em Hb 12:8, a palavra “disciplina” traduz a palavra grega “paidéia”, palavra que corresponde ao hebraico “musar” e cujo significado é “instrução”, “disciplina”, “castigo”.
É bom ressaltar que disciplinar não é castigar o filho de forma irresponsável. Disciplinar é estabelecer limites, parâmetros, para as atitudes da criança. Pais sábios são aqueles que dizem que já está na hora de desligar a televisão, de desligar o videogame, que impõem limites a seus filhos quando eles ainda são pequenos. O amor jamais pode impedir a imposição de limites. Lemos na Bíblia que o bom pai corrige o filho a quem ama (Pv 13:24).
A maioria dos casos de crianças rebeldes é culpa dos pais que não sabem lidar com elas desde pequenas e as faz tornarem-se malcriadas. Isto é muito ruim, pois para tudo tem o seu tempo. Há crianças que assistem os desenhos animados (muitos deles altamente prejudiciais à formação do seu caráter, pois há neles mensagens subliminares) o dia inteiro, brincam de videogame o dia inteiro, com a devida permissão dos pais. Isso não poderá acontecer, pois é necessário estabelecer horários e limites. Para tudo há o tempo certo: para tomar café, para almoçar, assistir televisão, escovar os dentes, brincar, entre outros. É necessário regras e limites que sejam respeitadas desde crianças, pois quando crescerem eles continuarão a saber obedecer as autoridades e limites colocados pelos pais.
Sabe por que tem pais que chegam para o pastor dizendo que não aguentam mais o filho, que o filho não tem mais respeito por eles? É porque quando o filho tinha 4,5,6 ou 7 anos, eles não o ensinaram a respeitá-los, e, se essa falta de respeito começou quando o filho era ainda uma criança, é evidentemente que com 15 anos ele não vai respeitar e reconhecer a autoridade dos pais.
Certamente você já viu alguma mãe dizer: - “Menino, você me obedeça senão eu vou aí, heim? Vou lhe bater!”. O menino continua fazendo o que estava fazendo enquanto pensa: - “Ela não vem. Ela nunca me bateu, e não será agora que fará alguma coisa. Minha mãe não é de nada “. Pais ou mães assim batem mais com a boca, porém na verdade não fazem nada, nunca dão uma ”chineladinha” na criança. Só ficam na promessa.
Não se esqueçam de que as crianças percebem e tiram proveito desse tipo de situação. Se os pais continuarem agindo assim, suas crianças vão usar e abusar da ingenuidade e falta de pulso e determinações deles.
Se desde cedo não for estabelecido limites para a criança, quando ela crescer irá para o convívio social pensando que o mundo é a casa dela. Vai achar que não precisa respeitar ninguém, obedecer, até se desmoronar moralmente e socialmente um dia.
Portanto, ensine ao seu filho que o mundo não é nossa casa, e as pessoas não são tolerantes, pacientes e compreensivas como os pais costumam ser. No mundo, dependendo de quem a pessoa desrespeitar, pode até ser morta.
2. O porquê da disciplina. No item anterior já está subjacente o porquê da disciplina. Sem a disciplina adequada, sem a determinação de limites, parâmetros, a criança, o adolescente, o jovem, tenderão a serem filhos desobedientes, instáveis, rebeldes. Muitos pais receiam estabelecer regras ao comportamento de seus filhos. Pensam que trarão ressentimentos nos filhos, chegando até mesmo a odiá-los. Isso não é verdade, desde que os pais sejam sábios e equilibrados na aplicação da disciplina.
Paulo inspirado pelo Espírito Santo adverte: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”(Ef 6:4). Disciplina inclui correção tanto verbal quanto corporal. Admoestação tem o sentido de alertar, censurar e repreender. A educação das crianças deve ser “no Senhor”,ou seja, de acordo com a sua vontade conforme revelada nas Sagradas Escrituras.
Suzana Wesley, mãe de dezessete filhos, entre eles John e Charles Wesley, disse: “O pai que tenta subjugar a vontade do seu filho trabalha com Deus em prol da renovação e da salvação da sua alma. O pai que é indulgente diante dela faz o serviço do Diabo, torna a religião impraticável, põe a salvação fora do alcance da criança e faz o possível para a condenação do filho em corpo, alma e espírito”.
Sem a disciplina, necessidades não são satisfeitas. “O que retêm a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina”(Pv 13:24). A base de todo o relacionamento no lar é o amor – inegavelmente, a maior carência a ser suprida. Todavia, algumas outras necessidades como segurança, disciplina, limite, estímulo, quando não são atendidas, promovem  a desestruturação dos filhos e facilitam o surgimento de rebeldia.  “É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo sua mãe passar vergonha”(Pv 29:15, NTLH).
3. Os pais devem disciplinar. Pondes, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma... e ensinai-as a vossos filhos...”(Dt 11:18-19). Este imperativo é de Deus para os Pais. Os avós, as tias, o professor da Escola Dominical, o pastor – todos podem ajudar, mas, a responsabilidade é dos pais, e será cobrada deles, por Deus, em caso de omissão ou negligência.
Toda criança precisa de regras, os pais precisam ser firmes e o sim tem que significar sim e o não tem que significar não. Ter dó da criança e não aplicar a disciplina devida, poderá influenciar no futuro dela ou do adolescente e fazer dele um rebelde e sem limites. Mas, os pais precisam aprender a aplicar e exercer uma autoridade com base nos princípios bíblicos. Há uma imposição divina para que os pais “intimem” seus filhos a respeito da Palavra de Deus(Dt 6:7), ou seja, que usem de sua autoridade para chamar seus filhos ao conhecimento da verdade,  para o conhecimento da vontade do Senhor para nossas vidas. As Escrituras Sagradas são proveitosas para muita coisa, inclusive para: ensinar, repreender, corrigir, instruir em justiça (2Tm 3:16).
O que pode tornar um filho rebelde é muito mimo pelos pais, fazer tudo o que a criança pede, medo de dizer não a ela. Isto tudo não é uma boa educação, ou seja, os pais precisam saber educar os filhos corretamente, para que quando eles crescerem, os pais não ficarem nas mãos dos filhos.
Quando pequenos, os pais tem mais controle sobre as situações e atitudes e é neste momento que deverão educar bem os filhos, pois quando eles se tornam maiores e adolescentes, querem fazer o que vem à cabeça, seja por influências dos colegas ou até mesmo do modismo e fica mais difícil tentar educar quando grandes, portanto, os pais deverão educar mantendo o controle quando eles estão ainda pequenos e não achar tudo bonitinho.
Os seguintes fatores devem sem observados:
a) Demonstrar afetividade e empatia. Nada funcionará bem se as necessidades afetivas não forem satisfeitas. Na criação de filhos, tudo depende do relacionamento de amor existente entre o pai, a mãe e a criança. Somente a criança que se sente bem amada poderia ser feliz e ter um desenvolvimento normal equilibrada. Os pais precisam demonstrar amor ao filho e expressá-lo verbalmente. A criança, nessa idade, precisa do contato físico: colo, abraço, beijo, caricias. Jesus, conhecedor profundo do sentimento humano, tomou as criancinhas no colo, impôs-lhes as mãos e as abençoou (Mc 10:14-16).
b) Clarividência e firmeza na disciplina. A criança precisa de disciplina familiar, cujas normas devem ser colocadas de modo claro, simples, conciso, com objetividade, com ternura, mas com firmeza. É preciso que haja autoridade de quem corrige a criança e coerência nas normas disciplinares. A disciplina correta e coerente demonstra o amor dos pais. Há necessidades que a criança aprenda a obedecer agora, para obedecer sempre. Exigir obediência é prepará-la para a vida. É obedecendo aos homens que se aprende a obedecer a Deus.
c) Não descuidar do ensino da Palavra de Deus. Ele deve ter inicio na mais tenra idade, com um acompanhamento contínuo durante todo o processo da evolução biológica, psicológica, social e espiritual. O escritor de Provérbios recomenda: “Instrui a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”(Pv 22:6). A criança tem a capacidade para entender e experimentar o amor de Deus. Ela aprende ouvindo, vendo e seguindo os passos dos mais velhos.
A Escola Bíblica Dominical é a e melhor formadora de caráter. Portanto, nunca deixe de levar a criança a EBD. Se na sua igreja não há EBD, procure uma igreja que tenha, e leve o seu filho, desde criancinha, na mais tenra idade, pois quando estiver grande dificilmente se desviará dos caminhos do Senhor, pois terá um caráter solidificado, que refletirá o caráter de Cristo (Gl 5:22).
d) Ter regras disciplinares bem definidas e explicadas. Na família deve haver normas, leis, limites, regras justas que precisam ser anunciadas, explicadas e cumpridas: o que pode, o que não pode; quando pode, quando não pode; por que pode, por que não pode. É preciso buscar um ponto de equilíbrio. A liberdade excessiva produz adulto sem noção de limite e responsabilidade. Os pais que dizem “sim” para tudo estão criando seu filho fora da realidade. Fora do lar não é assim que funciona. A forma mais prejudicial de relacionamento entre pais e filho é a permissividade exagerada que leva o adolescente à libertinagem. O filho corre a rédeas soltas: faz o que bem entende. Uma criança ou adolescente não tem capacidade de educar a si mesmo e preparar-se sozinho para os desafios da vida adulta.
e) Ser o exemplo para os filhos. Cabe aos pais criar os filhos e ensiná-los com seus exemplos de vida. O melhor exemplo para o filho não é o que o pai e a mãe falam, mas o testemunho que dão de respeito e, esse exemplo fará o filho(a) um vencedor ou um derrotado na vida.

II. FILHOS REBELDES

A rebeldia dos filhos contra os pais é um pecado grave. A rebelião é como o pecado da feitiçaria(1Sm 15:23). Resistir a autoridade dos pais é resistir a autoridade de Deus. A autoridade dos pais sobre os filhos é uma autoridade delegada pelos céus e não uma lei imposta pela convenção ou conveniência da cultura humana. Deus espera que o coração dos filhos seja convertido ao coração dos pais. Deus espera que a família seja um lugar de vida abundante, de amor profundo, de diálogo respeitoso, de comunicação transparente, de companheirismo sincero e encorajamento recíproco.
1. Filhos que não ouviram seus pais. Não há nenhuma garantia de que pais que são fiéis nos caminhos do Senhor terão filhos que os imitarão. Por mais que se utilize princípios bíblicos na criação dos filhos, deve-se lembrar de que eles fazem suas próprias escolhas, e de que são responsáveis por elas. Encontramos na Palavra de Deus alguns casos de filhos que foram rebeldes, que foram desobedientes aos seus pais, mesmo sendo estes fiéis ao Senhor.
a) Caim. Caim era o filho primogênito de Adão e Eva, portanto deveria ser uma pessoa que tivesse um relacionamento especial com Deus, vez que toda a humanidade estaria sob sua influência e domínio. Contudo, a Bíblia nos mostra que Caim preferiu afastar-se de Deus e toda a civilização nascida deste homem acabou por perecer.
Caim foi recebido em seu lar como uma bênção de Deus e assim poderia ter sido se tivesse buscado servir a Deus. Todavia, a Bíblia relata que seu modo de vida não era agradável a Deus e, por isso, Deus não aceitou a oferta apresentada por Caim. A rejeição da oferta de Caim não decorre do fato de ter sido feita de vegetais ou de ter sido uma oferta incruento, mas a Bíblia é clara ao afirmar que Caim era do maligno(1João 3:12), ou seja, não tinha um coração temente e submisso a Deus e, por isso, não teve aceita a sua oferta. A Bíblia nos mostra que Deus observa o coração do ofertante (Is 1:2-20; Mt.5:21-26).
Caim possuía um caráter insubmisso à vontade de Deus, motivo pelo qual Deus não Se agradou da Sua oferta. Senão vejamos:
a) Caim era indiferente a Deus. A Bíblia nos relata que, enquanto Abel trouxe o que tinha de melhor para ofertar ao Senhor, ou seja, os "primogênitos de suas ovelhas e sua gordura"(Gn 4:4), Caim trouxe "uma oferta ao Senhor"(Gn 4:3). Isto demonstra que Caim não dava valor ao relacionamento com Deus, tratava-o como algo comum e sem importância. Deus requer um comportamento contrário a este (cf Dt 6:4-6; Mt 22:36-38,40).
b) Caim era egoísta. A Bíblia relata que Caim, ao ver que Sua oferta não foi aceita, teve seu semblante descaído e passou a ter ódio de seu irmão, ódio que não diminuiu nem mesmo quando Deus lhe prometeu aceitar sua oferta se não deixasse ser dominado pelo pecado. A inveja que teve de seu irmão é consequência de um pensamento em torno de si mesmo. Em momento algum, vemos Caim se preocupando com o próximo, mas unicamente consigo (Gn 4:13,14). Indagado sobre Abel, Caim diz ao próprio Deus: "sou eu guardador do meu irmão?". Deus requer um comportamento totalmente distinto (Lv 19:18; Mt 22:39,40; Rm 12:9,10).
c) Caim era incrédulo.  A Bíblia relata que Deus, ao perceber que o semblante de Caim havia caído, prometeu-lhe aceitação caso houvesse mudança de comportamento(Gn 4:7). Mas Caim preferiu matar Abel a crer nas palavras divinas. Sem fé não se pode agradar a Deus (Hb 3:18,19; 11:6).
d) Caim se achava auto-suficiente. Caim era mau (1João 3:12) e assim prosseguiu, mesmo tendo sido alertado por Deus. Mesmo depois de ter sido sentenciado pelo Senhor, mesmo recebendo Sua proteção pelo "sinal", afastou-se de Deus(Gn 4:16), passando a viver uma vida alheia a Deus, como demonstra a sua descendência. Esta auto-suficiência do homem, esta recusa em viver na dependência de Deus é o caminho para a destruição. É a demonstração da soberba, prenúncio do fracasso e da destruição (Gn 3:6; Is 14:14; 1João 2:16,17).
e) Caim era enganador. A Bíblia relata que Caim chamou a seu irmão Abel para que fossem ao campo, onde o matou, ou seja, Caim agiu de engano e foi traiçoeiro para com seu irmão. A mentira é algo próprio do maligno e quem a ama ou a comete, não tem parte alguma com Deus, que é a Verdade(ver João 8:44; Ap 21:8,27).
Portanto, “Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de Deus. A motivação básica de todas as sociedades humanistas está em superar a maldição, buscar o prazer e reconquistar o 'paraíso' sem submissão a Deus. Noutras palavras, o sistema mundial fundamenta-se no princípio da auto-redenção da raça humana, na sua rebelião contra Deus..." (Bíblia de Estudo Pentecostal, Gn 4:16, p.39).
b) Hofni e Fineias. “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não conheciam o Senhor”.Belial”, um termo hebraico que literalmente significa “sem valor, imprestável”, mas que é aplicada no sentido de iniquidade. Isso significa que os filhos de Eli eram homens maus, rebeldes, obreiros degenerados na casa de Deus, que se aproveitavam da sua posição para obter ganho ilícito e praticar imoralidade sexual(1Sm 2:13-17,22). O pai deles, Eli, sumo sacerdote e juiz, não os disciplinou, nem os destituiu do sacerdócio (ler 1Sm 2:29).
Eli teve dificuldades para educar seus filhos Hofni e Fineias. Aparentemente, ele não tomou qualquer atitude para discipliná-los, ao tomar conhecimento de seus erros. Mas Eli não era só um pai que tentava lidar com seus filhos rebeldes; ele era o sumo sacerdote que ignorava os pecados dos sacerdotes sob sua jurisdição. Como resultado, o Senhor executou a disciplina necessária no lugar de Eli (1Sm 2:29-34). Ele foi culpado por honrar seus filhos acima de Deus, ao permitir que eles continuassem com seus modos pecaminosos.
Observando o juízo que o próprio Deus fez do sumo sacerdote Eli com relação à falta de cuidado com suas obrigações de pai - “e ele os não repreendia”(1Sm 3:13) -, notamos a indignação do Senhor contra o pecado do relaxamento e da negligência dos pais que agem de igual modo diante de tão grande e sublime tarefa. A Bíblia inteira destaca a necessidade da santidade e do temor a Deus, como seu padrão para quem lida com o seu povo (cf 1Tm 3:1-10).
c) Absalão. Absalão se tornou inimigo do próprio pai. Durante anos, agiu como um filho rebelde, desrespeitando o pai, Davi, o rei de Israel, e pior ainda, desrespeitando o próprio Senhor. Davi desejava a comunhão eterna com Deus, e certamente queria a mesma salvação para os seus filhos. Mas Absalão não deu valor à palavra de Deus e não buscou as bênçãos espirituais que seu pai tanto ansiava. Absalão se mostrou um homem, rebelde, vão e carnal, e jogou fora a sua vida na busca por satisfação passageira. 
Quando Davi soube da morte de Absalão, toda a esperança por aquele filho rebelde morreu. Até aquele momento, ainda alimentava a esperança, como fazem todos os pais de filhos desobedientes, do arrependimento e volta de Absalão. Mas a morte é o fim. Não teria outra chance. Não existe a reencarnação, nem o purgatório, nem qualquer outra segunda chance após a morte: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9:27). A notícia da morte de Absalão sinalizou, para muitos em Israel, o fim do conflito e sofrimento que ele causou. Para Davi, trouxe as profundas emoções de um pai que perdeu, para sempre, um filho. 
É comum, especialmente diante da morte triste de um filho como Absalão, procurar explicações para justificar sua trajetória à destruição. Muitos culpam a sociedade, os pais ou o próprio Senhor. Sem dúvida, outros seres humanos, e até os próprios pais, frequentemente contribuem ao fracasso de um filho. Mas tais fatores não podem servir como desculpas ou justificativas. Apesar de qualquer circunstância de sua vida e independente das falhas dos outros, Absalão foi desobediente e rebelde. Ele tomou as decisões que o levaram ao fim trágico. Teve muitas oportunidades durante vários anos para arrepender-se e reconciliar-se com seu pai, mas não o fez. Poderia ter humilhado-se diante de Deus, diante Davi, e diante do povo de Israel, mas não venceu seu próprio orgulho e egoísmo. Absalão foi perdido porque ele foi rebelde. 
2. As consequências da rebeldia. São inevitáveis e penosas. Observe que todas as personagens mencionadas no item anterior foram punidas exemplarmente por casas dos seus atos de rebeldia.
a) Caim, não poderia mais lavrar a terra e que fugitivo e vagabundo seria na Terra(Gn 4:12). Deus o amaldiçoou em toda a Terra, retirou a sua habilidade para o cultivo da terra e o sentenciou a uma vida como fugitivo e errante (Gn 4:12). Toda a civilização nascida de Caim acabou por perecer.
b) Hofni e Fineias, foram mortos por causa de seus pecados de rebeldia e desleixo com o culto ao Senhor (1Sm 2:34; 4:11). A combinação do relaxamento de Eli com a rebeldia, a obstinação e a teimosia dos seus filhos atraiu o juízo de Deus contra o lar de Eli. Esta família sacerdotal foi excluída, para nunca mais exercer nenhuma espécie desse ofício. Eli e sua casa perderam, em caráter irrevogável, tal direito(1Sm 2:31-35; 3:12-14). Este fato denota a severidade de Deus e a consequência dos descontroles na criação de filhos.
c) Absalão, sua rebeldia causou terríveis resultados ao reino de Davi, seu pai. Seu egoísmo e sua rebeldia chegaram ao ponto de forçar uma guerra civil que custou a vida de 20.000 homens (2Sm 18:7). Nesta guerra, as forças do rei mataram Absalão(2Sm 18:14,15). Esse jovem que tinha tudo para ser feliz, pois não lhe faltava nada: poder, riqueza, posição social(era príncipe), era muito belo fisicamente. Todavia, era egoísta, vingador, assassino, rebelde, imoral, desonrou seu pai. Isso tudo causou-lhe a pior consequência: a morte prematura. Está escrito: “Honra  a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que te dar o Senhor”(Dt 5:16).

III. O QUE FAZER DIANTE DA REBELDIA DE UM FILHO

rebeldia vem do ato de desobediência, filhos que fazem escândalos e alguns até mesmo chegam a ficarem agressivos com os pais ou familiares. Realmente esta situação acontece muito e é preciso saber lidar com este tipo de acontecimento de maneira inteligente e equilibrada.
Em primeiro lugar, não arrefeça a sua autoridade paterna. E para que essa autoridade deslize fluentemente pelo seu leito de realização é preciso que, primeiramente, os pais estejam desfrutando de um relacionamento sadio, ordeiro, dinâmico e frutífero. Esta harmonia entre marido e mulher será de grande valor para os filhos, pois estes aplicarão às suas vidas o exemplo prático dado pelos pais. Aliás, ser exemplo é questão sine qua non no lar. Sem o exemplo pessoal não formamos sadiamente o caráter de nossos filhos. Não podemos errar neste ponto sob risco de por a perder todo o futuro moral de nossos filhos. E, se isto ocorrer, já não mais adianta chorar o leite derramado, como aconteceu com Davi em relação a seu filho Absalão (ler 2Sm 18:33). Como diz o ditado: "É mais fácil construir um menino do que remendar um homem!". Então, enquanto há tempo e possibilidade, saibamos investir seriamente na formação do caráter dos filhos.
Em segundo lugar, não marginalize o seu filho, mesmo que você tenha feito tudo para criá-lo no caminho certo. Demonstre amor e carinho incondicional por ele. A oração e o amor são pilares fundamentais que os pais devem estear diante da rebeldia de um filho, que agora se tornou adulto. Vale lembrar que nem sempre os pais erram nas suas obrigações e, ainda assim, pode ocorrer que alguns de seus filhos não correspondam às suas expectativas. Foi ocaso dos pais de Sansão (Jz 14-16), jovem obstinado e desobediente que não seguiu a instrução de seus pais. Contudo, mesmo sofrendo consequências graves(seus olhos foram vazados e tornou-se escravo, de forma vigiada, dos seus inimigos), no final da sua vida ele voltou-se inteiramente ao Senhor, e suas forças sobrenaturais foram restauradas, a despeito de sua morte física.
Em terceiro lugar, mantenha uma comunicação clara e direta. Sem a menor sombra de dúvida, o diálogo é um dos pontos mais importantes no relacionamento com o adolescente ou o jovem que apresenta comportamento rebelde. Entre os pais e filhos tudo pode, e deve, ser conversado. Deve ser uma comunicação sem imposição de ideias, sem preconceitos, sem rancores. Os filhos precisam ter abertura e confiança para segredar aos pais seus conflitos, suas fraquezas e suas necessidades mais íntimas. Os pais precisam ter empatia e sabedoria, para ver as coisas como os filhos as vêem, ajudando-os a superar suas dificuldades na dependência do poder de Deus. Toda incomunicabilidade é um fracasso. A ausência do diálogo na família significa uma falta imperdoável na educação dos filhos. O diálogo aproxima o coração dos pais ao coração dos filhos. Dele “nasce a luz”.

CONCLUSÃO

Quando se perde as rédeas da disciplina familiar, seja porque a rebeldia dos filhos extrapolou os limites do aceitável, seja porque os próprios pais não são exemplos a serem seguidos, então fica difícil de se obter qualquer resultado positivo na vida de muitas crianças, adolescentes e jovens.
Os pais devem ensinar os filhos a honrarem-nos. Para que os filhos tenham longa vida na terra. Afinal a condição de ter vida longa na terra é se submeter ao seu pai e a sua mãe. Filhos rebeldes e desobedientes tem seus dias encurtados nesse mundo. O imperativo de Deus é: "Honra a teu pai e a tua mãe que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Ef 6:1).
Que o Senhor nos dê a graça de vermos uma geração de filhos que ousem obedecer e honrar a seus pais, para que vejamos tempos mais venturosos na família, na igreja e na sociedade.



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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Novo Testamento).

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Revista Ensinador Cristão – nº 51 – CPAD.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

EBD 7ª AULA


 A DIVISÃO ESPIRITUAL NO LAR


Texto Básico: 1Corintios 7:12-16


“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra”(1Pe 3:1)

INTRODUÇÃO

A família é um projeto divino. Uma ideia que nasceu no coração de Deus, executada por Ele mesmo. Ele a criou porque é importante o convívio familiar. Ele mesmo disse: “Não é bom que ohomem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”(Gn 2:18, CF). Foi um plano incluído dentro do projeto geral da criação, perfeito em todos os aspectos: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom“(Gn 1:31).
A Bíblia é clara e resoluta, a família começa com a união matrimonial entre um homem e uma mulher. Somente duas pessoas de sexos diferentes – macho e fêmea – podem contrair matrimônio. Observe que o Senhor, ao instituir o casamento, disse: “Portanto deixará o homemo seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne(Gn 2:24). É impossível que as partes que se unem no casamento sejam complementares, se não forem de sexos diferentes. O Criador fez a mulher distinta do homem, para que ambos, juntos, pudessem realizar o que Ele determinou. A mulher tem outro modo de ser, de andar, de sorrir. Deus criou Eva para compartilhar com Adão as suas emoções e os seus afetos. Juntos, podem cumprir os propósitos de Deus para essa instituição, propósitos esses que vão além da procriação.
Não há instituição que substitua a família, no processo da socialização do indivíduo. Tudo o que é feito por outras instituições é de caráter complementar.
O comportamento humano é construído sobre os alicerces lançados na família. Entretanto, a cada dia fica mais difícil encontrar famílias saudáveis. Deus não cometeu nenhum erro no Seu projeto. Ocorre que a família é formada de seres humanos imperfeitos, os quais vivem, às vezes, sob o domínio do pecado, e outras vezes sob sua influência.
É válido salientar que o casamento é uma aliança. Malaquias 2:14 se refere ao casamento como uma aliança: "E perguntais: Por que? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança". É por isto que Deus odeia o divórcio(Ml 2:16). No livro de Provérbios 2:17, Deus adverte contra a adúltera que lisonjeia com palavras, que "deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança com Deus". Note bem, ao deixar a pessoa com quem ela se casou, é acusada de quebrar sua aliança. Portanto, o casamento é uma aliança, e por isto não podemos tratá-lo a nosso próprio gosto.
Às vezes a divergência de credos pode ser uma grande fonte de conflitos na família. Porém, em todo o tempo a Bíblia enfatiza a importância do vinculo conjugal e recomenda, ao cônjuge descrente, a submissão(1Pe 3:1; Tt 2:4,5) a fim de que ele seja alcançado por intermédio do bom testemunho do cristão. Essa é a vontade de Deus. É o que vamos estudar nesta Aula.

I. CONVIVENDO COM O CÔNJUGE NÃO CRENTE

1. A convivência com o cônjuge descrente. A convivência com o cônjuge descrente é um desafio à fé. Existem três situações, consideradas mistas, que podem ocorrer numa convivência entre cônjuges: (a) Existe o caso em que um homem e uma mulher se casam não sendo crentes, e um deles depois se converte ao evangelho, e o outro não; (b) Existe o caso de uma pessoa crente que se casa com uma não crente. Isso ocorre com certa frequência, quando um cristão decide desobedecer a Deus quanto à escolha de um cônjuge; (c) Existe o caso de duas pessoas se casarem na igreja, e um dos cônjuges professar ser cristão, mas não mostrar de forma evidente o fruto do espírito e a salvação depois do casamento.
Em qualquer destes casos há divergências sobre o pensamento religioso, com grande possibilidade de conflitos, dificultando a convivência e a unidade da família. Não obstante, a vontade de Deus é que seja preservada a unidade familiar. A Bíblia não defende o divórcio, nem mesmo de um cônjuge crente e um não crente. O ideal de Deus é que marido e esposa permaneçam juntos, mesmo quando um dos cônjuges não for crente.
O apóstolo Paulo recomenda que não haja a separação do casal, se houver entre eles consenso no tocante à vida em comum, ou seja, se o não crente quer continuar vivendo com o crente, que não haja a separação: "Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe" (1Co 7:13,14). Por causa do desejo de servir a Cristo, algumas pessoas na igreja corintia pensavam que deveriam divorciar-se de seu cônjuge pagão e se casar com um cristão. Mas Paulo reafirmou o compromisso do casamento.
O cônjuge cristão deve tentar ganhar o outro para Cristo. Seria fácil pensar no rompimento do relacionamento, porém, Paulo enfatizou que se deve permanecer com o cônjuge incrédulo e ser uma influência positiva na união. Assim como Jesus, Paulo acreditava que o casamento deve ser para sempre(ver Mc 10:1-9).
Quando a fé cristã entra em um lar descrente, ela deve ser uma ponte de novas bênçãos e não de novas desavenças. O fato de um cônjuge incrédulo viver com um cônjuge crente possibilita a esse cônjuge incrédulo conhecer o evangelho e ser abençoado por ele. O cônjuge incrédulo é trazido para mias perto de Deus ao conviver com um cristão na mesma casa.
Como, então, se evitar o conflito entre os cônjuges que não professam a mesma fé?  A pessoa que é cristã deve se portar como uma serva ou servo de Deus, dando testemunho de autentico filho de Deus, de uma pessoa santa. Desta feita, o cônjuge que é cristão deve fazer de tudo para evitar o conflito. Deve-se evitar discussões sobre religião ou igreja. O cônjuge descrente deve perceber que ser cristão é ter uma vida alegre, de paz, de harmonia, de mansidão e de profunda esperança no porvir. A recomendação de Paulo é bastante acolhedora: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens”(Rm 12:18).
Sabe por que o apóstolo Paulo exorta que o cônjuge se comporte dessa maneira? Ele responde no versículo 16: “Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”. Nesta mesma linha de pensamento o apóstolo Pedro diz: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissos a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à Palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor”(1Pe 3:1,2). É claro que este mesmo conselho vale para o homem.
Mas se o cônjuge incrédulo quiser se separar do outro por não aceitar a sua fé em Cristo? Paulo responde“Mas, se o incrédulo se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou a irmã, não está sujeito à servidão”. Observe que a iniciativa é do incrédulo e nunca do cristão. Caso aconteça do cônjuge descrente abandonar ou divorciar-se do cônjuge crente, o relacionamento conjugal é dissolvido e o crente está livre das suas obrigações conjugais anteriores. “Neste caso... não está sujeito à servidão”, significa que o crente fica desobrigado do contrato conjugal anterior. A palavra “servidão” significa literalmente “escravizar”. Neste caso, o crente fiel já não está escravizado aos seus votos conjugais. Tal cônjuge crente abandonado fica livre para casar-se de novo, mas só com um crente (1Co 7:39). Contudo, é bom ressaltar que o propósito principal da carta de Paulo era exortar as pessoas casadas a buscarem a união, não a separação(ver 1Co 7:17; 1Pe 3:1,2).
2. Santificando o cônjuge. O apóstolo Paulo dando continuidade a sua explicação sobre a união matrimonial entre um crente e um incrédulo, se expressa: “Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédula é santificada pelo marido crente” (1Co 7:14). Paulo não está dizendo que o marido incrédulo é convertido e salvo pelo fato de estar casado com uma mulher crente ou vice-versa. O casamento não é um meio de conversão. O que Paulo está dizendo é que o marido ou a mulher traz benefícios para a sua família. Esse cônjuge incrédulo fica, assim, exposto à influencia benéfica do evangelho.
Quando a fé cristã entra em um lar descrente, ela deve ser uma ponte de novas bênçãos e não de novas desavenças. O fato de um cônjuge incrédulo viver com um cônjuge crente possibilita a esse cônjuge incrédulo conhecer o evangelho e ser abençoado por ele. O cônjuge incrédulo é trazido para mais perto de Deus ao conviver com um cristão na mesma casa.

II. AGINDO COM SABEDORIA

1. Na criação dos filhos. A tarefa mais importante que os pais devem desenvolver em relação a seus filhos é, sem dúvida, a formação de um caráter reto. A formação do caráter é como a construção de uma casa, onde cada tijolo é colocado cuidadosamente, sendo que cada “tijolo” representa um hábito. Podem ser hábitos bons ou maus. Muitas vezes observam-se rachaduras, e isto é evidência de que os “tijolos” são de má qualidade ou foram mal colocados. Esses hábitos ruins devem ser corrigidos, senão a casa cairá quando a tempestade da prova a açoitar. É pela repetição de atos que se formam os hábitos e o caráter é confirmado.
A desestruturação do lar pode trazer consequências desastrosas à formação do caráter dos filhos. Estas podem ser de menor ou maior gravidade, acarretar pequenos desvios recuperáveis ou deformações de conduta moral, ética e sobretudo espiritual de proporções alarmantes. A ausência de regras no lar, a falta de liderança paterna ou liderança dividida, a permissividade, a passividade, a cumplicidade, o medo, entre outros, incluem-se nas barreiras que contribuem para a desestruturação do lar e a má formação do caráter dos filhos.
No lar, onde um dos cônjuges não é cristão temente a Deus, ainda fica mais difícil a formação do caráter da criança ou do adolescente dentro dos ditames orientadores da Palavra de Deus. Apesar disso, o servo ou a serva de Deus deve evitar, de todas as maneiras, o conflito. Deve, sim, se comportar com maturidade espiritual, visando trazer harmonia e paz no lar. Deve-se ter cuidado para não dar lugar ao diabo(Ef 4:27), possibilitando-o interferir na estrutura familiar.
Com muita oração, prudência e sabedoria, os filhos devem receber instrução espiritual adequada e progressiva para aprender a colocar sua fé em Deus e não se tornarem desobedientes, teimosos e rebeldes(ver Dt 6:1-9). A ausência dessa instrução é prejudicial ao relacionamento entre pais e filhos e à formação do caráter cristão dos filhos. O ensino da Palavra de Deus molda o caráter e aperfeiçoa a vida moral, emocional e espiritual dos membros da família. Não é tarefa fácil, mas não impossível.
Tome-se como exemplo a mãe de Timóteo, Eunice. Ela, judia, era casada com um grego que não temia o Deus de Israel(At 16:1). Mas isso não impediu que ela instruísse seu filho “no caminho que deve andar”(Pv 22:6). Ela e sua mãe(Lóide) ensinaram a Timóteo a Palavra de Deus, livrando-o das influências do paganismo helênico. O apóstolo Paulo testemunha isso: ”Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti”(2Tm 1:5). Timóteo tornou-se um zeloso ministro de Deus(1Ts 3:2), fiel no Senhor(1Co 4:17), e um grande cooperador no ministério do apóstolo Paulo (Rm 16:21; 1Ts 3:2).
O apóstolo Paulo escrevendo à igreja de Corinto orienta ao cristão, cujo cônjuge é descrente, da seguinte maneira: “Porque o marido incrédulo é santificado pela mulher, e a  mulher incrédula é santificada pelo marido crente; de outro modo, os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos”. Aqui, o termo “santo não indica, de maneira alguma, que os filhos em si são santificados, ou seja, que vivem de modo limpo e puro. Antes, significa que são separados e colocados em posição de privilégio. Pelo menos um de seus pais ama ao Senhor e lhes contará sobre o amor de Cristo e o seu plano salvífico. Existe a grande possibilidade de serem salvos. Eles têm o privilégio de viver em um lar no qual um dos pais possui, dentro de si, a presença do Espírito Santo.  Desde o nascimento eles estão expostos ao ensino e ao exemplo da fé cristã.
2. Nos afazeres domésticos. Conquanto o cônjuge seja zeloso em sua fé em Deus e diligente no cumprimento dos deveres demandados pela igreja, jamais deve privilegiar estes em detrimento dos pleitos do lar. Na escala de prioridade está: Deus, a família e a igreja. Portanto, deve-se evitar a compatibilidade dos momentos necessários para os afazeres domésticos com aqueles reservados à igreja.
Com relação à mulher, ela não deve deixar sua casa desorganizada, as refeições por fazer e as roupas da família sujas, sob a alegação de que a reunião da igreja encerrou fora do horário normal. O cônjuge descrente poderá não gostar da atitude da esposa e poderá alegar que a igreja está sendo uma pedra de tropeço à sua família.
A mulher casada tem deveres e responsabilidades diferentes das que tem a mulher quando solteira. Quando casada, ela deve ser diligente e boa dona-de-casa. Assim sendo e assim agindo, a esposa está contribuindo para o equilíbrio das finanças do lar e da família. Mesmo aquela que tenha recursos para manter uma empregada doméstica, é bom lembrar que cabe-lhe dar as ordens, portanto, deverá conhecer o que será melhor para o bom andamento do seu lar. “Toda mulher sábia edifica sua casa, mas a tola derruba-a com a suas mãos”(Pv 14.1)Logo, a mulher é negligente com sua casa quando a sua prioridade não é cuidar dos seus encargos familiares e agradar seu marido, seja ele crente ou não.
Faz bem enfatizar que a administração do cotidiano do lar, segundo os planos e diretrizes decididos pelo marido, deve ficar com a mulher, pois sua intuição e sensibilidade são fundamentais para que a família possa suprir todas as suas necessidades econômico-financeiras, de higiene e vestuário entre outras (Pv 31:13-27). Verdade é que, em virtude de a mulher estar, cada vez mais, trabalhando fora de casa, deve haver um compartilhamento de tarefas com o marido, mas jamais deve a mulher deixar de responder pela coordenação e supervisão desta parte, pois é este o modelo bíblico e as condições culturais não alteram a natureza do homem e da mulher.
Agir com sabedoria na administração do tempo é um fator que evita conflitos. Uma mulher que sabe discernir entre o certo e o errado, que é cônscio de seus deveres no lar, que sabe respeitar o seu cônjuge e admoestar os seus filhos, é considerada uma mulher sábia, virtuosa. “Os seus filhos a respeitam e falam bem dela, e o seu marido a elogia”(Pv 31:28). A recíproca é verdadeira.
3. Na vida espiritual. O que fazer quando o cônjuge descrente impede o outro de participar das reuniões e das atividades da igreja? É bom saber que isto acontece com muita frequência, muito mais para o lado da mulher! Numa situação dessa o cônjuge cristão deve agir com bastante sabedoria, visando a unidade da família e o bem-estar dos filhos.
Em hipótese nenhuma deve-se conflitar com o cônjuge descrente. Pense bem que a sua conduta e a sua maneira de agir poderá, em muito, causar reflexos sérios na vida do esposo descrente, cauterizando a sua mente com relação às coisas de Deus e da igreja. Lembre-se que ele é uma alma a ser ganha para Jesus. Portanto, deve-se agir com prudência. Deve-se ter sabedoria de coração. Está escrito: “o sábio de coração será chamado prudente...”(Pv 16:21); “No coração do prudente a sabedoria permanece, mas o que está no interior dos tolos se faz conhecido”(Pv 14:33); “A casa e os bens são herança dos pais; porém do Senhor vem a esposa prudente”(Pv 19:14).
Todavia, mesmo diante deste obstáculo, a vida espiritual nunca deve ser relaxada. Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito em Verdade(João 4:23). Deve-se reservar um espaço e um horário adequado para oração, adoração e meditação da Palavra de Deus. Veja o exemplo de Daniel, apesar de suas inúmeras atividades no reinado na Babilônia(no reinado de Nabucodonosor(Dn 2:48), de Dario e Ciro – Dn 6:28), ele nunca deixou de buscar (três vezes ao dia – Dn 6:10) a face do Senhor Deus. Jesus, também nos ensina que devemos reservar um lugarzinho em nossa casa para buscar a sua face de forma mais reservada: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”(Mt 6:6). Certamente, esses momentos preciosos na presença de Deus trará fortaleza espiritual e ajudará suportar as perseguições por parte do cônjuge descrente; além disso, evitará conflitos. Procedendo assim, Deus agirá em seu favor; e, quem sabe, pela sua maneira de agir o cônjuge descrente converta-se ao Senhor Jesus, e mais tarde poderá dizer: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Atente para a boa recomendação de Pedro: “SEMELHANTEMENTE, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra”(1Pe 3:1).

III. EVANGELIZANDO O CÔNJUGE

1. Com nova postura. Em Jesus Cristo nos tornamos novas criaturas (2Co 5:17). Fomos gerados novamente pelo Espírito Santo e passamos a viver uma nova vida. Não vivemos mais segundo a carne, cumprindo os seus desejos malignos. Como novas criaturas, produzimos novos frutos, ou seja, novas ações, pois agora somos guiados e dirigidos pelo Senhor.
Nossas atitudes são como frutos. Elas nos identificam, revelando o nosso caráter cristão (Gl 5:22). Como podemos distinguir um cristão autêntico de um falso? Pelas suas ações, atitudes. A Palavra deixa claro que uma árvore boa não pode produzir mau fruto (Mt 17:17), pois vai contra a sua natureza, sua essência. Assim também acontece conosco.
Os atos falam mais alto do que as palavras. Por isso é que dizem que a pregação com a nossa vida, com os nossos atos são mãos penetrantes do que as palavrasCada um de nós precisa entender que estamos em cena e nossas ações estão sendo observadas o tempo todo. Depois que entregamos a nossa vida a Cristo tornamos-nos pessoas marcadas; o mundo está apenas aguardando a primeira oportunidade para nos chamar de hipócritas! Satanás é o deus deste mundo e tenta explorar cada deslize nosso.
Portanto, portar-se como autêntico servo de Deus é uma maneira substancial de evangelizar o cônjuge descrente. Ele verá que em você há algo diferente, sua vida foi transformada de verdade, houve profunda mudança em seu caráter. E, dessa maneira, o incrédulo poderá até vir a se converter a Cristo. Pense nisso!
2. Com bom testemunho. Quando passamos a ter Jesus como nosso único e suficiente Senhor e Salvador, passamos a viver como o patriarca Jó: retos, sinceros, tementes a Deus e que se desviam do mal (Jó 1:8; 2:3). Isso será demonstrado através de nossa conduta, em nosso viver diário.
Após a conversão, o nosso comportamento deve evitar toda a aparência do mal. Exorta-nos o apóstolo Paulo: “Abstende-vos de toda aparência do mal” (1Tes 5:22). A abstenção do pecado é a única forma pela qual obteremos a santificação, mediante a qual teremos uma vida de comunhão com Deus.
Muitos crêem que “pecadinhos”, “pecados menos graves” não os impedirão de ir para o céu, mas o apóstolo deixa aqui bem claro que devemos nos abster de toda a forma do mal, de todo tipo de mal, de toda espécie de mal. Se nos abstivermos de toda a espécie de mal, se fizermos a nossa parte, Deus fará a dEle, qual seja, a de nos santificar em tudo, começando pelo espírito, passando pela alma e indo até o corpo. Quando tomamos a decisão de nos afastarmos do pecado, entramos em comunhão com Deus e o Senhor nos santifica, nos torna santos, nos justifica, numa transformação que começa de dentro para fora.
A conduta do crente deve refletir a de uma pessoa transformada, que foi lapidada pelo poder do Espírito Santo. O crente deve ter uma vida exemplar, quer em costumes, vestimentas, negócios, palavras, por está sendo observado por outros. As pessoas do mundo podem não ler a Bíblia, mas certamente lerão a vida do crente, que deve ser uma carta viva a testemunhar de seu Criador. Está escrito: “Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo” (Fp 1:27).
Nos dias em que vivemos, muitos há que defendem estratégias de convivência ou de tolerância com o pecado. Criam um sem-número de subterfúgios para conviver com condutas pecaminosas, entre as quais a mais em voga, na atualidade, é a chamada “questão cultural”, querendo, com isto, justificar condutas que, “no passado seriam pecaminosas, mas que, com a evolução da humanidade, não mais podem ser assim consideradas”. Tudo não passa de artimanha do inimigo de nossas almas, que está bramando como leão buscando a quem possa tragar (1Pe 5:8). Pecado é pecado porque é uma ofensa a Deus e Deus não muda (Tg 1:17), de sorte que pecado será pecado em qualquer cultura, em qualquer região, em qualquer lugar.
Portanto, o testemunho caracteriza-se, pois, pela prática de atos que são agradáveis a Deus, que demonstram obediência e reconhecimento da soberania do Senhor sobre a pessoa. Não é possível ter o testemunho de Jesus Cristo sem que se faça aquilo que o Senhor tem ordenado na Sua Palavra. O testemunho nada mais é que a expressão do amor à Palavra do Senhor (Ap 1:2,9; 6:9; 12:11,17).
Não esqueçamos que o bom testemunho, a boa conduta do cristão, começa no lar, nas pequenas atitudes. “O cônjuge descrente precisa perceber a mudança realizada por Jesus em sua casa através da conversão do outro”.

CONCLUSÃO

O primeiro grupo social a que uma pessoa pertence é a família, grupo criado pelo próprio Deus (Gn.2:23,24) e que procura suprir as necessidades sentimentais, afetivas e emocionais básicas do ser humano. A função da família é, precisamente, impedir que haja o sentimento de solidão, que caracterizava Adão antes da formação da mulher (Gn.2:20). É o desejo de Deus que os cônjuges superem as dificuldades e permaneçam unidos como Deus os criou, mesmo que aja “divisão espiritual no lar”.
Portanto, se um cristão tem uma esposa incrédula e esta consente em morar com ele, não deve deixá-la. Isso não significa que é permitido a um homem cristão casar com uma mulher incrédula. Antes, se ele já era casado quando foi convertido, não deve abandoná-la. Semelhantemente, a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, deve ficar com o marido. Talvez possa ganhá-lo por meio de seu testemunho humilde e piedoso. A vida e o testemunho da pessoa convertida a Cristo influenciam esse lar para Deus. O cônjuge descrente se vê sob uma influência espiritual que contém a possibilidade da conversão.
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Novo Testamento).

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Revista Ensinador Cristão – nº 51 – CPAD.
Princípios de Deus para o casamento – Rev. Hernandes Dias Lopes.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/

domingo, 29 de julho de 2012

ESTUDOS BÍBLICOS


ESCATOLOGIA - DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS

01- O QUE SIGNIFICA "ARREBATAMENTO DA IGREJA"?
Arrebatar quer dizer raptar, levar com ímpeto, com força, arrancar, resgatar, tirar. Para os crentes significa o momento glorioso em que Jesus, na Sua volta, levar a Sua Igreja para junto de Si. O arrebatamento dar-se-á "num abrir e piscar de olhos", em dia e hora que não sabemos. Como a Igreja compreende os vivos e os mortos - os que vivem com Cristo e os que morreram em Cristo - , no momento do arrebatamento "os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro, depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles (com os primeiros, os mortos) nas nuvens, PARA O ENCONTRO DO SENHOR NOS ARES, E ESTAREMOS PARA SEMPRE COM O SENHOR" Aleluia! (1 Tessalonicenses 4.16-17).
02 - COMO SERÁ A DESTRUIÇÃO DA TERRA?
A Bíblia fala de novos céus e nova terra: "Como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer..." (Isaias 66.22); "Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça" (2 Pedro 3.13); "Então vi um novo céu e uma nova terra, pois já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (Apocalipse 21.1) "Faço novas todas as coisas" (Apocalipse 21.5). Logo, céu e terra passarão. A Bíblia ensina haver três céus: o primeiro, significando a atmosfera que circunda a Terra (Oséias 2.18); o segundo, o céu das estrelas (Gênesis 1.14-18); e o terceiro, também chamado Paraíso, é a habitação de Deus e de todos os salvos (Filipenses 1.23). O "FOGO" será o principal elemento a ser usado por Deus no derramamento de seus juízos sobre a Terra e na destruição de corpos celestes. Vejamos:
  • "Os céus e a terra se guardam para o fogo" (2 Pedro 3.7)
  • "Os céus em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão" (2 Pedro 3.12)
  • "O Senhor virá em fogo, e os seus carros como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo. Porque com fogo e com a sua espada entrará o Senhor em juízo com toda carne, e os mortos do Senhor serão multiplicados" (Isaias 66.15-16).
  • "Diante dEle um fogo consome, atrás dEle uma chama abrasa "(Joel 2.3).
Leia: Hebreus 10.26-27; Joel 2.30; Apocalipse 20.9; 2 Tessalonicenses 1.6-8; Lucas 17.29-30
03 - QUAL A SITUAÇÃO DOS QUE MORREM SEM CRISTO?
É a pior possível, difícil até de ser imaginada ou descrita. Os que morrem sem Cristo vão diretamente para um lugar de TORMENTOS, e ali aguardarão a condenação eterna. Nesse lugar, não terão a mínima chance de recuperação ou de salvação. É a morte eterna, ou seja, a eterna separação do Criador.(Lucas 16.22-23). Nesse lugar tenebroso permanecerão até que se completem os mil anos do reinado de Cristo. Após esse período, ressuscitarão para receberem a condenação e serem lançados "no lago que arde com fogo e enxofre, que é a Segunda Morte". (Apocalipse 20.5; 21.8; João 3.18).
04 - QUANDO SURGIRÁ O ANTICRISTO?
O Anticristo será a encarnação de Satanás, e iniciará seu governo aqui na Terra - será um governante mundial - logo após o arrebatamento da Igreja, e exercerá o seu domínio durante sete anos, tempo em que durará a Grande Tribulação. Na metade dos sete anos, esse monstro enganará a muitos, operando sinais e maravilhas. Depois disso, mostrará sua verdadeira face e exigirá que seja adorado como Deus. Leia: Daniel 7.8, 24, 25; Daniel 9.27; Daniel 11.36-45; 2 Tessalonicenses 2.1-12; Apocalipse 11.6-7; 13.7, 15-18; 19.15-21.
05 - O QUE É ESCATOLOGIA?
É o estudo sistemático e lógico das doutrinas relativas às últimas coisas, tais como "Arrebatamento da Igreja", "Tribunal de Cristo", "Grande Tribulação", "Milênio", "Bodas de Cristo", "Julgamento Final", Novos Céus e Nova Terra",etc.
06 - EM QUE ÉPOCA RESSUSCITARÃO OS ÍMPIOS?
Os mortos SEM CRISTO, ou seja, os que não são filhos de Deus, ressuscitarão ao final do Milênio, no fim do reinado milenar de Jesus Cristo. Ressuscitarão para receberem a condenação eterna. "Muitos dos que dormem no pó da terra ressurgirão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e desprezo eterno" (Daniel 12.2). "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem" (Apocalipse 20.5) (João 5.28-29). Todavia, os que morrerem em Cristo, ou seja, os filhos de Deus, ressuscitarão na segunda vinda de Jesus (1 Tessalonicenses 4.16-17).
07- COMO SERÁ A SEGUNDA VINDA DE JESUS?
Jesus prometeu voltar. Em várias ocasiões Ele afirmou que voltaria. Não mais para "buscar as ovelhas perdidas", mas para buscar a Sua Igreja e derramar seus juízos sobre a Terra. Na primeira fase de Sua volta, Ele arrebatará o povo de Deus; na Segunda fase, sete anos depois, fará justiça sobre as nações ímpias e estabelecerá Seu reinado por mil anos (1 Tessalonicenses 4.16-17; Apocalipse 20-22). A primeira fase será secreta e só a Igreja sentirá seus efeitos. A segunda fase - conhecida como revelação - todos O verão.
08- O QUE É "ESTADO INTERMEDIÁRIO"?
É a situação em que se encontram todos os mortos, quer tenham morrido em Cristo, quer não. Dá-se o nome de "intermediário" porque as almas nesse estado aguardam o dia em que ressuscitarão, para a vida eterna ou para a perdição eterna (1 Tessalonicenses 4.15-17). Noutras palavras, é o estado das pessoas entre a morte física e a ressurreição. O lugar onde se encontram é identificado no Antigo Testamento como Sheol (no hebraico), e, no Novo Testamento, como Hades (no grego). Esses termos correspondem ao reino da morte (Salmos 18.5; 2 Samuel 22.5-6). Antes da morte-ressureição de Jesus, no Sheol-Hades dividia-se em três partes distintas. Para melhor compreensão imaginemos um círculo dividido em três partes: na parte de cima, o lugar dos justos, conhecido como "Paraíso" (Lucas 23.43), "Seio de Abraão" (Lucas 16.22), "Lugar de Consolo" (Lucas 16.25). Na parte de baixo, o lugar dos ímpios, chamado "Lugar de Tormentos" (Lucas 16. 23). Entre a parte de cima e a de baixo fica o "Lugar de Trevas" (Judas 6), "Cadeias da Escuridão" (2 Pedro 2.4), "Abismo" (Lucas 16.26), "Prisão" (1 Pedro 3.19).
Há quem aceite a interpretação literal de Efésios 4.9 para afirmar que o Sheol-Hades se encontra nas profundezas da Terra, ou seja, no interior do nosso planeta. Para isto citam os seguintes versículos que falam de "sepultura"', "interior da terra", "profundezas" e expressões semelhantes: Gênesis 37.35; Números 16.30,33; Jó 17.16; Salmos 30.3; 86.13; 139.8; Provérbios 9.18; 15.24; Isaías 38.18; Ezequiel 31.15; Amós 9.2. O meu entendimento é que esse lugar é espiritual (não físico). Um lugar no mundo espiritual. Não sabemos exatamente onde fica nem sobre ele conhecemos mais detalhes.
Depois do Calvário houve uma mudança radical na composição do Sheol-Hades: a parte de cima - Paraíso, Seio de Abraão ou Lugar de Consolação - foi trasladada para o terceiro Céu, na presença de Deus. Jesus afirmou que as portas do Hades não prevaleceriam contra a Sua Igreja (Mateus 16.18). Por isso, "quando Ele subiu às alturas levou cativo o cativeiro" (Efésios 4.8). Esclarecendo: quando Jesus subiu aos Céus levou consigo os crentes do Antigo Testamento que estavam no "Seio de Abraão". Esse traslado pode ter ocorrido entre a morte e a ressurreição de Jesus, em razão de Lucas 23.43 e 1 Pedro 3.19. O "Lugar de Tormentos" e o "Abismo" não sofreram alteração com a morte-ressurreição de Jesus. A Bíblia, em Lucas 16.19-31, bem ilustra composição do lugar dos mortos (Sheol-Hades) antes do Calvário: o Seio de Abraão; o lugar de paz em que se encontrava Lázaro, e o "grande abismo" entre as duas partes. Os mortos sem Cristo continuam indo para o Hades. No "Abismo" se encontram alguns dos anjos caídos, "reservados para o Juízo" (2 Pedro 2.4; Apocalipse 9.2). Convém lembrar:
  1. Que os ímpios não podem sair do Hades, uma prisão cuja chave está nas mãos de Jesus (Apocalipse 1.18). O Diabo e seus demônios, esses estão soltos por enquanto e enganam a muitos nos rituais mediúnicos.
  2. Não se pode confundir Sheol-Hades com Purgatório, este lugar intermediário de purificação das almas, segundo o ensino antibíblico da Igreja Católica. A situação para quem está no Paraíso, com Cristo, ou no Hades (Inferno) é definida, irreversível. No Paraíso os fiéis aguardam a Primeira Ressurreição para a vida eterna (1 Tessalonicenses 4.16-17); no Hades os ímpios aguardam a Segunda Ressurreição para o castigo eterno (Apocalipse 20.5,6,13-15).
  3. Hades e Sheol são também traduzidas por inferno, tanto no Antigo Testamento (Deuteronômio 32.22; 2 Samuel 22.6; Jó 11.8; Salmos 16.10), como no Novo Testamento (Mateus 16.18; Provérbios 23.14; Apocalipse 1.18). Todavia, o inferno propriamente dito, a morada final dos ímpios, do Diabo e seus demônios, e do Anticristo, é o Lago de Fogo e Enxofre (Apocalipse 19.20; 20.10,14,15; 21.8).
09- O QUE É "O DIA DO SENHOR"?
Não será um dia comum, um dia terrestre de 24 horas. O Dia do Senhor, de que muito fala a Bíblia, será um período de mais de mil anos. Começará após o arrebatamento da Igreja, e terminará depois da criação dos novos céus e nova terra e do reino milenar de Cristo, passando pela Grande Tribulação, onde o Anticristo estará em plena atividade. Vejamos o que a Palavra diz sobre esse Dia: "O Dia do Senhor dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido..."(Isaias 2.12); "Pois o Dia do Senhor está perto, e virá como assolação da parte do Todo-Poderoso" (Joel 1.15); "O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor" (Joel 2.31); "Certamente aquele dia vem; arderá como fornalha "(Malaquias 4.1); "Porque vós sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite" (1 Tessalonicenses 5.2). Esse grande e terrível Dia do Senhor diz respeito aos tempos do fim, ao Juízo Final, ao julgamento dos ímpios. Exclui-se desse período o arrebatamento da Igreja, chamado de "Dia de Cristo" pelo apóstolo Paulo (Filipenses 1.6,10). A retirada do povo de Deus da terra faz parte do Plano Divino para a restauração de todas as coisas. Os não arrebatados - os ímpios, os transgressores da lei, os que não quiseram dar ouvidos ao Evangelho; os que se rebelaram contra Deus; os que não aceitaram Jesus como Senhor e Salvador - estes ficarão na terra e experimentarão tempos de muita aflição.
10- QUAL O SIGNIFICADO DE "AS BODAS DO CORDEIRO"?
A expressão "Bodas do Cordeiro" define o encontro da noiva (a Igreja) com o seu noivo (Jesus), agora unidos para sempre. Será a celebração desse casamento, uma festa de grande alegria e glória. "Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe glória! Pois são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se aprontou" (Apocalipse 19.7). É importante sabermos que enquanto se realiza a celebração das Bodas, os que ficaram na Terra, estarão passando pela mais terrível tribulação de todos os tempos. Nas Bodas, o Senhor cumprimentará a todos, e todos O conhecerão de perto, e falarão com Ele. A alegria desse momento é muito grande. Todavia, o clima será também de expectativa, porque Jesus, após esta celebração, descerá à Terra para a grande batalha contra o Anticristo e seus exércitos, no sombrio vale do Armagedom. "Bem-aventurados os que são chamados à ceia das Bodas do Cordeiro" (Apocalipse 19.9). É bom não esquecermos que ao instituir a Santa Ceia, quando disse aos apóstolos para que, em sua memória, comessem do pão e bebessem do cálice, Jesus prometeu que aquela celebração seria repetida no céu: "E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da vide, ATÉ AQUELE DIA EM QUE O BEBA DE NOVO CONVOSCO NO REINO DE MEU PAI" (Mateus 26.29). Nesta, Jesus preparou-se para o sacrifício da cruz; na Ceia das Bodas, Jesus estará se preparando para derrotar o mal sobre a face da Terra: aniquilar o diabo, o Anticristo, as nações ímpias, e instalar seu reino milenar.
11- O QUE É TRIBUNAL DE CRISTO?
Todos os salvos, após o arrebatamento, comparecerão diante do Redentor, ocasião em que haverá uma avaliação do que fizemos ou não fizemos; uns receberão louvor; outros, censura: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal" (2 Coríntios 5.10).
Quem julgará: Cristo, o Justo Juiz (João 5.22; Is 33.22).
Quem será julgado: todos os salvos, sem exceção. "Pois todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo" (Romanos 14.10).
Onde será o Tribunal: no céu. Em outro lugar não poderia ser. O céu é a morada de Deus, e é para lá que iremos.
Como será o julgamento: tudo será transparente e público, ou seja, o que tivermos feito por meio do corpo, de bom ou ruim, será conhecido por todos os presentes. Nada ficará encoberto: "Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas" (Hebreus 4.13)
O julgamento dos crentes não será para condenação. A nossa salvação está garantida pelo sacrifício de Jesus. O julgamento será para galardoar aqueles que foram fiéis; que não enterraram seus talentos; que souberam utilizar os dons espirituais e ministeriais recebidos; que, enfim, cumpriram a contento a missão que o Senhor lhes confiou. Estes receberão aprovação divina, recompensa e honra (Mateus 25.21; 1 Coríntios 3.12-14; Romanos 2.10). Os servos negligentes receberão reprovação divina, ficarão envergonhados e sofrerão perdas (1 Coríntios 3.15).
Tudo será revelado: nossos atos mais ocultos; nossas palavras; nosso caráter. Nada ficará encoberto. É o momento de prestarmos contas de nossas ações, de nossa fidelidade; nosso zelo pela obra do Senhor na Terra. Não devemos ficar atemorizados diante da perspectiva desse julgamento. Ali estará o nosso Salvador em quem confiamos. Mas devemos procurar crescer a cada dia como filhos de Deus, separados para o seu Reino. Fiquemos com estas palavras: "Ora, já está próximo o fim de todas as coisas. Portanto, sede sóbrios, e vigiai em oração. Tende, antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns para os outros, sem murmuração. Servi uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pedro 4.7-10).
12- O QUE SIGNIFICA "O MILÊNIO"?
O que é o Milênio - É o período de mil anos em que Cristo reinará na Terra, ou seja, é o reinado milenar de Cristo Jesus (Apocalipse 20.4).
Quando terá início - Iniciar-se-á depois dos seguintes eventos: Grande Tribulação; prisão do Diabo por mil anos; destruição do Anticristo, de seus exércitos e do falso profeta; julgamento das nações "vivas" (Mateus 24.30; Apocalipse 16.16; 19.20-21; 20.2-3).
Quem participará do Milênio - Participarão:
  1. Os salvos de todas as épocas, compreendendo os fiéis do Antigo Testamento; a Igreja (Novo Testamento), e os salvos vindos da Grande Tribulação, TODOS em corpos celestiais, espirituais, glorificados (1 Tessalonicenses 4.16-17; Apocalipse 19.14; 20.4). Por possuírem corpos glorificados, sobre os quais a matéria não terá domínio, estes salvos, participantes do Milênio, transitarão tanto na Terra como no Céu. Lembremo-nos de que Jesus esteve por quarenta dias (Atos 1.3) na Terra num corpo assim, e como esse mesmo corpo foi elevado aos Céus.
  2. Os judeus salvos da Grande Tribulação; os gentios poupados no julgamento das nações; os nascidos durante o Milênio. Estes, em seus corpos naturais, é claro. Somente os justos serão admitidos no reino de Cristo (Mateus 25.37; Isaías 26.2; 60.21).
Os títulos e nomes de Jesus em razão do Milênio - O Renovo (Isaías 4.2: 11.1; Jeremias 23.5; 33.15; Zacarias 3.8,9; 6.12,13); Senhor dos Exércitos (Isaías 24.23; 44.6); O Ancião de Dias (Daniel 7.13); O Altíssimo (Daniel 7.22-240); O Rei (Isaías 33.17; 44.6; Daniel 2.44); O Juiz (Isaías 11.3,4; 16.5; 33.22; 51.4,5); O Messias Príncipe (Daniel 9.25.26). Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19.16).
As principais características e propósitos do Milênio - A finalidade maior é restaurar: restaurar a paz, a justiça, a prosperidade, a longevidade. Violência, nunca mais; fome, epidemias, terremotos, inundações, escassez de água, poluição, drogas, vícios de qualquer natureza; falta de alimentos; secas; pragas, injustiças sociais; corrupção; assaltos, estupros; ocultismo; desamor, abortos; desequilíbrio ecológico, crianças desamparadas... nunca mais! Haverá perfeita harmonia do homem com a Natureza; do homem com seu Criador; dos animais com o homem; entre os homens haverá perfeito amor fraternal.
Embora as pessoas do Milênio continuem com suas naturezas pecaminosas herdadas do primeiro casal, não mais sofrerão as influências maléficas do Diabo (2 Co 4.4). Isto não quer dizer que ninguém cometerá pecado. Ímpios ainda surgirão nesse período, porém em número bem reduzido. Especificaremos alguns dos benefícios oriundos do reino milenar de Cristo:
  1. A Terra não mais será amaldiçoada. As maldições como castigo pela desobediência do primeiro casal serão removidas (Gênesis 3.14, 17-18; Isaías 55.12-13).
  2. Haverá profundas transformações nos rios, nos mares e nas águas subterrâneas: "Abrirei rios nos altos desnudos, e fontes no meio dos vales. Tornarei o deserto em açudes de água, e a terra seca em mananciais" (Isaías 11.15; 41.18; Ezequiel 47.1-12). Isto significa água abundante para todos e fartura de peixe, de frutas, de cereais.
  3. Haverá perfeita comunhão entre os animais e entre estes e os homens. Os animais antes ferozes não atacarão os homens (Isaías 11.6-8).
  4. O conhecimento de Deus alcança a todos, porque o Diabo não mais poderá "cegar o entendimento" das pessoas (2 Coríntios 4.4; Isaías 11.9; Jeremias 31.34).
  5. O gênero humano no Milênio se multiplicará rapidamente. Não haverá mulheres estéreis: "Multiplicar-lhes-ei os homens como rebanho... as cidades desertas se encherão de homens"; "as praças de Jerusalém se encherão de meninos e meninas" (Ezequiel 36.37-38; Zacarias 8.4-5).
  6. As doenças serão bastante reduzidas. Muitas enfermidades crônicas serão curadas (Isaías 33.24; 35.5-6).
  7. Os habitantes da Terra viverão mais tempo. Estarão livres dos alimentos contaminados e de outros males que impedem uma vida longa: "aquele que morrer com cem anos, será tido por jovem" (Isaías 65.20-22).
  8. Haverá perfeita comunicação entre Deus e seus filhos: "Antes que clamem, responderei; estando eles ainda falando, os ouvirei" (Isaías 65.24). Aleluia!
  9. Cessarão as hostilidades entre os países. Enfim, haverá paz e prosperidade na Terra (Isaías 2.4; 35.1-2).
  10. A justiça predominará: "Reinará um rei com justiça" (Isaías 32.1).
  11. O Senhor Jesus conterá a fúria dos furacões, dos tornados, terremotos, maremotos, vulcões, e de todos os fenômenos naturais que abalam e devastam a humanidade (Isaías 32.2; 25.4).
Então, devemos continuar orando: VEM, SENHOR JESUS (Apocalipse 22.20).
13- COMO SE DARÁ O JULGAMENTO DAS NAÇÕES?
"Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a minha terra. Ajuntai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e congregai-vos (ó SENHOR), faze descer ali os teus fortes! Movam-se as nações e subam ao vale de Josafá; porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor. Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o dia do SENHOR está perto no vale da Decisão" (Joel 3.2, 11,12, 14).
Em Mateus 25 Jesus revelou que na sua vinda em glória, com todos os santos anjos, as nações reunidas diante dele serão assim divididas: nações-ovelhas (os justos) ficarão à sua direita; as nações-bodes (os ímpios) à esquerda; e os "irmãos", que devem ser o povo judeu, irmãos de Jesus segundo a carne. Os justos irão para a vida eterna; os ímpios para o castigo eterno. (Mateus 25.31-46). Estarão ali, também, as nações que não se aliaram ao Anticristo e que sempre reconheceram Israel como a herança de Deus. A essência desse juízo é o julgamento dos opressores do povo judeu (Leia Joel 3.2; Gênesis 13.3; Zacarias 12.3).
Apocalipse 20.11-15 trata do julgamento do Grande Trono Branco - o Juízo Final: "Os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo" (vv. 12,15).
Tem havido entre os estudiosos da Bíblia interpretações discordantes quanto ao julgamento das nações de que trata Joel 3. Uns crêem que este juízo associa-se ao Juízo Final de Apocalipse 20.11-15 e Mateus 25.31-46, sendo este apenas uma continuação daquele. Todavia, há diferenças entre um e outro julgamento, ou seja, entre o julgamento das nações e o do Grande Trono Branco. Vejamos:
Juízo de Mateus 25.31-46 (Joel 3) Juízo de Ap 20.11-15
Julgamento dos vivos Julgamento dos mortos
Antes do Milênio Depois do Milênio
Na terra No espaço
Ovelhas, bodes e irmãos presentes Só os perdidos
Julgamento coletivo Julgamento individual
Sem ressurreição, exceto dos mártires da Grande Tribulação (Ap 20.4) Após a 2a ressurreição

Esse primeiro julgamento de Mateus 25.31-46 objetiva selecionar as nações que ingressarão no Milênio, ou seja, as que farão parte no reino milenar de Cristo. Vejam: "Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o REINO que vos está preparado desde a fundação do mundo"(Mateus 25.34).
14- COMO ENTENDER A BATALHA DO "ARMAGEDOM"?
A guerra do Armagedom (Apocalipse 16.16)
Armagedom significa "vale do Megido". Megido ou Esdrelon é uma planície de Israel, em Samaria, na região da Palestina. Esse vale foi palco de sangrentas guerras no passado. No sentido profético, Armagedon significa derrubar, matar, cortar, decepar, lugar de mortandade. Este lugar de matança é chamado de "lagar" em Apocalipse 14.20.
Profecias - "Chegará o estrondo até a extremidade da terra. O Senhor entrará em juízo com toda a carne, e os ímpios entregará à espada"(Jeremias 25.31-38; Joel 3.1-16; Sofonias 3.8). "Eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém...então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações" (Zacarias 14.2-5).
Quando será iniciada - Na segunda metade da Grande Tribulação, provavelmente já no final desse período. Será uma guerra de curta duração. Os judeus não suportariam uma guerra prolongada, haja vista o poderio bélico dos adversários.
A finalidade do confronto - A guerra será centralizada na terra de Israel, porém com desdobramentos e combates por todo o mundo (Jeremias 25.31). Os exércitos de todas as nações aliadas ao Anticristo marcharão sobre Israel, objetivando a destruição de Jerusalém e do povo de Deus. O Anticristo colocará em guerra todo o seu poder de fogo: armamentos sofisticados; bombas de última geração, tudo muito superior ao que hoje conhecemos. Tal confronto atende aos planos de Deus.
O sentido figurado - Não nos alinhamos entre os que rejeitam a idéia de uma batalha literal, onde tropas fiéis ao Anticristo estariam realmente marchando sobre Israel. Acreditamos que haverá, de fato, uma grande batalha mundial, envolvendo cristãos e anticristãos; uma guerra de grandes proporções como jamais ocorreu na história da raça humana. O Senhor Jesus intervirá no momento certo: o Anticristo e seus exércitos serão aniquilados, e muitos judeus se converterão e serão salvos.
15- COMO ENTENDER AS "70 SEMANAS DE DANIEL"?
Por sua fundamental importância nos estudos da Escatologia, e pelas dificuldades em sua interpretação, a profecia das SETENTA SEMANAS de Daniel desperta muito interesse. Entre os teólogos não há consenso quanto alguns aspectos. Por exemplo, um grupo segue a interpretação contínua, segundo a qual a septuagésima semana segue a sexagésima-nona, sem nenhum intervalo. Outro, defende a teoria do intervalo, ou seja, 69 semanas já se cumpriram, mas falta o cumprimento da septuagésima semana. Estamos acordes com a interpretação que admite um intervalo.
O CONTEXTO - Jerusalém estava praticamente destruída. Seu povo, inclusive o profeta Daniel, foi levado cativo para a Babilônia, sob as ordens de Nabucodonosor, a quem deveria servir por 70 anos (2 Crônicas 36.17-21; Jeremias 25.11). Daniel inquieta-se porque os 70 anos de cativeiro são findos e não recebe de Deus qualquer palavra sobre a restauração da Cidade Santa e restauração espiritual do povo. Daniel intercede pelo seu povo e Deus responde, através do anjo Gabriel.
A PROFECIA - Daniel 9.24: "Setenta Semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos". 9.25: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos".
9.26: "E depois das sessenta e duas semanas será tirado o Messias, e já não estará; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações".
9.27: "E ele fará firme aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador".
A INTERPRETAÇÃO - As 70 semanas são 490 anos, considerando-se tratar-se de semanas de anos ("setenta setes") e não semanas de dias. Esses 490 anos estão divididos em dois períodos:
  1. o primeiro período é de 69 semanas, igual a 483 anos ou 173.880 dias, considerado ano profético de 360 dias (69 x 7 x 360). Esse período - que é o marco inicial das 70 semanas - inicia-se com a "saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém" (Daniel 9.25), e teve seu cumprimento em Neemias 2.1-8 (Ano vigésimo do Artaxerxes, mês de nisã). Esse período termina com a manifestação do Messias como Príncipe de Israel (Lucas 19.28-40; Zacarias 9.9) Este primeiro período de 69 semanas é dividido em duas partes na profecia: uma de sete semanas (49 anos), e outra de 62 semanas (434 anos). Logo após esse primeiro período de 69 semanas, o "Messias foi tirado" (morto) e a cidade santa destruída: a morte de Jesus na cruz ( Lucas 23.46) e a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C.).
  2. entre o primeiro e segundo período, existe uma lacuna profética, um intervalo. É um tempo de duração indefinida quanto à quantidade de semanas/anos. Esse intervalo se prolongará até o arrebatamento da Igreja e o conseqüente aparecimento do anticristo, quando terá início a última semana da profecia, a septuagésima semana.
  3. o segundo e último período da profecia, a tão conhecida SEPTUAGÉSIMA SEMANA DE DANIEL, iniciar-se-á com o surgimento do anticristo, "o príncipe que há de vir" (Daniel 9.26, Apocalipse 6.2), e terminará com a volta do Messias, com poder e glória, para Seu reinado milenar (Apocalipse 20.1-6). Esta semana, ou sete anos, será dividida em dois períodos distintos de três anos e meio, ou 1260 dias, ou 42 meses. O anticristo fará uma aliança com Israel por todo o período de sete anos, mas na metade desse tempo quebrará o acordo e fará cessar a adoração a Deus (Daniel 9.27; Apocalipse 11.2; 12.6; 12.14; 13.5).
Observações:
1) As 70 semanas que estão determinadas têm os seguintes propósitos (Daniel 9.24):
  1. extinguir a transgressão
  2. dar fim aos pecados
  3. expiar a iniqüidade
  4. trazer a justiça eterna
  5. sela a visão e a profecia
  6. ungir o Santo dos santos
2) As 69 semanas (173.880 dias) contadas "desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém", em 14.3.445 a.C. (veja obs. n. 8, abaixo), findam exatamente no dia 6 de abril de 32 d.C., dia da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Vejamos os cálculos feitos por Alva J. Marcos Clain (cálculo dos dias decorridos entre 14.3.445 a.C. e 6.4.32 d.C.):
445 a.C. a 32 d.C 476 anos (AC 1 até DC 1 = 1 ano)
476 x 365 173.740 dias
Aumento dos anos bissextos 116 dias (3 a menos em 4 séculos)
14 de março a 6 de abril 24 dias
TOTAL 173.880 dias

(Considerar que o ano do século (100, 200, 300, 400...) não é bissexto, exceto quando divisível por 400. Na transformação para dias do nosso calendário, o ano passa a ser de 365 dias).
3) Os capítulos 6 a 19 do Apocalipse dizem respeito à septuagésima semana de Daniel, ou seja, os eventos escatológicos ali mencionados (o derramar dos juízos de Deus, por exemplo) ocorrerão durante aquele último período da profecia. Diríamos que no Apocalipse a profecia das setentas semanas está no varejo, ampliada, detalhada.
4) A profecia relaciona-se diretamente com a nação de Israel e a cidade de Jerusalém (Daniel 9.24). Antes de iniciar a septuagésima a Igreja será arrebatada (1 Tessalonicenses 1.10; Apocalipse 3.10).
5) Note-se que o tempo da Igreja, a destruição de Jerusalém e o Calvário estão incluídos no intervalo: entre o fim da 69a semana e o começo da seguinte, da septuagésima. Este tempo é também chamado de lacuna profética.
6) A Bíblia não relata, mas há o registro histórico da tomada de Jerusalém pelo general romano Tito, no ano 70 d.C., depois de um cerco de cinco meses, com o emprego de uns 100.000 homens. Estima-se em um milhão a perda de vidas nessa catástrofe. Cumpriu-se assim Daniel 9.26: ..."o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário" (v. Lucas 21.20).
7) Nosso Senhor legitimou a profecia das Setentas Semanas ao fixar a Grande Tribulação dentro da Septuagésima (Mateus 24.15-22; Marcos 13.14-20).
8) Neemias 2.1-8: Artaxerxes I, rei da Pérsia, foi elevado ao trono em 465 a.C. Logo, o "ano vigésimo do rei" deu-se em 445 a.C. E como não está indicado o dia do mês, fica entendido ser o primeiro dia do mês nisã (conforme costume judaico), que em nosso calendário corresponde a 14 de março. Daí porque o ponto de partida da profecia, ou seja, a "ordem para reedificar Jerusalém" (Daniel 9.25) é o dia 14 de março de 445 a.C. Conforme cálculo, o fim das 69 semanas, contadas a partir de 14.3.445 a.C., deu-se em 6 de abril de 32 d.C., data em que Jesus foi aclamado Rei em Jerusalém: "Bendito o Rei que vem em nome do Senhor" (Lucas 19.28-40).
9) A resposta sobre as Setentas Semanas de Daniel não se esgota nestas palavras. O livro de Daniel é uma fonte inesgotável para pesquisa e debate.
Fonte: "As Setenta Semanas de Daniel", de Alva J. Mc Clain; Bíblia de Estudos Pentecostal.
16- O QUE SIGNIFICA “QUANTO AOS TÍMIDOS”?
A consulente reporta-se a Apocalipse 21.8: “Mas, quanto aos MEDROSOS, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a Segunda morte.” Na versão RC (Almeida Revista e Corrigida), temos “Quanto aos TÍMIDOS”; na versão BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje), temos “quanto aos COVARDES”; na versão RA (Almeida Revista e Atualizada, lê-se “Quanto aos COVARDES”; na versão ASV (American Standard Version), “Quanto aos TÍMIDOS (medrosos, receosos)”.
Tímidos, medrosos e covardes, no caso específico, são palavras semelhantes. O entendimento é que Deus condena aqueles que não aceitam as verdades bíblicas com receio de serem criticados, desaprovados ou repreendidos pelos ímpios. Temem perder posições sociais, status, amizades, prestígio. São os que se envergonham de sua condição cristã; não dão testemunho de Cristo em suas vidas. Esses são os tímidos, covardes e medrosos. Jesus afirmou: “Qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos”(Lucas 9.26). 

FONTE: http://www.renovado.kit.net/escatologia.htm