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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CANTORES GOSPEL MERCENÁRIOS

Apóstolo Luiz Hermínio diz que cantores gospel agem como “cafetões” tratando a igreja como “prostituta”; Assista

Apóstolo Luiz Hermínio diz que cantores gospel agem como “cafetões” tratando a igreja como “prostituta”; Assista
O mercado gospel, ambiente em que artistas, empresários e promotores de evento atuam profissionalmente, às custas da venda de CDs, DVDs, livros e cachês por apresentações em igrejas e eventos, foi duramente criticado pelo apóstolo Luiz Hermínio, líder do ministério Missões Evangelísticas Vinde Amados Meus (MEVAM).
Num vídeo que circula pelas redes sociais, Luiz Herminio afirma que esses profissionais atuam como cafetões, tratando a igreja como “prostituta”, numa alusão à exploração comercial.
“Eu não sustento artista no púlpito. Sustentamos pobres nos lugares carentes. Nós não damos dinheiro pra artista, não alimentamos essa ‘lixologia’ gospel, essa meleca. Nós alimentamos a cidade carente”, disse o apóstolo, complementando: “Um dia esse povo vai ter que acertar as contas com Deus, aonde está o dinheiro dos CDs, dos livros, dos shows [...] Você que tem abusado da noiva, da igreja, Deus vai te pegar. Você que está enriquecendo nas costas da igreja,  trata a igreja como uma prostituta, seu cafetão… A noiva não é prostituta, você é cafetão, mas a noiva não é prostituta”, disparou.
A mensagem de Luiz Herminio tinha como tema “Entendendo o tempo e o modo de Deus”, e foi publicada no canal oficial do ministério MEVAM no YouTube em julho deste ano.
O líder sugere ainda que os dirigentes de outras denominações boicotem artistas gospel que só se apresentam mediante pagamento. “Por favor, não leve pessoas na sua igreja que cobram pra cantar e pregar. Quem cobra por uma noite de intimidade é a prostituta, não é a noiva [...] Quanto é que você cobra por duas horas? Quanto é que você cobra por 20 músicas, seu ladrão? Você é ladrão da noiva, você é cafetão, só que a noiva não é prostituta! Ela tem um noivo e Ele vai buscá-la, viu? Te cuida”, alerta o apóstolo.
Assista:
Assista aqui a íntegra do sermão

terça-feira, 3 de setembro de 2013

MERCADO ERÓTICO GOSPEL??????

Mercado erótico se adapta para conquistar público evangélico; conheça as novidades



As consultora Tarciana Valente e Estela Fuentes vendem produtos eroticos na casa das clientes (Fernando Pastorelli/Folhapress)


Mônica já foi revendedora de produtos da Avon e da Natura. Hoje, a adepta da igreja Renascer sai da casa em São Bernardo do Campo (SP) carregada com 6 kg de itens bem diferentes, que vão de calcinhas comestíveis de chocolate (alguns maridos degustam com uísque) ao kit "50 Tons de Prazer", com chicote, vela e venda.

Para as vendas, usa o codinome "Munik". Como Mônica, quer emplacar carreira musical (canta em igrejas e centros espíritas, de Ivete Sangalo a repertório gospel).


Num salão de beleza no Sumaré (zona oeste), é Munik quem mostra à manicure Frances do Nascimento, 45, a "camisolinha da Nicole Bahls, a moça da 'Fazenda'" (modelo semitransparente com estampa de oncinha).

Sua melhor freguesa aprova: "Não é porque a gente vai pra igreja todo dia que precisa ser santa".

"As irmãs a-do-ram os produtos", diz Frances sobre colegas do culto. Ela frequenta "todos os dias" a Igreja Mundial do Poder de Deus, do pastor Valdemiro Santiago, aquele que aparece na TV com chapéu de cauboi. Contribui com cerca de R$ 300 de dízimo por mês à igreja. Calcula dar até mais dinheiro para a revendedora.

"Ela gasta bem", confirma Mônica.

Recém-separada do segundo marido, com um filho de um ano, Frances a-do-ra o "Boca Loca" - minivibrador em formato de batom (R$ 33).

Ela faz parte de uma legião de consumidores que vem chamando atenção do mercado. O censo do IBGE aponta que, entre 2000 e 2010, a porcentagem de evangélicos na população subiu de 15% para 22% (de 26 para 42 milhões de pessoas).

MERCADO QUENTE


Bom exemplo do apetite gospel está nos livros: a média de leitura dos fiéis é de 7,1 obras por ano, estima a entidade Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes), enquanto a nacional não passa de 4,7.

Vendido na Feira Literária Cristã, em junho, "Celebração do Sexo", do americano Douglas Rosenau, declara a que veio na dedicatória: "Obrigado, Senhor, pelo gozo íntimo e pela união calorosa do companheirismo sexual".

Descrito como um guia para o "presente de Deus no casamento: o prazer sexual", o livro traz ilustrações de posições sexuais e um capítulo inteiramente dedicado ao sexo feito "sem tirar a roupa".

O autor, que se identifica como terapeuta sexual cristão, não economiza adjetivos em sua tese. Para Rosenau, a "diversão erótica" entre companheiros vestidos é "um prelúdio amoroso sutil, penetrante, espontâneo, eletrizante e sensual".

Fiel da igreja Arca Sagrada, em Diadema (SP), a atendente de petshop Nilza Antunes, 29, é casada há seis anos, tem dois filhos, cabelo pintado de loiro platinado, aparelho dental com elásticos laranjas, piercing no nariz e uma curiosidade.

"Pode usar no corpo inteiro?", ela questiona Mônica/Munik sobre o desodorante íntimo com essência de morango (R$ 20,70).

Sanar a dúvida é importante: desde que passou a usar produtos eróticos, diz que sua média de relações sexuais saltou de duas vezes por semana para todos os dias.

Vontade de explorar a própria sexualidade, diz a revendedora, toda mulher tem, seja qual for sua religião. Mônica testa todos os produtos no marido. Ele, 12 anos mais moço, ganha café da manhã (cappuccino e cuscuz com manteiga) na cama e "festinha à noite" todo dia. "Numa noite, eu já cheguei pulando em cima. E ele: 'Amor, tô com dor de cabeça'."

Mas nem todas são desinibidas como Mônica, Nilza e Frances.

Discrição, nesse meio, costuma ser a alma do negócio. "Católicos têm mais preconceito. Os religiosos que mais aparecem são mesmo os crentes", conta Thaís Plaza, 33, sócia da loja erótica Doce Sensualidade, na Vila Mariana (zona sul).

Um em cada quatro clientes seus é evangélico -- e não por acaso.

Em vez de se definir como sexshop, o espaço usa termos como "romantismo" e "sentimentos" em sua divulgação. Objetos fálicos ficam escondidos em gavetas para "não assustar" a freguesia.

As paredes são brancas ou rosas, com imagens florais. Nas prateleiras, substituindo algemas ou couro, acha-se esmaltes, bichos de pelúcia, cremes e velas coloridas.

"As evangélicas não entram em lugares com fotos de pessoas nuas e próteses penduradas. Querem ser atendidas por 'amigas'", diz Thaís.

Frequentadora da Congregação Cristã no Brasil, uma das clientes mais assíduas da loja repete sempre o mesmo ritual. "Ela se esconde atrás daquela árvore e me liga. Quando abro a porta, a mulher entra correndo, suspira e pede para fechar."

Funciona: toda semana, a visitante secreta bate ponto no arbusto.


 (Fernando Pastorelli/Folhapress)

ELES vs. ELAS


Em um ponto, consultoras e clientela são unânimes: o mercado erótico gospel é restrito às mulheres.

"Eles são mais conservadores. Preciso fazer um trabalho cuidadoso com a cliente para o marido não ficar enciumado ou desconfiar da fidelidade dela", conta a representante Tarciana Valente, 29.

Os campeões de vendas são produtos mais "leves", ela continua. Entre eles, gel lubrificante ("importante porque muitas são reprimidas sexualmente e não têm lubrificação") e óleos perfumados ("elas gostam porque melhora o sexo oral").

Já as vendas de vibradores são mais raras. Diferente do público convencional, os religiosos preferem modelos não realistas, em formato de borboleta, polvo ou ursinhos.

"Próteses parecidas com membros reais chocam. Eles logo associam com promiscuidade", diz Estela Fuentes, 26, estudante de psicologia que comercializa R$ 300 em produtos eróticos por semana.

"Meu maior desafio é mostrar que prazer não é pecado. Todo mundo precisa ter orgasmos na vida", afirma.

SEM CENSURA


Os vídeos do pastor Cláudio Duarte, 45, da Igreja Batista, falando sobre sexo fazem sucesso na internet. É dele o livro "Sexualidade Sem Censura", publicado pela Central Gospel, editora do amigo Silas Malafaia. Para Cláudio, "a rotina é um assassino do relacionamento sexual, um 'brochante' terrível".

Contra isso, ele aconselha seus seguidores: para cativar seu público fiel (o cônjuge), trate de armar "um bom espetáculo". "Vai inovando, como o Cirque du Soleil".

Esse circo, contudo, pega fogo nas congregações evangélicas. Cláudio, certa vez, falou de sexo durante um culto na igreja. No fim da pregação, surgiu o questionamento.

"Uma senhora disse que eu não deveria tratar daqueles assuntos porque lá é local santo. Perguntei se tinha falado alguma mentira. Ela disse que falei verdades que não deveriam ser ditas."

Mônica, a consultora da bolsa bordada, trabalha escondida do pastor de sua igreja (a Renascer). Ela também evita entrar em detalhes sobre o assunto com sua mãe, uma senhora de 76 anos.

"Ela acha que vibrador dá câncer no útero", explica.

E o que diria se o líder da sua igreja descobrisse? "Pastor, desculpa, preciso ganhar meu dinheiro."


FONTE : http://www.genizahvirtual.com

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO PASTOR MARCOS PEREIRA

Reportagem revela provas ilegais, manipulação e jogo de interesses na investigação que prendeu o pastor Marcos Pereira; Confira

Reportagem revela provas ilegais, manipulação e jogo de interesses na investigação que prendeu o pastor Marcos Pereira; Confira
O caso do pastor Marcos Pereira, preso sob acusação de estuprar fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), vem ganhando novos contornos, após a fase inicial de apuração de depoimentos e evidências levantadas pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) por parte da Justiça.
O fato de que todas as testemunhas ouvidas pela polícia foram reunidas pelo coordenador do AfroReggae, José Junior, e seus assessores, foi destacado numa reportagem do jornal O Dia. Junior é o maior desafeto público do pastor Marcos Pereira.
O jornalista João Antonio Barros destaca que o ambiente de disputa entre os dois, os complexos de favelas do Alemão e da Penha, são destino de verbas públicas e privadas, e que os motivos das brigas entre Junior e Pereira poderia ser maior do que o revelado.
A matéria cita ainda que a investigação ganhou contornos de parcialidade: “O coordenador do grupo AfroReggae, José Júnior, que após denunciar o religioso por tramar a sua morte em parceria com o crime organizado, transformou assessores de seu grupo cultural em investigadores a serviço da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod)”, escreveu o jornalista Barros.
Uma das gravações usadas na investigação mostra que o ex-braço direito de Marcos Pereira, o pastor Rogério Ribeiro de Menezes teria oferecido emprego no AfroReggae e casa para que uma das testemunhas prestasse depoimento acusando o líder da ADUD.
José Junior, no entanto, afirma que a oferta de benefícios para motivar as testemunhas não representaria conflito de interesses: “De todas as testemunhas, só duas ou três pessoas trabalham no AfroReggae. Elas denunciaram as violências que sofreram, os crimes que viram. Não há mentira”, diz.
Em sua extensa matéria, o jornalista João Antonio Barros lista uma série de pontos da investigação que colocam o caso sob suspeita. Entre as falhas do inquérito, haveria parcialidade por parte do delegado Márcio Mendonça, titular da DCOD, por ouvir apenas testemunhas apresentadas por José Junior e sua equipe do AfroReggae, por exemplo.
Outras questões apontadas como falhas do inquérito seriam:
Falta de autorização da Justiça para realização de escutas contra o pastor Marcos Pereira;
Tomada de depoimentos das testemunhas na calada da noite, com horários variando entre 22h00 e 01h00 numa delegacia que tem o expediente encerrado às 18h00;
Não solicitação de quebra de sigilo financeiro e bancário para comprovar as acusações de lavagem de dinheiro feitas contra Marcos Pereira;
Demora em realizar diligências para averiguar e coletar provas de supostos assassinatos que teriam sido encomendados pelo pastor; Falta de informações adicionais sobre o nome do médico que teria realizado os supostos abortos a pedido de Marcos Pereira;
E finalmente, o que o jornalista chamou de “olhos fechados” para o fato de que um dos depoimentos usados para incriminar o líder da ADUD também mencionou “doações” de dinheiro e bens públicos por parte de três políticos importantes do Rio de Janeiro, mas teve esse ponto “ignorado” pelos investigadores.
A juíza Cláudia Pomarico Ribeiro, da 43ª Vara Criminal, responsável pelo caso, negou o pedido de interceptação telefônica feito pelo delegado Márcio Mendonça, e criticou pontos da investigação.
Entre os pontos que foram apontados como falhos pela magistrada, foi destacado que o delegado listou como testemunha a ser ouvida pelo inquérito uma pessoa já falecida em 2008.
A acusação de estupro que deu origem ao inquérito se transformou em quatro processos contra o pastor Marcos Pereira. Dois deles são referentes aos supostos estupros que teriam sido cometidos pelo líder da ADUD contra fiéis de sua denominação, e que não foram computados como prescritos por haver menção, por parte das vítimas, do uso de violência. Os outros dois processos são de coação de testemunhas, e um deles, foi arquivado. O outro, ainda em andamento, continua sendo averiguado depois que a testemunha Elisângela Cardoso de Jesus recuou e retirou suas acusações alegando que policiais teriam preparado seu depoimento. “Falei 10 minutos e preencheram quatro páginas. Assinei porque fiquei com medo”, acusa.
O caso continua sendo investigado e enquanto isso, Marcos Pereira permanece preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.
Marco Feliciano vai investigar o caso
Os detalhes obscuros da investigação contra o pastor Marcos Pereira serão investigados por quinze deputados federais que, liderados pelo pastor Marco Feliciano, se reuniram com o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, para obter maiores informações sobre o caso.

domingo, 1 de setembro de 2013

3 º TRIMESTRE 2013

Aula 10 – A ALEGRIA DO SALVO EM CRISTO


3º Trimestre/2013


Texto Básico: Filipenses 4:1-7

08/09/2013

 

“Alegrai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4:4)

 

 INTRODUÇÃO

Nesta Aula, iniciaremos o estudo do último capítulo da Carta aos Filipenses. Trataremos acerca das recomendações finais de Paulo à igreja filipense, que era considerada por ele como a alegria e coroa do seu ministério. A alta estima que Paulo tinha a essa igreja fazia com que ele não economizasse no vocabulário, riquíssimo de nobres sentimentos – “ meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa”. Essa igreja nasceu num cenário de muita dificuldade, mas lhe trouxe muitas alegrias. Essa igreja associou-se a Paulo desde o início para socorrê-lo em suas necessidades. Era uma igreja sempre presente e solidária. Paulo agora está fazendo suas últimas recomendações a essa igreja querida, a quem ele chama de "minha alegria e coroa”. É como se Paulo dissesse que os filipenses são a coroa de todas as suas fadigas, esforços e empenhos. Ele era o atleta de Cristo, e eles, a sua coroa.

I. EXORTAÇÃO À ALEGRIA E FIRMEZA DA FÉ (Fp 4:1-3)

“Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados. Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor. E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida”.

1. A alegria de Paulo. “Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados”.

Paulo referia-se aos filipenses como sua alegria e coroa, querendo dizer que eles eram sua alegria no tempo presente e serão sua coroa perante o Tribunal de Cristo. Por causa das promessas extraordinárias e certas, exaradas no capítulo anterior, nos versículos 20 e 21, Paulo exorta-os a continuarem “firmes no Senhor”, opondo-se à falsa doutrina e à divisão interna. A igreja estava sendo atacada por falsos mestres e por falta de comunhão. A heresia e a desarmonia atacavam a igreja. Existiam problemas que vinham de dentro e problemas que vinham de fora; problemas doutrinários e relacionais. A igreja estava sendo atacada por fora e por dentro. Diante desses perigos, Paulo exorta a igreja a permanecer firme no Senhor. Paulo encerra o versículo supra com a expressão “amados”. Ele ama de fato os crentes de Filipos, e esse é um dos segredos de sua eficácia na obra do Senhor.

2.  A alegria nas relações fraternas. “Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor”.

Nem tudo era maravilhoso e perfeito na igreja de Filipos. Ali estava acontecendo algo que é muito comum nestes últimos dias da Igreja – a dissensão, oriunda de problemas de relacionamentos.Evódia e Síntique, eram duas irmãs que ocupavam posição de liderança na igreja, que haviam se esforçado com Paulo no evangelho, mas, agora, estavam em discórdia na igreja. Elas tinham nomes bonitos (Evódia significa “doce fragrância”, e Síntique “boa sorte”), mas estavam vivendo de maneira repreensível. O relacionamento interrompido delas não era um problema pequeno: muitos havia se tornados crentes através de seus esforços (cf Fp 4:3), mas a sua briga estava causando uma dissensão na igreja. Não temos detalhes da causa de sua discórdia (talvez seja bom assim!), mas Paulo rogou a elas que resolvessem a situação. O apóstolo emprega a palavra “rogo” duas vezes, para mostrar que essa exortação é dirigida a uma e outra. Paulo as incentiva que “sintam o mesmo no Senhor”.

É impossível sermos unidos em todas as coisas da vida diária, mas quanto às coisas “no Senhor” é possível reprimir pequenas diferenças a fim de que o Senhor possa ser magnificado e para que sua obra avance.

A fim de resolver a questão, Paulo solicita ajuda de um líder da igreja, que ele não nomeia, para auxiliar essas duas diaconisas da igreja de Filipos, a fim de construírem pontes, em vez de cavar abismos. Precisamos exercer na igreja o ministério da reconciliação, em vez de jogar uma pessoa contra a outra. Precisamos aproximar as pessoas, em vez de afastá-las. A igreja é um corpo, e cada membro desse corpo deve trabalhar em harmonia com os demais para a edificação de todos.

É válido ressaltar que na vida cristã não há comunhão vertical sem comunhão horizontal. Não podemos estar unidos a Cristo e desunidos com os irmãos. A lealdade mútua é fruto da lealdade a Cristo. A irmandade humana é impossível sem o senhorio de Cristo. Ninguém pode estar em paz com Deus e em desavença com os seus irmãos. Por isso, a desunião dos crentes num mundo fragmentado é um escândalo. Devemos ser um povo diferente do mundo ímpio, senão, nossa evangelização é inócua.

3. A alegria de ter os nomes escritos no Livro da Vida. “... cujos nomes estão no livro da vida”.

Há uma realidade celestial acerca da igreja: os nomes de todos os crentes salvos estão registrados no Livro da Vida, e lá no Céu não há divisão. O “Livro” simboliza o conhecimento que Deus tem daqueles que lhe pertencem (cf Lc 10:17-20; 12:8,9; Hb 12:22,23; Ap 3:5; 20:11-15). No Antigo Testamento, ter seu nome escrito no livro da vida se referia ao registro do povo da aliança de Deus (cf Ex 32:32,33; Sl 69:28; 139:16).

É bom conscientizar-nos que a igreja na terra deve ser uma réplica da igreja do Céu. A igreja que seremos deve ensinar a igreja que somos. É contrária à natureza da igreja confessar a unidade no Céu e praticar a desunião na terra. Todos os crentes, lavados no sangue do Cordeiro, têm seus nomes escritos no Livro da Vida e serão introduzidos na cidade. O fato de irmos morar juntos no Céu deveria nos ensinar a viver em harmonia na terra. Pense nisso!

II. A ALEGRIA DIVINA SUSTENTA A VIDA CRISTÃ (Fp 4:4,5)

“Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos. Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor”.

1. Alegria permanente no Senhor. “Alegrai-vos, sempre...”.

Paulo diz que devemos nos alegrar sempre. Parece estranho que um homem na prisão estivesse dizendo à igreja para continuar a se alegrar. Mas a atitude de Paulo nos ensina uma lição importante: as nossas atitudes interiores não tem que refletir as nossas circunstâncias exteriores. Paulo estava cheio de alegria porque sabia que, a despeito daquilo que lhe acontecesse, Jesus Cristo permaneceria com ele. Portanto, a alegria do cristão não pode depender das circunstâncias, ou seja, ela é ultracircunstancial. Na verdade, nossa alegria não é ausência de problemas. Não é algo que depende do que está fora de nós. Neste mundo, passamos por muitas aflições, cruzamos vales escuros, atravessamos desertos esbraseados, singramos águas profundas, mas a alegria verdadeira jamais nos falta. Embora os crentes frequentemente enfrentem situações nas quais não podem estar felizes, eles sempre podem se alegrar e se deleitar no Senhor. Temos uma linda promessa: a vida eterna (1João 2:25); isto nos basta!

2. Uma alegria cuja fonte é Cristo. “Alegrai-vos, sempre, no Senhor”.

Nossa alegria é uma Pessoa, o Senhor, e não ausência de problemas. Nossa alegria está centrada em Cristo, ou seja, nossa alegria é cristocêntrica. Quem tem Jesus, experimenta essa verdadeira alegria; quem não tem Jesus, pode ter momentos de alegria, mas não a alegria verdadeira. Quem tem Jesus, tem a alegria; quem não O tem, jamais a experimentou.

3. Uma alegria que produz moderação. “Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor”.

Aqui, Paulo incentiva os filipenses a fazer conhecida de todos os homens sua moderação. Entendendo melhor, o apóstolo Paulo fala à igreja sobre a necessidade de cuidarmos das nossas atitudes internas e das nossas reações externas. A alegria nem sempre é visível aos outros, mas as ações em relação aos outros são prontamente vistas. Assim, Paulo encorajou os filipenses a deixarem que todos vissem que eles eram atenciosos. Eles deveriam ter um espírito que fosse justo e caridoso. Eles são motivados à alegria e à consideração aos outros, lembrando-se de que o Senhor voltará em breve. A promessa da segunda vinda do Senhor encoraja a conduta cuidadosa de seus seguidores.

Segundo o rev. Hernandes Dias Lopes, a moderação tem que ver com o controle do temperamento. Um crente não pode ser uma pessoa explosiva, destemperada e sem domínio próprio. Suas palavras precisam ser temperadas com sal, as suas atitudes precisam edificar as pessoas, e a sua moderação precisa refletir o caráter de Cristo.

III. A SINGULARIDADE DA PAZ DE DEUS (Fp 4:6,7)

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

1. A alegria desfaz a ansiedade e produz a paz. “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças “.

A ansiedade é a maior doença do século. Ela atinge adultos e crianças, doutores e analfabetos, religiosos e ateus.

Será possível ao crente não andar ansioso de coisa alguma? Sim, é possível, visto que temos o recurso da oração da fé. A oração combate a preocupação, permitindo que purguemos aquilo que estiver nos preocupando. A oração é um antídoto à preocupação. A oração e a preocupação não podem coexistir. Disse Paulo: “Antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus”. “Tudo” significa tudo mesmo. Não há nada que seja pequeno demais ou grande demais para o amoroso cuidado de nosso Deus.

Todavia, os crentes não devem colocar de lado as responsabilidades da vida, de forma a não se preocuparem com elas; Paulo estava enfocando as atitudes dos crentes na vida cotidiana e ao enfrentarem oposições e perseguições. Os crentes devem ser responsáveis por suas necessidades, por suas famílias, por cuidar dos outros e se interessar por estes, mas não devem permitir que as preocupações os dominem (Mt 6:25-34).

Preocupar-se é ruim, porque é uma forma sutil de não confiar em Deus. Quando os crentes se preocupam, eles estão dizendo que não confiam que Deus proverá aquilo de que necessitam e duvidam que Ele se importa ou que pode controlar a situação. Veja o caso dos espias (Nm 13:25-30), somente dois confiaram em Deus; os demais não confiaram, por isso, pereceram no deserto juntamente com aqueles que os seguiram. Lembre-se, o deserto é a trajetória do povo de Deus rumo à Canaã. Se não pormos a nossa confiança no Senhor, certamente, sucumbiremos.

Concordo com o rev. Hernandes Dias Lopes quando diz que:

·   A ansiedade é o resultado de olharmos para os problemas, em vez de olharmos para Deus. Os crentes de Filipos não estavam vivendo em um paraíso existencial, mas num mundo cercado de perseguições (Fp 1:28). O próprio Paulo estava preso, na antessala do martírio, com os pés na sepultura. Nuvens pardacentas se formavam sobre sua cabeça. Quando olhamos as circunstâncias e os perigos à nossa volta, em vez de olharmos para o Deus que governa as circunstâncias, ficamos ansiosos.

·   A ansiedade é o resultado de uma exagerada preocupação com as coisas materiais (Fp 3:19). Aqueles que só se preocupam com as coisas materiais vivem inquietos e desassossegados. Aqueles que põem a sua confiança no dinheiro, em vez de pô-la em Deus, descobrem que a ansiedade, e não a segurança, é a sua parceira.

2. Uma paz que excede todo o entendimento. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento...”.

A “paz de Deus” é muito mais maravilhosa do que a mente humana pode entender. Se os filipenses levassem ao coração as palavras de Paulo em Fp 4:4-6, então eles transformariam a ansiedade em oração e seriam cheios com a “paz de Deus”. A oração aquieta o nosso interior e muda o mundo ao nosso redor. Por meio dela, nos elevamos a Deus e trazemos o céu à terra.

A ansiedade é um pensamento errado e um sentimento errado, por isso a paz de Deus guarda mente e coração. O mesmo coração que estava cheio de ansiedade, pela oração agora está cheio da “paz de Deus”. Esta paz é diferente da paz do mundo. É a paz que Jesus prometeu aos seus discípulos e a todos aqueles que o seguissem (João 14:27). A verdadeira paz não é encontrada no pensamento positivo, na ausência de conflitos, ou em bons sentimentos; ela vem do conhecimento de que Deus está no controle. Os crentes recebem a paz com Deus quando creem (Rm 5:1), e tem a tranquilidade interior da paz de deus quando andam diariamente com Ele.

3. Uma paz que guarda o coração e os sentimentos do crente. ”... guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

A palavra grega para “guardar” é um termo militar que significa cercar e proteger uma guarnição militar ou uma cidade. Os filipenses, vivendo em uma cidade de guarnição, estavam familiarizados com os guardas romanos que mantinham vigília, guardando a cidade de qualquer ataque externo. A “paz de Deus” é como soldados cercando o coração e a mente de cada crente (isto é, as emoções e os pensamentos), guardando-os contra as forças externas ameaçadoras e destruidoras. Portanto, a “paz de Deus” protege o coração e o pensar. Que tônico maravilhoso para estes dias de neuroses, crises nervosas, tranquilizantes e aflições mentais!

CONCLUSÃO

Com base no que foi exposto nesta Aula, afirmo que alegria do Senhor é uma ordenança, e não uma opção. Ser alegre é um mandamento, e não uma recomendação. Deixar de ser alegre é uma inobediência a uma expressa ordem de Deus. O evangelho trouxe alegria, o Reino de Deus é alegria, o fruto do Espírito é alegria, e a ordem de Deus é "alegrai-vos". Quem tem Jesus tem a alegria da salvação e pode se regozijar em toda e qualquer situação. Na nossa jornada rumo à pátria celestial enfrentamos momentos ruins, mas a alegria concedida pelo Eterno nos dá forças para seguirmos em frente. Talvez você esteja enfrentando momentos difíceis em sua família, no seu trabalho, na sua igreja, no seu ministério; talvez você esteja encarando um luto traumático ou um divórcio ameaçador ou uma dívida inquietante e amedrontadora, mas saiba de uma coisa, Deus nunca abandonou o seu povo no deserto, Ele sempre esteve e está presente. “Perto está o Senhor”. Portanto, não perca a força nem o ânimo, confie no Senhor e permita que a alegria dEle inunde sua alma trazendo paz e esperança.

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Revista Ensinador Cristão – nº 55 – CPAD.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal.

Filipenses – A alegria triunfante no meio das provas – Rev. Hernandes Dias Lopes.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SITE CRISTÃO CONFUSO

MARCOS 5: A ÚNICA ENTREVISTA DE JESUS COM O DIABO


por Zé Luís

Ainda é comum em algumas igrejas (principalmente naquelas que televisionam certos cultos questionáveis) que pessoas, em supostas possessões ocorridas durante as tais reuniões, respondam questionamentos efetuados pelo pastor. O tal líder espiritual faz isso de forma pública, expondo a pessoa diante de todos os presentes. Incorporado, fala ao microfone, e dá minúcias sobre a forma que trabalha em cada área da vida daquele em quem se manifestou.

As tais entidades, habitualmente, assumem nessas "apresentações", posturas semelhantes às vistas nas giras de Umbanda, embora não haja – biblicamente falando – demônios agindo como caboclos, preto velhos, exus, pomba-giras, ou qualquer outra forma de manifestação encontrada nessa religião afro-brasileira.

Não quero entrar no mérito da questão das escolhas de religião, mesmo porque meu único objeto de adoração é Cristo, e isso exclui a imensa maioria dos rituais.

Colocando os pingos nos “is”:

Biblicamente falando, o terrível e apavorante, na maioria das vezes, é quando a aparição de um anjo acontece. Nas Escrituras, a primeira atitude do ser celestial, antes mesmo de cumprimentar o visitado, é pedir que não tema, apesar da presença impressionante. Ao contrário do imaginário popular – e descrito na visão do profeta Elias – os anjos são descritos como seres feitos de “fogo incandescente”, quando na Idade Média, contava-se que o diabo era quem tinha esse atributo avermelhado e luminoso.

Um único anjo é capaz de dizimar exércitos, ou pegar o “grande” Satanás, libertá-lo, como quem enfia a mão em uma gaiola, prende e solta um passarinho, como descrito em Apocalipse (cap. 20, 7).

Legião, entidade múltipla, capaz de enlouquecer 2000 porcos, cabe em um único homem e, apesar de seu poder destrutivo, implora pelo favor de um único ser, ali, diante deles. Por que não tentar invadí-lo e mostrar que são poderosos? Eles sabiam: eram vencidos e qualquer tentativa seria algo impensável, estúpido, uma estratégia inaceitável para seres em constante guerra contra nós.

Qualquer leitor da Bíblia sabe que o diabo (nome grego para “acusador”) é o pai da mentira, e não existem nesses seres compromisso com algo que esteja integralmente ligado a verdade.

No Paraíso de Gênesis, a serpente (mais um caso de possessão aceita, nesse caso, por um animal) diz a Eva que a ingestão do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal os tornariam como Deus, e isso era verdade, admitida pelo próprio Criador alguns versículos depois, quando comenta “agora, são como NÓS”. A mentira quase sutil estava no ponto em que ela chama Deus de mentiroso, contradizendo-o quando declara: “Não morrerás”.

Era uma meia-verdade, mas uma mentira integral.

É didática a atitude de Jesus em questionar a entidade diante de seus discípulos – os daquele momento e dos vindouros, pelos séculos dos séculos - conhecessem mais um “modus operandi” do inferno, e como essas manifestações poderiam acontecer. É importante que aquele servo que resolve andar nos caminhos do Caminho esteja ciente do que pode surgir em sua jornada.

Jamais Cristo fez de qualquer possesso show para alimentar a curiosidade mórbida das pessoas ou entretenimento publicitário de seu Poder. Cabe a pessoa – e apenas a ela – autoconhecer os prejuízos que se permitiu, através das sugestões desses pensamentos involuntários.


FONTE: http://www.cristaoconfuso.com/

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

NOTICIA POLICIAL


Polícia prende líder de quadrilha especializada em assaltar igrejas evangélicas

Polícia prende líder de quadrilha especializada em assaltar igrejas evangélicas
Na última semana a Polícia Civil de São João do Meriti (RJ), prendeu Anderson Leonardo Santos Aguiar, de 32 anos, acusado de liderar uma quadrilha especializada em assaltar igrejas evangélicas no estado do Rio de Janeiro. O assaltante foi preso em uma ação organizada por policiais da 64ªDP da Polícia Civil, depois de ser identificados por imagens gravadas por câmeras de seguranças em um dos templos assaltados.
De acordo com informações do Extra/Globolag.com, o bando liderado por Aguiar seria responsável por ataques a cinco templos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Em uma das ações da quadrilha, o assaltante foi flagrado por de câmeras de segurança enquanto lutava contra um policial militar, frequentador da igreja, que tentou reagir ao assalto, na IURD do centro de Meriti.
Na ação gravada pelas câmeras de segurança, Anderson Aguiar foi flagrado em confronto físico com o policial, depois de pedir para ser levado ao local onde estava sendo guardado os dízimos e ofertas recolhidas dos fiéis da igreja. Depois chutar o rosto do fiel e tomar sua arma, ele disparou duas vezes, mas a pistola falhou.
O delegado Delmir Gouvea, da 64ªDP, explicou que, em decorrência desses fatos, o assaltante teve sua prisão decretada pelo juiz Richard Robert Fairciough, da 1ª Vara Criminal de Meriti. Ele foi preso depois que três policiais o localizaram em um carro. Quando interceptado, ele não reagiu à prisão.
- Neste assalto, em Meriti, ele agiu com mais dois homens, que estamos tentando identificar. O Anderson exigiu que fosse levado até onde estaria guardado o dinheiro dos dízimos. No meio do caminho, o PM reagiu e só não foi morto porque a arma falhou – explicou o delegado.
Segundo a polícia, o bando teria também realizado ataques contra templos da Universal em Nilópolis e Araruama, na Região dos Lagos, também no estado do Rio de Janeiro (RJ), e de tentar assaltar, por duas vezes, a IURD da Pavuna, em uma das tentativas um membro da igreja reagiu e houve troca de tiros, mas ninguém foi ferido.
A polícia investiga agora se há alguém de dentro das igrejas fornecendo informações para o acusado e seus comparsas.
Igreja Mundial também é vítima de tentativa de assalto
No último fim de semana, um templo da Igreja Mundial do Poder de Deus em Manaus também foi vítima de ação de criminosos que tentaram assaltar o local para roubar os dízimos e ofertas recolhidos pelos fiéis.
Testemunhas relataram que Lucas do Carmo Marques e Edinaldo Araújo Silva Júnior, ambos com 18 anos, utilizaram uma pistola de calibre 22 para render e amarrar um fiel que estava vigiando a entrada do templo, logo após o término de um culto.
Os assaltantes renderam o pastor da igreja, e recolheram uma mesa de som, uma máquina de scanner, um aparelho de DVD, um microfone e um terminal de microfone. A polícia foi acionada e prendeu a dupla em flagrante, ainda dentro da igreja. Os jovens foram levados ao 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e autuados por tentativa de roubo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

CPAD LIÇÃO 9 FILIPENSES

Aula 09 - CONFRONTANDO OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO


3º Trimestre/2013

 
Texto Básico: Filipenses 3:17-21

 
“Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3:18).

INTRODUÇÃO


Nesta Aula, veremos o zelo do pastor para com as suas ovelhas, pois o verdadeiro pastor é aquele que protege o rebanho dos falsos mestres. Paulo pregou a verdade e denunciou o erro; ele promoveu o evangelho e combateu a heresia. Não fazia relações públicas acerca da verdade para agradar as pessoas. Ele chamou os falazes mestres de “inimigos da cruz de Cristo”. O seu zelo pastoral o levava às lágrimas na defesa de suas ovelhas; ele se comovia ao perceber que algum perigo as ameaçava. A preocupação do apóstolo era que os falsos mestres(provavelmente judaizantes legalistas ou gnósticos) se aproximassem dos crentes filipenses. Esses falsos mestres eram considerados por Paulo "inimigos da cruz", pessoas que trabalhavam para esvaziar o sentido da Cruz de Cristo. Ele pede aos crentes de Filipos que lutem contra esses inimigos a fim de que não venham sucumbir na fé. Esta advertência de Paulo deve ser levado a sério pela igreja na atualidade, pois atualmente também muitos são os inimigos da cruz de Cristo.

I. EXORTAÇÃO À FIRMEZA EM CRISTO (Fp 3:17)

“Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós”(ARA).

1. Imitando o exemplo de Paulo (Fp 3:17a). Paulo encoraja os crentes de Filipos a buscarem a semelhança de Cristo seguindo o exemplo do próprio Paulo. Eles não deveriam seguir falsos mestres ou os inimigos da cruz (Fp 3:18). Em vez disso, como Paulo enfocava a sua vida em ser como Cristo, eles também deveriam fazer o mesmo.

Devemos estar cônscios de que Paulo jamais usaria de presunção para exortar os crentes de Filipos nestes termos, haja vista que ele sempre enfocou Jesus Cristo e rogou aos crentes para também seguirem o exemplo de outros que seguiam a Cristo. Portanto, Paulo rogou que os filipenses o imitassem como um guia prático de conduta. Na verdade, Paulo considerava-se receptor da misericórdia de Deus, cujo propósito era ser “padrão” para os demais cristãos. Ele era um paradigma para os crentes tanto na questão da doutrina quanto na questão da ética. Ele era modelo tanto na teologia quanto na vida. Seu ensino e seu caráter eram aprovados. Sua vida confirmava sua doutrina, e sua doutrina norteava a sua vida.  Assim, toda sua vida depois da sua conversão foi dedicada à tarefa de apresentar aos outros um esboço do que o cristão deve ser.

Deus salvou Paulo com a finalidade de mostrar ao mundo, pelo exemplo de sua conversão, que o que fez na vida dele também pode e fará na vida de outros. Você pode fazer o mesmo? Você está servindo de exemplo para aqueles que foram salvos pela graça de Deus? Que tipo de seguidor um novo cristão se tornaria se ele lhe imitasse?

2. O exemplo de outros obreiros fiéis (Fp 3:17b). “...observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós”. Aqui, Paulo está reconhecendo o valor da influência testemunhal de outros cristãos, cujas vidas eram baseadas na dele (aqueles crentes maduros mencionados em Fp 3:15). Isso faz referência a quaisquer outros que experimentassem a mesma qualidade de vida que Paulo. Em fim, os cristãos de Filipos deveriam observar a conduta dos fieis cristãos, tal como a de Timóteo, Epafrodito e outros, e aprenderem com eles, a fim de não se desviarem da fé. É claro que hoje temos o nosso compêndio doutrinário, o Novo Testamento, disponível à igreja. É dele que advém todas as diretrizes para que andemos como filhos e santos de Deus. Ele é infalível e imutável em seus ensinos. Ele é a bússola que nos conduz ao destino certo.

II. OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO (Fp 3:18,19)

“Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.

“O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas”.

1. Os inimigos da cruz de Cristo(Fp 3:18). Assim como em Filipenses 3:17 o apóstolo Paulo diz a quem os crentes devem seguir, no versículo 18 diz a quem não devem seguir. O apóstolo não identifica quem são esses inimigos da cruz de Cristo. Não diz se eram os falsos ensinadores judeus mencionados em Fp 3:2 ou se eram ensinadores que se diziam cristãos, mas transformavam a liberdade em licenciosidade e se serviam da graça como pretexto para pecar.

Paulo havia alertado os cristãos acerca desses falsos mestres, agora o faz outra vez, “até chorando”. Por que ele chorou ao fazer tão grande denuncia? Por causa do mal que esses falsos mestres causaram às igrejas de Deus. Por causa do opróbrio que trouxeram ao nome de Cristo. Por causa das vidas que arruinaram. Porque estavam ofuscando o verdadeiro significado da cruz. Sim, e também porque o verdadeiro amor chora quando denuncia os “inimigos da cruz de Cristo”, assim como o Senhor Jesus chorou pela cidade de Jerusalém.

2. ”O deus deles é o ventre” (Fp 3:19a). A expressão "o deus deles é o ventre" denota aqueles que adoram a carne através das práticas sensuais desenfreadas. Os “inimigos da cruz” viviam o aqui e o agora, e jamais pensavam na eternidade – “comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Esta postura visava destruir o Evangelho e todo o progresso dele na vida dos filipenses. Além de sensuais, os falsos mestres invalidavam a suficiência da cruz de Cristo com suas atitudes degradantes e sem quaisquer escrúpulos. Paulo diz que para eles, não há outro destino, se não, o da perdição eterna, ou seja, a separação eterna de Deus, que é a segunda morte.

Segundo o rev. Hernandes Dias Lopes, os “inimigos da cruz de Cristo” vivem encurvados para o próprio umbigo. “Ventre”, neste versículo, vem da palavra “koilia”, que pode significar "útero" ou "umbigo". Assim sendo, Paulo pode estar simplesmente comentando o egocentrismo deles. Portanto, tudo quanto faziam era fixar os olhos no próprio umbigo. O deus deles eram eles mesmos. A vida deles eram centrada neles mesmos. Eram adoradores de si mesmos. Em vez de procurar manter seus apetites físicos sob controle (Rm 8:13; 1Co 9:27), compreendendo que nosso corpo é o templo do Espírito Santo, no qual Deus deve ser glorificado (1Co 6:20), essas pessoas se entregavam à glutonaria e à licenciosidade".

3. “A glória deles é para confusão deles mesmos” (Fp 3:19b). Os “inimigos da cruz de Cristo” se gloriavam de coisas das quais deviam se envergonhar: sua nudez e seu comportamento imoral. Eles escarneciam da virtude e exaltavam o opróbrio. Ao mal, chamavam bem, e ao bem, mal; faziam das trevas luz, e da luz, trevas; colocavam o amargo por doce, e o doce, por amargo (Is 5:20). Eles não apenas levavam a bom termo seus maus desígnios, mas ainda se vangloriavam disso. A glória desses falsos mestres era para “confusão deles mesmos”. A recompensa deles era fugaz. A decepção deles era certa. A ruína deles era veloz.

4. “que só pensam nas coisas terrenas”(Fp 3:19c). Para os “inimigos da cruz”, as coisas importantes da vida eram comida, vestimenta, honras, conforto e prazer. Comportavam-se como se fossem viver sobre a terra para todo o sempre. Esta história se repete atualmente. Concordo com o rev. Hernandes Dias Lopes ao dizer que “muitos líderes religiosos, sem temor, têm-se empoleirado no púlpito, usando artifícios e malabarismos, com a Bíblia na mão, arrancando dinheiro das pessoas, fazendo promessas que Deus não faz em Sua Palavra. Esses obreiros fraudulentos, sem nenhum escrúpulo, mercadejam o evangelho da graça, para alimentar a sua ganância insaciável. Hoje, a religião, para muitos, tem sido um bom negócio, uma fonte de lucro, um caminho fácil de enriquecimento. O mercado da fé tem produto para todos os gostos. A oferta é abundante. A procura é imensa. A causa é a ganância. A consequência é o engano. O resultado é a decepção. O fim da linha é o inferno”.

III. O FUTURO GLORIOSO DOS QUE AMAM A CRUZ DE CRISTO (Fp 3:20,21)

“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”.

O apóstolo Paulo, depois demonstrar o seu zelo pastoral, alertando acerca dos “inimigos da cruz de Cristo”, lança o seu olhar rumo ao futuro e destaca três gloriosas verdades que são as âncoras de nossa esperança.

1.  O Céu é a nossa Pátria - “Mas a nossa cidade está nos céus” (Fp 3:20). O Céu é um lugar e um estado. É o lugar da morada de Deus e da sua Igreja resgatada, e um estado de bem-aventurança eterna, onde jamais entrarão a dor, a lágrima, o luto e a morte.  Enquanto os falsos mestres tinham os seus pensamentos voltados aos assuntos terrenos (Fp 3:19), os crentes deveriam desejar fervorosamente o seu Lar.

Na época em que a epístola foi escrita, Filipos era uma colônia de Roma (At 16:12). Desta feita, aqueles que moravam em Filipos tinham a sua cidadania romana, embora a maioria dos filipenses jamais tivesse estado na cidade de Roma. A cidadania romana era altamente estimada à época de Paulo. Os cristãos em Filipos, tão orgulhosos de sua cidadania romana (At 16:20,21), deveriam ter valorizado ainda mais a sua cidadania nos céus, onde o Senhor Jesus Cristo vive. Os crentes deveriam ter considerado a si mesmos como “peregrinos”, vivendo temporariamente em um pais estrangeiro, com o seu Lar em outro lugar. Um dia eles iriam experimentar todos os privilégios especiais de sua cidadania celestial, porque Cristo iria voltar como seu Salvador. Os crentes estão esperando o Salvador voltar do Céu para a Terra, em sua segunda vinda. Enquanto estavam na Terra, os crentes eram cidadãos de seu país (os filipenses eram cidadãos de Roma, estando, portanto, sob o governo de César); contudo, a lealdade absoluta deveria ser dedicada ao único Salvador verdadeiro, o Senhor Jesus Cristo, que governa nos céus, onde todos os crentes possuem a sua cidadania definitiva.

Somos peregrinos neste mundo, não somos daqui. Nascemos de cima, do alto, de Deus. O Céu é a nossa origem e também o nosso destino. O nosso nome está arrolado no Céu (Lc 10:20), está registrado no livro da vida (Fp 4:3). É isso que determina nossa entrada final no país celestial (Ap 20:15).

Por causa da expectativa de habitar em uma cidade superior, Abraão contentou-se em viver em uma tenda (Hb 11:13-16). Por causa da expectativa da recompensa do Céu, Moisés dispôs-se a abrir mão dos tesouros do Egito (Hb 11:24-26). Por causa da esperança de vivermos com Cristo no Céu, devemos buscar uma vida de santidade hoje (1Jo 3:3).

2. A segunda vinda de Jesus é a nossa esperança - “donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. A igreja é a comunidade da esperança. Somos um povo que vive com os pés no presente, mas com os olhos no futuro. Vivemos cada dia na expectativa da iminente volta de Jesus. Cada geração sucessiva da Igreja desfruta o privilegio de viver como se fosse a geração que haverá de saudar o retorno de Cristo. A esperança do regresso de Cristo tem poder purificador: “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro”(1João 3:3).

3. A glorificação é a nossa certeza inequívoca - “Que transformará o nosso corpo abatido” (Fp 3:21). Quando o Senhor vier da Sua glória, do Céu, Ele transformará nosso corpo. Quando a trombeta de Deus soar, e Cristo vier com o Seu séquito de anjos, acompanhado dos santos glorificados, os mortos em Cristo ressuscitarão com corpos imortais, incorruptíveis, gloriosos, poderosos e celestiais (1Co 15:43-56). Os vivos, nessa ocasião, serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor (1Ts 4:13-18). Nosso corpo de humilhação, sujeito à fraqueza, à enfermidade e ao pecado, será revestido da imortalidade e brilhará como o sol no seu fulgor, brilhará como as estrelas no firmamento, e será um corpo tão glorioso quanto o corpo da glória de Cristo. Seremos "...conformes à imagem de seu Filho" (Rm 8:29). O nosso corpo será semelhante ao corpo da glória de Cristo - "Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é" (1João 3:2b); seremos “conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3:21).

Porventura existe ou existirá uma promessa tão gloriosa e maravilhosa com esta? E ainda tem pessoas, que se dizem cristãs, que trocam tudo isso por coisas efêmeras desta vida. É simplesmente pasmoso!

CONCLUSÃO


A cruz de Cristo deu cabo da religião do ritualismo como meio de chegar até Deus. Com a morte de Cristo, o véu do templo foi rasgado, e agora o homem tem livre acesso a Deus por meio de Cristo, o novo e vivo caminho (Hb 10:19-25). O que os inimigos da cruz de Cristo consideravam uma linha divisória entre os homens, a circuncisão, Cristo derrubou por meio da sua morte (Ef 2:14-16). Precisamos estar atentos, pois os inimigos da cruz de Cristo procuram introduzir, sorrateiramente, doutrinas contrárias e perniciosas à fé cristã. Portanto, vigiemos, oremos e permaneçamos inabaláveis “na doutrina dos apóstolos” até a vinda de Jesus, sabendo que “as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Rm 8:18). Amém?

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Revista Ensinador Cristão – nº 55 – CPAD.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal.

Filipenses – A alegria triunfante no meio das provas – Rev. Hernandes Dias Lopes.